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29/01/2009 - Jornal Dia a Dia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Cidadão brasileiro aprova o uso da biometria

Por: Leonardo Carissimi


São Paulo, 29 de janeiro de 2009 – A terceira edição do Índice de Segurança Unisys, publicada recentemente, apontou um aumento na preocupação dos brasileiros quando comparada com a pesquisa anterior. Os brasileiros apresentaram maior preocupação em todas as categorias de perguntas da pesquisa, mas certamente pesaram itens como o receio de uma epidemia (dengue, devido ao verão e às chuvas) e os efeitos da crise econômica mundial na nossa economia.

É relevante também outro aspecto coberto por esta edição da pesquisa: a disposição do brasileiro de fornecer informações biográficas e biométricas para instituições públicas e privadas, para que estas as utilizem em processos de verificação de identidade visando evitar o uso fraudulento de seus dados pessoais. Os resultados foram bastante positivos e merecem algumas linhas de análise, o que se procura fazer neste artigo ainda que de forma não exaustiva. Aqueles que tiverem interesse em obter mais detalhes e de analisar os dados diretamente na fonte podem fazê-lo no site www.unisyssecurityindex.com.

Primeiramente, algumas considerações gerais: brasileiros mais jovens aceitam melhor quaisquer tecnologias de identificação. Em todos os casos, a pesquisa apresenta gráficos de aceitação que decrescem à medida que a faixa etária do respondente aumenta. De certa forma, isto espelha a receptividade dos mais jovens ao novo, e até mesmo à maior familiaridade destes com a tecnologia da informação. Isto explica porque a aceitação do uso de uma senha pessoal cai de 63% para 42% quando comparamos as faixas etárias extremas da pesquisa que são 18-24 anos e 55-64 anos.

De forma análoga, a renda familiar do respondente é diretamente proporcional à sua aceitação: seja qual for a tecnologia, a aceitação aumenta junto com o nível de renda familiar. A aceitação do uso de senhas, por exemplo, salta de 50% para 86% quando comparamos respectivamente as faixas de renda até R$ 416,00 e acima de R$ 8.300,00 - as duas faixas extremas utilizadas na pesquisa.

Avaliando os resultados por tecnologia, observa-se que o brasileiro sente-se mais à vontade com o velho método de identificação por impressão digital. Com 71% de aceitação, pesou o fato desta ser a modalidade mais familiar e cuja confiabilidade é mais conhecida. Afinal, há muitos anos utiliza-se a impressão digital como base para a identificação e verificação em aplicações civis e criminais, em todos os cantos do mundo. Em um segundo lugar não muito distante, com 67% de aceitação, seguem os sistemas baseados em senhas – algo que também já se tornou bastante familiar no dia-a-dia do brasileiro para acessar informações e serviços de diversas naturezas.

Já a tecnologia que ocupou a terceira posição poderá surpreendê-lo. A despeito de ser uma tecnologia ainda pouco adotada e considerada pelos especialistas invasiva e socialmente delicada, a tecnologia de reconhecimento por leitura de íris apresentou 60% de aceitação pelos 1500 brasileiros entrevistados pela Unisys. Acredita-se que este dado pode ajudar a alavancar iniciativas de reconhecimento de íris vistas com alguma suspeição. Claro, se o preço de implementação da tecnologia fizer a sua parte, declinando sensivelmente.

Na seqüência do ranking de aceitação, conforme apurado pela pesquisa, seguem: utilização de senha pessoal (56%), reconhecimento facial (47%), reconhecimento de voz (44%), fotografia (43%) e leitura das veias da mão (39%).

Na leitura destes dados, é imprescindível separar o que é relativamente pouco aceito por desconhecimento daquilo que é menos aceito por descrença na confiabilidade da tecnologia. Certamente aqueles que rejeitam a fotografia não o fazem por desconhecimento ou rejeição aos processos de coleta e armazenamento de suas fotos; estes processos são bastante familiares. A rejeição se dá pela imprecisão associada à fotografia como temos hoje – documentos de identidade tirados há décadas atrás, quando éramos jovens e fisicamente diferentes; fotografias tiradas em recepção de empresas, com câmeras de baixa resolução, em ângulo e iluminação não apropriados etc. Intuitivamente, também, sabe-se que mesmo fotografias obtidas em conformidade com normas internacionais não são métodos confiáveis de identificação. Já o caso da leitura das veias da mão é diferente: a tecnologia ainda não é disseminada. E, convenhamos, o nome desta tecnologia deve ter assustado alguns entrevistados...

Ao realizarmos uma breve comparação dos dados acima com os resultados globais da mesma pesquisa, há algumas diferenças marcantes. Por exemplo, como foi visto acima, no Brasil a identificação biométrica por impressão digital é mais aceita que a utilização de senhas. Já os dados globais apontam pequena margem de liderança do uso de senhas com 68% de aceitação, seguida de perto pela impressão digital com 67%. Mas a diferença mais interessante se dá na tecnologia de leitura de íris – que aqui foi terceira colocada e na pesquisa global, ocupou a quinta posição com 53% de aceitação. Na pesquisa global, a leitura de íris ficou atrás do uso de senha pessoal (em terceiro lugar, com 62%) e a fotografia (em quarto lugar, com 54%). A pesquisa global apresenta ainda, na seqüência: reconhecimento facial (44%), reconhecimento de voz (43%) e leitura das veias da mão (38%).

De qualquer forma, a pesquisa apresenta uma visão única do mundo da biometria no Brasil: o cidadão brasileiro aprova o uso de tecnologias biométricas, em especial impressão digital e leitura de íris. Estes dados, sem dúvida, apoiarão a tomada de decisões em um sem número de entidades públicas e privadas localizadas no País que hoje apresentam iniciativas de biometria em seus portfólios de projeto, nas fases de avaliação e escolha da(s) tecnologia(s), bem como de elaboração de business cases. Afinal, é crescente para todas as organizações a necessidade de sistemas adequados de identificação para combater fraudes e uso indevido de credenciais de seus usuários, consumidores e cidadãos.

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