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23/10/2006 - O Estado de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ladrão que rouba ladrão


Silo é um pirata da internet. Não é possível saber muita coisa sobre ele além de seu nickname - ou apelido, em inglês. Há tempos ele é monitorado pelas autoridades norte-americanas, que seguem o rastro de suas atividades ilícitas na rede, juntamente com as de milhares de outros hackers. Como muitos de seus colegas, Silo freqüenta vários fóruns onde compra e vende produtos e serviços para quem quer cometer crimes no ciberespaço.
Esses fóruns são verdadeiros supermercados da bandidagem. Neles, por cerca de US$ 25, é possível adquirir um número de cartão de crédito com código de segurança e data de validade. Assim, o criminoso pode fazer suas compras online tranquilamente e debitar tudo no cartão de outro infeliz que, no final do mês, receberá um extrato cheio de despesas que nunca realizou pela rede.
O preço dos produtos vendidos nesses fóruns sobe na proporção direta da dificuldade em obtê-los. Um cartão de seguridade social norte-americano custa cerca de US$ 100. Um programa 'cavalo de tróia', desses que invadem o computador de uma vítima e transferem fundos de sua conta bancária para as dos criminosos, vale de US$ 1.000 a US$ 5.000.
Quem quer auxílio para transações ainda mais complexas pode contratar os serviços de um 'consultor' que cobra, em média, 8% do valor da transação ilícita por seus serviços.
No último dia 16 de agosto, Silo foi entrar num dos fóruns que freqüenta habitualmente, mas não conseguiu. Um após o outro, tentou entrar em sites como o DarkMarket, TalkCash, ScandinavianCarding e The Vouched, mas todos estavam fora do ar.
Na tarde desse mesmo dia ele recebeu um e-mail enviado por outro hacker, conhecido no submundo da internet como Iceman. Na mensagem, Iceman revelou ter 'absorvido' os outros fóruns e consolidado todas as suas informações em um único endereço, intitulado CardersMarket.
Além de fazer propaganda da superioridade técnica de seu fórum, Iceman revelou no e-mail o principal atrativo que estava oferecendo para proteger seus colegas das autoridades norte-americanas: o servidor que roda o CardersMarket está localizado no Iraque. 'Provavelmente o país politicamente mais distante dos Estados Unidos no mundo de hoje', completou.
Para realizar sua façanha, Iceman invadiu os bancos de dados dos concorrentes e roubou todas as informações lá cadastradas. Terminado o serviço, apagou os conteúdos dos outros fóruns.
Silo não gostou da atitude de Iceman e manifestou publicamente seu desagrado numa mensagem postada na área aberta do CardersMarket. 'Como nós podemos acreditar neste fórum e em seu administrador? Ele quebrou a segurança de nossa comunidade, roubou os conteúdos dos outros fóruns e acabou com a pouca confiança que existia entre nós', afirmou.
Um outro hacker, apelidado de Unknown Killer, enviou uma mensagem alertando seus colegas para que tivessem cuidado com Iceman. 'Ele pode ser da Polícia', escreveu Killer. Um porta-voz do FBI, ouvido pelo jornal norte-americano USA Today, descartou essa hipótese. Mas quem pode saber a verdade, afinal?
Projeções do governo norte-americano mostram que cibercriminosos como Silo causam prejuízos de US$ 67,2 bilhões por ano nos EUA. Segundo a ONG Consumer Reports, nos últimos dois anos mais de US$ 8 bilhões foram surrupiados somente de pessoas físicas no país, através de esquemas de fraude pela grande rede.
Mas como os bandidos conseguem dados sobre cartões de crédito e contas bancárias? Na imensa maioria das vezes, não é com complexos conhecimentos de informática, mas sim por meio de e-mails falsos, que aparentam vir de bancos ou do serviço de proteção ao crédito. É a chamada engenharia social. Um nome bacana para o bom e velho trambique.
Por isso, se receber um e-mail do SPC ou de seu banco pedindo para enviar seus dados pela rede, cuidado: você pode ser o próximo produto colocado na prateleira dos supermercados virtuais da bandidagem.

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