Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

11/02/2009 - Jornal de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Corrupção: Lei dificulta combate à fraude económica

Por: Hermana Cruz


Pode não ser apurada qualquer ilicitude no caso Freeport, mas isso não quer dizer que não exista "fraude económica". A opinião é do professor universitário Carlos Pimenta, que coordenada uma pós-graduação sobre fraude.

"Tudo o que tem acontecido em Portugal" quanto ao apuramento de fraudes económicas resulta "da força dos acontecimentos". A opinião é de Carlos Pimenta, um professor catedrático da Faculdade de Economia do Porto que coordena uma pós-graduação pioneira no país sobre gestão de fraude (ver caixa). Terá sido o que sucedeu nos recentes casos que ensombraram o sistema bancário nacional, como o do BPN.

"O que tem acontecido na Banca resulta da situação económica em que estamos. Quando as dificuldades no acesso ao crédito são muitas, a maré começa a baixar e a rocha a vir ao de cima. Não há a possibilidade de encobrir tanto o buraco como em situação de prosperidade económica", sustenta, ao JN, Carlos Pimenta.

Por outro lado, o professor crê que a lei "preserva muito os direitos dos indivíduos". Daí que afirme, já a pensar no caso Freeport: "Não me espanta nada a duração que algumas investigações têm porque a lei portuguesa dificulta extremamente as investigações".

Para Carlos Pimenta é, por isso, "normalíssimo" que o caso Freeport ande a ser investigado há quatro anos. "Sempre que há relações entre dois países e normalmente quando mete 'off-shores', as coisas arrastam-se anos", constata, insistindo: "Nesta lógica de cartas para cá, cartas para lá, com regimes jurídicos diferentes, os processos arrastam-se. O problema não é dos investigadores mas da legislação". O professor lembra assim que, em casos que envolvem off-shores, muitas vezes são as apertadas regras do sigilo bancário que impedem que se prove "que essas operações são ilegais".

Ainda quanto ao caso Freeport, Carlos Pimenta defende que primeiro, "do ponto de vista legal, tem que se ver se houve movimentações de dinheiro". Porém, ressalva: "Mesmo sem isso, eticamente põe-se sempre a questão de saber se eu contactar A ou B tenho mais hipóteses de chegar a C". Ou seja, conclui: "Se eu promovi uma reunião, mesmo sem movimentações monetárias, há sempre a intenção de beneficiar uma determinada parte. Do ponto de vista económico, há sempre fraude, embora do ponto de vista legal possa não haver".

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 262 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal