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29/01/2009 - Portal Terra / New York Times Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Advogado é acusado de roubar US$ 4 mi de clientes nos EUA


O trabalho de Steven Rondos supostamente era o de ajudar pessoas que sofrem de doenças físicas e mentais a administrar seu dinheiro. Mas a promotoria estadual de Nova York alegou na quarta-feira que, em lugar disso, há sete anos ele vem usando esse dinheiro como se lhe pertencesse, e se apoderou de US$ 4 milhões em patrimônio de pessoas incapazes de se proteger.

Rondos, 43 anos, indicado pela Justiça como curador para o patrimônio dessas pessoas, foi indiciado na Suprema Corte estadual, em Manhattan, pela acusação de roubar o dinheiro de seus clientes e de usá-lo para pagar despesas pessoais, como a hipoteca de sua casa em Ridgewood, Nova Jersey, a reforma de sua cozinha, serviços de jardinagem e a compra de um home theater. Em alguns casos, alegaram os promotores, Rondos continuou a roubar dinheiro dos espólios de suas vítimas depois da morte destas.

Ele roubou mais de US$ 1 milhão de um paciente com paralisia cerebral e tetraplegia espasmódica, segundo os promotores. Em outro caso, abocanhou mais de US$ 400 mil de uma pessoa que sofria de depressão e distúrbio bipolar, antes da morte do paciente em 2007, de acordo com os promotores. "Ele era um cara realmente malévolo", disse Robert Morgenthau, o promotor público distrital de Manhattan, em entrevista coletiva em seu gabinete na quarta-feira.

Rondos tinha um escritório de advocacia em sociedade com sua mulher, Camille Raia, em Brooklyn, disse Morgenthau. Ela não foi acusada criminalmente e é improvável que os promotores distritais venham a processá-la, de acordo com Daniel Castleman, promotor distrital assistente.

Os promotores abriram um processo civil contra Raia e Rondos para reaver mais de US$ 4,7 milhões, a soma total que os promotores alegam alegada e mais o valor de seu escritório de advocacia, Raia & Rondos. O dinheiro será usado para indenizar as vítimas e os espólios designados para Rondos, de acordo com a promotoria.

Ele foi detido na manhã de quarta-feira em sua casa, em Nova Jersey, e acusado de lavagem de dinheiro, apropriação indébita e conspiração para fraudar. Estava detido em Nova Jersey na quarta-feira e deveria comparecer perante um juiz na quinta. Caso condenado, Rondos pode ser sentenciado a até 25 anos de prisão.

O advogado de Rondos, David Frankel, não respondeu a contatos telefônicos e por e-mail. Telefonemas para a casa de Rondos não foram atendidos.

Morgenthau disse que "um bom samaritano" denunciou as atividades de Rondos às autoridades, ainda que preferisse não identificar a pessoa. O indiciamento o acusa de fraude contra 23 clientes, mas ele pode ter fraudado até 25 outras pessoas, disseram os promotores. Os ativos que ele controlava nos casos envolvidos no indiciamento totalizam entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões, afirmam os promotores.

Rondos deu a entender que enfrentará acusações semelhantes em Nova Jersey, de cuja associação de advogados ele foi expulso neste mês depois de anunciar que estava sob investigação por alegações de apropriação indébita deliberada de fundos de clientes.

Em depoimento juramentado prestado em 10 de dezembro de 2008, ele reconheceu que "as alegações procedem e, em caso de audiência sobre o assunto, eu não poderia me defender das acusações".

Em carta anexa, Daniel D¿Alessandro, advogado do município de Jersey City, alegava que Rondos estava em tratamento para depressão e usando antidepressivos.

Em Nova York, os juízes apontam curadores para administrar os negócios de pessoas que não podem cuidar de seu patrimônio devido a problemas físicos ou mentais. Os juízes também precisam apontar auditores que garantam que as finanças dessas pessoas estejam sendo geridas com lisura. Os curadores devem apresentar relatórios anuais aos auditores demonstrando o que foi feito com os ativos das pessoas.

Rondos frequentemente deixava de apresentar os relatórios devidos, e os auditores tampouco denunciavam essas omissões aos juízes, de acordo com David Bookstaver, porta-voz do Serviço de Administração Judicial de Nova York.

"Os auditores judiciais não cumpriram seu papel", ele afirmou, acrescentando que as autoridades de Rondos teriam sido apanhadas mais cedo caso os auditores tivessem feito seu trabalho.

Em resposta ao caso Rondos, disse Bookstaver, seu departamento implementará um banco de dados central para verificar que os relatórios sejam entregues em tempo. O banco de dados permitirá que o tribunal saiba quando um relatório não foi entregue, ele disse, e agendará automaticamente uma reunião entre o curador e o juiz encarregado do processo.

A mudança acontecerá depois de anos de problemas em casos de curadoria. Em 2004, depois que um advogado de Long Island City roubou US$ 2,1 milhões dos ativos que ele havia sido apontado para proteger, um júri de instrução especial em Queens produziu um relatório identificando sérios problemas no sistema de curadoria, e afirmando que ele precisava ser reformado. O texto fazia diversas recomendações, a maioria das quais quanto à fiscalização de auditores.

No caso de Rondos, parece que os auditores eram amigos dele e optaram por ignorar os atrasos na apresentação de relatórios, dizem as autoridades. Um auditor foi demitido e outro suspenso devido ao caso, disse Bookstaver.

Os roubos não resultaram em perda de serviços médicos vitais para qualquer das vítimas, disseram os promotores. Parte do dinheiro será recuperado por meio de seguros e de um fundo estadual que reembolsa perdas de até US$ 300 mil em casos de malversação de fundos, disseram as autoridades.

Como curador, Rondos tinha direito a honorários de 2% a 5% dos fundos que administrava. Os promotores dizem que ele foi indicado como curador por seis ou sete juízes diferentes, e que não parecia haver indicações de favorecimento político, em seu caso.

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