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29/01/2009 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Homem é suspeito de fraude de R$ 1 mi após morte de tia

Por: Ney Rubens


Um casal que mora na cidade de Ubá, na Zona da Mata de Minas Gerais, é suspeito de fraudar o sistema de previdência social do Estado em mais de R$ 1 milhão. De acordo com a delegada Ângela Fellet Miranda Chaves Rodrigues, responsável pelo caso, Sebastião Carlos Pereira de Castro, 51 anos, e a mulher dele, Ana Maria Ferreira Moreira, 53 anos, teriam recebido indevidamente a pensão da tia de Castro, cerca de R$ 18 mil mensais, desde a morte da mulher, em junho do ano passado.

Eles também teriam recebido uma indenização superior a R$ 1 milhão que a idosa teria direito por ter ganhado uma ação judicial impetrada em 1997 contra o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG). Na época, a mulher alegou que o benefício que o marido deixou era pago a menos pelo instituto.

Com o dinheiro, o sobrinho teria comprado, entre outros bens, uma mansão e um supermercado em Ubá. As investigações da polícia apontaram que, para continuar recebendo a pensão da tia, Castro teria encontrado uma forma de enterrar o corpo dela como indigente.

"O sobrinho era procurador da tia, Anna Pereira da Silva, que teria 103 anos caso estivesse viva. Ele já recebia a pensão antes dela morrer", disse a delegada. "Quando ela morreu, ele não comunicou o óbito ao IPSEMG, que continuou pagando a pensão normalmente."

Depois de uma denúncia, o instituto cortou o benefício e avisou à polícia. "Mesmo assim, o sobrinho foi até um asilo da cidade e retirou de lá uma das velhinhas para apresentá-la como a tia dele. Ele queria que o instituto retomasse os pagamentos", explicou a delegada.

"Além dos salários mensais em torno de R$ 18 mil, os dois receberam a indenização que seria devida à filha e única herdeira da idosa, mas que é interditada judicialmente por problemas psiquiátricos", concluiu.

O casal confessou a fraude. Como não houve flagrante, o sobrinho e mulher dele poderão responder ao processo em liberdade. Eles devem ser indiciados por estelionato, apropriação indébita e formação de quadrilha, caso seja comprovada a participação de outras pessoas no crime. O total das penas pode chegar 15 anos de prisão.

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