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13/02/2009 - Última Instância Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Justiça recebe denúncia contra 8 pessoas por fraude em franquias dos Correios


A Justiça Federal abriu processo contra oito envolvidos em um esquema fraudulento que funcionava mediante extorsão na compra e transferência de agências franqueadas dos Correios. O grupo foi desarticulado em outubro do ano passado, durante a operação Déjà Vu da Polícia Federal.

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal em Sorocaba, sete dos oito envolvidos formavam uma quadrilha e cada um tinha uma função. Os empresários Alex Karpinscki e Antonio Luiz Vieira Loyola, dono de duas agências franqueadas dos correios, eram os responsáveis por extorquir os, então, proprietários de outras franquias.

Eles diziam aos donos das agências que tinham conhecimento de procedimentos administrativos instaurados para apurar irregularidades nas agências deles e que o pedido de descredenciamento da agência já estaria com o diretor da Empresa de Correios e Telégrafos.

Apesar de a venda de uma franqueada ser vetada em caso de procedimento administrativo, ambos garantiam que isso não seria problema. Depois de apresentada a situação, Karpinscki e Loyola diziam que se a agência não fosse vendida a determinada pessoa por R$ 100 mil, valor muito abaixo do de mercado, a agência seria descredenciada e as vítimas perderiam tudo.

Karpinscki recebia as informações privilegiadas dos procedimentos dos Correios por Loyola, que as obtinha por meio do diretor regional dos Correios em Bauru, Vitor Aparecido Caivano Joppert, do coordenador regional de negócios dos Correios em Bauru, Márcio Caldeira Junqueira, e do gerente da região operacional de Correios de Sorocaba, Sebastião Sérgio de Souza, que recebiam propina pelas informações.

Segundo informações da assessoria do MPF, Vitor Joppert ainda auxiliava Karpinscki e Loyola na extorsão.

Depois de adquirirem as agências, Karpinscki e Loyola as repassavam para Daniel de Brito Loyola, filho do segundo, e Damiano João Giacomin.

De acordo com diálogos interceptados, com autorização da Justiça, pela Polícia Federal, e depoimentos, os dois tinham conhecimento das condutas ilegais e recebiam comissões por assumirem as agências no lugar de Loyola, impedido por ser dono de duas franqueadas.

Os sete integrantes da quadrilha contaram ainda com o apoio ocasional do advogado Marcelo Coluccini de Souza Camargo. Segundo a denúncia do MPF, Souza aceitou e assinou documentos ideologicamente falsos para ser “sócio” de Giacomin, testa-de-ferro de Loyola.

Ainda segundo a Procuradoria, os acusados da operação Déjà Vu respondem ao processo em liberdade pelos seguintes crimes:

Alex Karpinscki - extorsão, quadrilha e corrupção ativa;

Antonio Luiz Vieira Loyola - quadrilha, extorsão, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção ativa;

Damiano João Giacomin - quadrilha, falsidade ideológica, uso de documento falso;

Daniel de Brito Loyola - quadrilha, falsidade ideológica, uso de documento falso;

Vitor Aparecido Caivano Joppert - extorsão, corrupção passiva, formação de quadrilha, advocacia administrativa, violação de sigilo funcional;

Márcio Caldeira Junqueira - extorsão, corrupção passiva, formação de quadrilha, advocacia administrativa, violação de sigilo funcional;

Sebastião Sérgio de Souza - corrupção passiva, formação de quadrilha, advocacia administrativa, violação de sigilo funcional;

Marcelo Coluccini de Souza Camargo - falsidade ideológica e uso de documento falso.

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