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23/10/2006 - Jornal O Povo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Os perigos do e-commerce


Hora de ir às compras. Longe do engarrafamento, das dificuldades de estacionar o carro e da caminhada por várias lojas até se encontrar o objeto desejado, o ato de consumir ocorre sentado frente ao computador, visitando os sites e digitando a palavra-chave. É, a Internet deu uma boa virada na forma de consumir, e na de pagar também. Em vez do crediário, usam-se, principalmente, os cartões de crédito e débito. Quando se pretende quitar dívidas como energia elétrica e telefone, é a mesma coisa. Entra-se no site do banco e rapidamente - sem filas ou algo parecido - os problemas estão resolvidos.

No entanto, quando se trata de disponibilizar dados pessoais na rede, a prática ainda intimida alguns usuários. O motivo não é para menos. Afinal, as tentativas de fraudes são incessantes. Como afirma o mestre em Direito da Tecnologia da Informação pela Universidade de Madri e advogado especializado na área, Cristiano Therrien, as instituições financeiras admitiram que nos últimos anos sofreram fraudes mais significativas nas transações virtuais que em assaltos a bancos e carros forte. Com exceção, entretanto, do assalto ao Banco Central, quando foram levados quase R$ 165 milhões.

Therrien afirma que, nos últimos anos, o valor dos roubos virtuais chegou a quase R$ 300 milhões. "Acredita-se que seja bem mais alto, até porque as instituições não denunciam à polícia, pois o prejuízo da imagem é bem maior", aponta. O advogado explica que o processo de criar vírus e espalhar pela rede está cada vez mais fácil, com explicações disponíveis na própria Internet. O problema, entretanto, recai na prevenção destas ações. Isto porque atualmente a criação e a divulgação de vírus ou softwares de invasão - os também chamados malwares - não são consideradas crime. "Só se torna crime quando a pessoa que executa o arquivo é prejudicada por isso", observa.

Segundo Therrien, a fiscalização vem ocorrendo, apesar de a polícia estar hoje mal-suprida e não dispor de ajuda do Estado. No Brasil, de acordo com números do Ibope/ NetRatings, a quantidade de pessoas com acesso à Internet em suas casas mais que dobrou, desde 2000. Assim, o número passou de 9,8 milhões para 21 milhões. No mesmo período, o número de internautas que acessam a web ao menos uma vez por mês em suas residências aumentou em 168%. Se a quantidade de internautas brasileiros aumenta, o mesmo acontece com os hackers do País.

"No Brasil, temos alguns dos grupos de hackers mais ativos do planeta", ressalta. A tendência, para ele, é que as pessoas comecem a cuidar da navegação como atentam para a vida real. Hoje, as instituições bancárias ainda ressarcem as perdas do usuário. Mas, para Therrien, a tendência, que já está sendo sinalizada, é que a responsabilidade seja transferida para o correntista. O advogado ressalta ainda que, do ponto de vista jurídico, os bancos terão muitas justificativas a seu favor para que se eximam do pagamento das fraudes.


PROTEJA-SE

* Realizar transações somente em sites de instituições que você considere confiáveis;

* Sempre digitar no browser o endereço desejado. Não utilize links em páginas de terceiros ou recebidos por e-mail;

* Não acessar sites de comércio eletrônico ou Internet Banking através de computadores de terceiros;

* Desligar a Webcam ao acessar um site de comércio eletrônico ou Internet Banking;

* Configurar o browser para bloquear pop-up windows e permiti-las apenas em sites conhecidos e confiáveis, onde forem realmente necessárias;

* Não executar programas obtidos pela Internet ou recebidos por e-mail.

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