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13/02/2009 - O Estado de Minas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Alguns casos famosos de pirâmide

Por: Heberth Xavier


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Operador renomado de Wall Street, Bernard Madoff foi preso em 11 de dezembro, acusado de estar por trás de um esquema bilionário de pirâmide financeira. A empresa de Madoff atraía investidores oferecendo níveis de rentabilidade que chegavam a 1% ao mês, ou seja, mais de 10% de retorno no investimento por ano – altíssimo para os padrões dos países ricos. Ele, então, utilizava o dinheiro desses novos investidores para pagar clientes antigos que queriam resgatar os recursos aplicados. O esquema funcionava porque os rendimentos não eram pagos aos investidores todo mês, apenas acompanhado por eles. Esse dinheiro só seria devolvido ao cliente quando este resgatasse seu investimento. O problema é que, diante de grande demanda por resgates em decorrência da crise financeira, o fundo de Madoff ficou sem dinheiro para pagar os investidores e a fraude veio à tona.

Boi gordo

A Fazendas Reunidas Boi Gordo nasceu prometendo milagres. A partir de 1988, garantia a seus investidores retorno de 42% sobre o dinheiro aplicado, em 18 meses – era o tempo necessário para a engorda do animal e sua venda. No início, deu certo. Quando a TV Globo passava a novela “O Rei do Gado”, a Boi Gordo chegou a ser considerada um exemplo de empreendimento de sucesso. O problema é que a pecuária nunca havia dado tanto dinheiro antes e era improvável que pudesse começar a fazê-lo de repente. Ao naufragar, a empresa dirigida por Paulo Roberto de Andrade deixou um patrimônio avaliado em R$ 530 milhões e dívidas de R$ 750 milhões. Cerca de 20 mil pessoas foram lesadas.

Avestruz

A relação entre a Avestruz Master e seus clientes é vista hoje como um clássico caso de “torpeza bilateral”, em que todos querem ganhar muito mas sem se preocupar com o destino e a origem do dinheiro. A rentabilidade prometida pela Avestruz Master era de 11%. Em 2003, uma publicidade da empresa mostra isso: os clientes comprariam casais de filhotes de avestruzes mediante uma entrada e mais 33 parcelas fixas de R$ 295. No total, dariam R$ 10.030 e receberiam o casal de avestruzes adultos – e a empresa garantia que ele valeria R$ 24 mil. Com o tempo, percebeu-se que o tal casal não valia mais do que R$ 8 mil no mercado (na foto, protesto de investidores em frente à sede da Avestruz Master).

Colômbia

Várias empresas do país sul-americano envolveram-se no esquema de pirâmides. O fenômeno entrou em colapso em novembro, quando começaram a desaparecer os responsáveis por vários escritórios que recebiam dinheiro em moeda em troca de pagar juros de até 300%. Pelo menos 240 companhias piratas funcionaram na Colômbia no golpe das pirâmides. Arrecadaram cerca de US$ 800 milhões e ofereciam o triplo aos clientes. Os protestos deixaram vários feridos, como no incêndio na sede da DRFE, uma das envolvidas no escândalo.

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