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30/01/2009 - Público.pt - Última Hora Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Interpol investiga falsificação de manuscritos de Jorge Luís Borges

Por: Jorge Marmelo


A Interpol está a investigar uma possível rede dedicada ao roubo e falsificação de manuscritos do escritor argentino Jorge Luís Borges, falecido em 1986. A revelação foi feita esta semana pela viúva do escritor, María Kodama, no México, durante a apresentação do livro “In Memoriam Jorge Luís Borges”, de Rafael Olea.

A origem da investigação estará relacionada com a aquisição de um manuscrito por uma universidade japonesa, cuja reitora terá contactado a viúva de Borges, legítima proprietária de toda a obra do escritor, no sentido de esclarecer a autenticidade do documento, a qual tinha já sido previamente atestada por peritos. A instituição universitária terá, porém, pretendido esclarecer a origem do manuscrito, por suspeitar que pudesse ter sido roubado.

“Agora vou ter que fazer uma viagem até ao Japão para que se investigue como lá chegaram esses manuscritos e esclarecer a sua origem. Tenho que meter-me num romance policial para resolver estes problemas”, lamentou María Kodama, citada pelo jornal espanhol El Mundo. De acordo com a viúva, trata-se agora de saber quem vende os supostos manuscritos, de onde saíram e que caminho percorreram até chegar a Tóquio.

Na Argentina, refira-se, está já a decorrer um processo contra dois alegados especialistas na obra de Borges, os quais vendiam trabalhos que apresentavam como inéditos daquele que é considerado um dos mais geniais escritores de todos os tempos. De acordo com os trâmites deste processo, os dois suspeitos limitavam-se a transcrever excertos de conferências proferidas pelo escritor, uniam-nos depois a fragmentos de textos de Borges e vendiam o resultado deste labor a jornalistas estrangeiros. “Estes mesmos especialistas criticavam a edição de todos os escritos inéditos de Borges, para que pudessem continuar a falsificação”, explicou Kodama durante a cerimónia no México.

Ignora-se ainda se os originais oferecidos à universidade japonesa resultam da actividade destes dois falsários, mas, de acordo com a viúva do autor de “O Aleph”, a polícia internacional está já a trabalhar no caso.

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