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12/02/2009 - O Estado de Minas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Programa feito em Minas previne contra lavagem de dinheiro em operações financeiras

Por: Silas Scalione


Crime dos mais comuns no Brasil, lavar dinheiro agora ficou mais perigoso para quem o pratica. As instituições financeiras podem contar agora com uma nova arma de combate ao delito, que, antes de tudo, é uma obrigação delas, segundo determina a Lei 9.613. Estimativas do Banco Mundial (Bird) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), cerca de US$ 500 bilhões passam por processos de lavagem, anualmente, pelo mundo.

A nova arma é um software criado em Minas, que recebeu o nome de Monitor – Prevenção à Lavagem de Dinheiro. Desenvolvido pela PD Case, empresa especializada em softwares e treinamentos em TI, o programa oferece formas de vigilância em tempo integral às milhares de movimentações financeiras dentro de uma instituição, abrindo mecanismos de identificação de possíveis ações ilícitas. Afinal, é em cima de diferentes e mirabolantes transações envolvendo dinheiro que criminosos se escondem para ocultar a origem ilegal de altas somas.

“A Lei 9.613 obriga os bancos a combater esse tipo de atividade, mas não diz como eles devem fazer isso. Muitos acabam investindo em uma série de opções que nem sempre resolvem. Como a PD Case já estava acostumada a trabalhar em projetos para instituições financeiras e conhece bem como elas funcionam, criar o software se tornou consequência disso”, diz o analista e desenvolvedor de programas Erasto Castro, revelando que o processo de criação demorou cerca de três meses envolvendo o trabalho integral de seis desenvolvedores de variadas especialidades tecnológicas.

Segundo ele, o Monitor consegue acompanhar as movimentações financeiras dos clientes de um banco a partir da integração de sistemas de operações (contas correntes, poupança e cobrança, entre outras). “O sistema cruza, então, as movimentações com uma série de fatores, como patrimônio declarado, rendas declaradas, faturamento das empresas, tipo e frequência das transações etc. A partir daí, ele realiza uma análise preventiva da situação”, explica Erasto Castro, ressaltando que, ao identificar um lançamento que não esteja compatível com o comportamento habitual do cliente ou do seu ramo de atividade, o sistema emite alertas aos respectivos gestores e gerentes de contas.

A partir desse alerta, a ocorrência identificada passa então por uma série de avaliações, sendo, então, classificada como normal ou não. “Caso a suspeita se concretize, um processo administrativo se inicia, sendo que a instituição financeira é obrigada a informar o ocorrido ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), com as informações do processo ficando disponíveis em relatórios”, informa.

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