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16/02/2009 - Público.pt - Última Hora / Lusa Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

BPN: Paulo Portas critica "política de não incomodar" de Vítor Constâncio


O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, criticou hoje a "política de não incomodar" seguida pelo Governador do Banco de Portugal no caso BPN e assegurou que serão colocadas "as perguntas que têm que ser feitas" na comissão parlamentar de inquérito. Por outro lado, o PSD assegurou que apoiará uma nova audição de Dias Loureiro na comissão, para que várias questões sejam aclaradas.

"Quando o Governador do Banco de Portugal for à comissão parlamentar de inquérito (do caso BPN), o CDS-PP fará todas as perguntas que têm que ser feitas", afirmou Portas, numa conferência de imprensa no Porto. Para o líder centrista, "a tese central do governador está muito fragilizada", frisando que as declarações de Vítor Constâncio quando foi ouvido na Assembleia da República "foram desmentidas por documentos, por depoimentos e até pelo valor do 'buraco' no BPN".

"Manifestamente, a versão apresentada no Parlamento pelo governador do Banco de Portugal não é sustentada por documentos que já se conhecem", frisou. Paulo Portas apresentou hoje no Porto um "ponto de situação" sobre o trabalho já realizado pela comissão de inquérito ao caso BPN, que considerou ser necessário devido "à gravidade do que já foi apurado".

"Nesta comissão parlamentar de inquérito tem prevalecido a procura da verdade e não o espírito partidário", elogiou o presidente do CDS-PP, defendendo a necessidade de "separar o trigo do joio" no sistema financeiro português. Para Portas, "casos como o BCP, o BPP e o BPN são irrepetíveis, se queremos ter um sistema financeiro saudável". Defendeu, por isso, que a comissão parlamentar de inquérito "tem que chegar ao fundo da questão".

Por essa razão, o líder centrista assegurou que Vítor Constâncio, quando se apresentar perante a comissão "vai ter que dar explicações razoáveis e satisfatórias". "Não sei onde as vai encontrar", sustentou. Na perspectiva do presidente centristq, "nenhum dos poderes principais da supervisão foi utilizado ao longo de seis anos", defendendo que "a evidência de fraudes e irregularidades determinava uma intervenção mais tempestiva do Banco de Portugal". "O que é mais estranho é que o governador do Banco de Portugal diz que faria tudo da mesma maneira", salientou.

Para Paulo Portas, o país "precisa de um supervisor pró-activo, que seja incómodo e corajoso se necessário", acrescentando que a actuação do Banco de Portugal no caso BPN "foi o oposto disto". "A supervisão não podia ter sido mais minimalista", frisou Portas, recordando que "em seis anos, não esteve atenta e não fez as perguntas pertinentes". "Não será altura do país se perguntar se a política de supervisão é eficaz?", questionou o lidero do CDS/PP, recordando os casos BCP, BPP e BPN. Nesse sentido, defendeu que a democracia "não pode ficar capturada por um regulador com sucessivas falhas, que ninguém pode demitir".

Na conferência de imprensa hoje realizada no Porto, o líder centrista recordou, relativamente aos fundamentos da nacionalização do BPN - decidida pelo governo a 11 de Novembro - que o 'buraco' desta instituição bancária "já é mais do dobro do que foi anunciado" pelo Governo e pelo Banco de Portugal, atingindo 1,8 milhões de euros.

PSD apoiará nova audição de Dias Loureiro

O PSD apoiará uma nova audição de Dias Loureiro na comissão de inquérito sobre o BPN, que deverá ser requerida face às contradições entre o seu primeiro depoimento e documentação vinda entretanto a público, garantiu hoje Paulo Rangel. Afirmando que, desde o início, o PSD está "sempre disponível para todos os esclarecimentos que, no âmbito da comissão de inquérito for necessário dar", Paulo Rangel disse que "se for necessário dar três vezes, o PSD apoiará três vezes os esclarecimentos".

"Do PSD contarão sempre, todos os senhores deputados que integram a comissão de inquérito, com a maior colaboração e disponibilidade para o trabalho desta mesma comissão", completou. Em causa está uma notícia do Expresso - que fez manchete com o título "Dias Loureiro mentiu à Comissão de Inquérito" -, na qual o semanário "revela contrato negociado com veículo de investimento que ex-ministro negou conhecer no Parlamento", acrescentando que o conselheiro de Estado "afirma que não faltou à verdade, apenas relatou o que se lembra e que os deputados ponderam voltar a ouvi-lo.

O próprio Dias Loureiro já revelou entretanto que telefonou à presidente da comissão, Maria de Belém Roseira, tendo-lhe deixado uma mensagem a manifestar a sua "total disponibilidade" para voltar a ser ouvido pelos deputados.

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