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21/10/2006 - O Estado de Minas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Operação barra clonagem de cartão

Por: Mauro Melo


Fortaleza - A Polícia Federal prendeu 36 pessoas envolvidas em um esquema de clonagem de cartões de crédito e bancários.
A operação, batizada de Ciclone, foi desencadeada na madrugada de ontem, nas cidades de Fortaleza, Novo Oriente e Crateús, todas no Ceará. Esta última conhecida nacionalmente por ser a terra natal de bandidos chamados de "cartãozeiros".
A quadrilha usava equipamentos para clonar cartões, transferiam ilegalmente dinheiro via internet, abriam empresas fantasmas e ainda fraudavam licitações.
Ao todo, a PF cumpre 49 mandados de prisão e 58 de busca e apreensão no Ceará e Rio Grande do Norte.
Entre os presos, apresentados na sede da Superintendência da Polícia Federal em Fortaleza estão dois oficiais do Corpo de Bombeiros, um sargento do Exército e uma servidora da prefeitura de Fortaleza.
O relações públicas do Corpo de Bombeiros, Major Melo, informou que os dois oficiais da corporação deverão responder a processos e, se comprovado o envolvimento deles, serão expulsos.
A PF apreendeu computadores, dinheiro e documentos. Além da falsificação dos cartões, a PF apura o esquema de venda de guias da Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz) para sonegação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS) em carregamentos de cereais.
As notas eram compradas por empresários de outros Estados, que pagavam metade do valor devido de imposto.
Apenas esse esquema teria sido responsável pelo desvio de R$ 2,3 milhões em dois anos.
De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Federal, as investigações tiveram início em 2005, em em Brasília.
A Operação Ciclone é um desdobramento da Operação Dublê deflagrada em 15 de março pela Superintendência da Polícia Federal no Ceará, quando foram presos outros membros da quadrilha que atuavam nos mesmos tipos de ação criminosa e que utilizam como base as cidades cearenses de Fortaleza, Crateús, Novo Oriente e Maracanaú.
A operação contou com a participação de cerca de 250 policiais federais do Ceará, Piauí, Paraíba, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Maranhão e Minas Gerais que cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão no Ceará e no Rio Grande do Norte.
A quadrilha organizava-se em células cuja especialidade era a clonagem de cartões magnéticos com a ajuda de dispositivos conhecidos como "chupa-cabras" instalados em terminais bancários, transferências fraudulentas via internet, obtenção de empréstimos e financiamentos bancários fraudados, falsificação de documentos públicos, fraudes de licitações e tráfico de drogas.
Há registro da atuação da quadrilha em MG, RJ, SP, GO e RN.
O bando agia sempre da mesma forma, copiando cartões em um posto bancário de determinada cidade e, em seguida, dirigia-se a posto bancário de cidade vizinha onde, além de realizar saques nas contas anteriormente "clonadas", copiavam novos cartões.
A Polícia Federal identificou a abertura de diversas empresas de fachada, geralmente locadoras de mão-de-obra, das quais os acusados se utilizavam para encobrir as fraudes e obter créditos financeiros com a utilização de contas-salário.
Com isso, adquiriram diversos bens como celulares, computadores e veículos.
Durante as investigações, os "clonadores" estavam desenvolvendo o uso de um novo equipamento denominado pelos policiais federais de "disparador de cédulas", que era instalado em caixas eletrônicos para realizar saques ilimitados à distância, acionado por controle remoto.
O equipamento não chegou a ser utilizado devido à ação da Polícia Federal, que descobriu o golpe antes que ele fosse aplicado.

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