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30/01/2009 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Preso em GO suposto chefe de rede de venda ilegal de remédio

Por: Márcio Leijoto


Um homem foi apresentado na manhã desta sexta-feira pela Polícia Civil de Goiânia como sendo um dos principais responsáveis pela venda ilegal de remédios no Brasil. O balconista de farmácia Fábio Carvalho Alves, 37 anos, foi preso no final da tarde de quinta-feira em uma quitinete no Parque Amazonas, região sul da capital goiana, após cinco meses de investigação.

Durante o tempo em que investigou Alves, a Polícia Civil conseguiu apreender mais de 3 mil receitas médicas falsas na capital. "Acreditamos que boa parte delas vieram dele. Quatro inquéritos já haviam sido abertos e suspeitávamos dele", disse o delegado Edemundo Dias, titular da Delegacia do Consumidor (Decon) e responsável pela prisão.

A quitinete onde o balconista foi presp funcionaria como uma espécie de central de operações, onde, segundo a polícia, Fábio coordenava a comercialização dos produtos ilegais, guardava documentos e equipamentos e estocava mercadorias. Foram encontradas no local computadores, 18 cartões de crédito em nome de terceiros, uma lista com nomes de médicos de vários Estados e o número de seus respectivos cadastros em Conselhos Regionais de Medicina e uma lista com nomes e números de CPF de clientes de todo o Brasil. "Não vamos dizer nenhum nome por enquanto porque não sabemos se são apenas vítimas ou se têm alguma participação nos crimes", disse o delegado.

Alves vendia anabolizantes, remédios para emagrecer, remédios de tarja preta e estimulantes sexuais originais ou falsos. No local da prisão havia mais de 15 mil comprimidos. As vendas eram realizadas pela internet. Para entregas em Goiânia, ele usava motoboys. Para fora da cidade, usava o serviço de Sedex dos Correios.

"Nós acreditamos que ele seja apenas a ponta do iceberg de uma grande rede de venda ilegal de medicamentos, com conexão com médicos e hospitais de outros Estados. Ele pode ser o 'chefão', que coordenaria vários 'chefinhos'", disse o delegado.

Segundo Edemundo, Alves era procurado pela Polícia Federal e pelo serviço de inteligência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) há cinco anos. Ele conseguia ganhar de R$ 20 mil a R$ 30 mil por mês. "Ele está sendo investigado como sendo um dos principais vendedores ilegais de medicamentos do País", afirmou o delegado.

A polícia vai apurar a origem dos blocos de receitas e carimbos que foram encontrados na quitinete para descobrir quem mais trabalhava com ele. "Queremos saber se os médicos cujos nomes estão nos blocos e nos carimbos sabiam disso e se há hospitais envolvidos, porque há muitos nomes e documentos apreendidos", disse Edemundo.

O suspeito vai ser indiciado pelos crimes de tráfico de drogas, falsidade ideológica e de documentos públicos e privados e lavagem de dinheiro. "É crime de tráfico de drogas, porque quando um medicamento é vendido ilegalmente é considerado droga. E se conseguirmos provar que ele vendia remédio para fora do país, podemos enquadrá-lo por tráfico internacional de drogas", explicou o delegado.

Alves disse que só prestará depoimento em juízo. Ele está detido na carceragem da Decon e deve ser transferido para a Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia, na próxima segunda-feira.

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