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28/01/2009 - Correio de Uberlândia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Nome da Lista Sabe é usada por estelionatários

Por: Núbia Mota

Empresas montadas em Campinas e São Paulo aplicam golpes em anunciantes.

Empresas de cobrança de fachada, montadas em Campinas (SP) e São Paulo, vêm se passando por terceirizadas da Lista Sabe e aplicando golpes frequentes em empresários anunciantes nas cerca de 200 cidades atendidas pela lista telefônica, editada pela Algar Mídia, de Uberlândia.

A pressão em extorquir dinheiro é tamanha que são feitos diversos contatos por telefone, além de envio de fax com boletos de cobrança. Os golpistas se passam também por funcionários do Cartório do 3º Ofício de São Paulo e anunciam o protesto de títulos, caso a conta não seja paga.

Na terça-feira passada, de 107 ligações recebidas pelo PABX da Algar Mídia, 35 eram clientes pedindo informação sobre cobranças feitas por pessoas desconhecidas. As atendentes instruem os empresários sobre o crime, aconselhando-os a não pagar a conta. As notas fiscais verdadeiras, enviadas para os clientes, também vão com avisos de instrução em anexo.

“Somos solidários com nossos clientes, estamos tomando medidas judiciais, divulgando, fazendo campanhas intensivas, mas pedimos atenção redobrada. Esse golpe vem sendo aplicado no Brasil todo e infelizmente não podemos arcar com o prejuízo”, afirmou Sônia Bernardes, coordenadora de listas e guias da Algar Mídia.

Segundo o analista jurídico da Algar Mídia, Rafael Alvim, se os comerciantes tiverem atenção, é fácil identificar o golpe. Em todas as cobranças indevidas, feitas primeiramente por telefone, seguida de fax com boleto, o nome do cedente e da conta bancária para depósito não vem com o nome S/A Brasileira de Empreendimentos - Sabe. “Não terceirizamos as cobranças para outras empresas. Se as ligações são feitas por cartórios, estes também não têm a função de fazer cobranças, nem pedir dados”, afirmou Alvim.

Segundo Sônia Bernardes, os golpes se intensificaram no fim do ano passado, durante a venda de anúncios da Lista Sabe e agora continuam com a cobrança dos mesmos. “Peço aos clientes que não passem informações de suas empresas por telefone, seja para cobrança, seja para atualização de cadastro. Em caso de dúvida, nos procure. Temos uma equipe própria para tirar dúvidas e fazer cobranças”, afirmou a coordenadora de guias e listas.

Anunciantes pagaram boletos enviados por fax

Os sócios Edson Pereira de Lima e Clayton Mota, anunciantes da Lista Sabe, vinham recebendo cobranças frequentes e chegaram a pagar os boletos enviados por fax. “A sorte é que recebemos uma ligação da Lista Sabe, que nos disse que era golpe. Então deu tempo de sustar o cheque de R$ 791”, afirmou Pereira. “A pessoa ligou nos ameaçando, com tanta falta de educação e preparo que eu até estranhei. As telefonistas da Lista geralmente são tão educadas”, afirmou Mota.

Os sócios receberam primeiramente um fax para confirmação de dados da empresa. Depois do envio, eles receberam boletos de cobranças que não batiam com o valor que realmente estavam em aberto com a Lista Sabe. “Como a gente tinha que pagar mesmo as parcelas do anúncio, eu paguei achando que era verdade”, disse Pereira.

A fisioterapeuta Maria Helena Rossi, anunciante há 14 anos, também foi procurada por uma suposta funcionária do Cartório de 3º Ofício de São Paulo, identificada como Estela, informando sobre um protesto em seu nome, feito pela Lista Sabe. “Ela me disse que eu tinha que pagar a conta até as 14h. Achei estranho porque já eram 14h15. Ontem (terça-feira) me ligaram de novo de uma tal Oliveira Assessoria Jurídica de Cobrança. A mulher tinha um sotaque de paulista”, afirmou a fisioterapeuta.

Segundo Elisandra Santos, analista de crédito da Algar Mídia, os golpes são mais frequentes nas segundas e sextas-feiras e no início do mês. “Outros golpes com cobranças de boletos da CTBC e Netsuper também acontecem. É importante conferir o boleto e, em caso de dúvida, pedir confirmação da empresa”, afirmou Elisandra Santos.

Cuidados

- Não passe os dados da sua empresa por telefone nem fax
- Verifique o nome do cedente da nota de cobrança
- A conta bancária está em nome de S/A Brasileira de Empreendimentos - Sabe
- Não aceite cobrança de empresas terceirizadas
- Não acredite em cobranças feitas por Cartórios de Ofício
- Desconfie de grandes descontos
- Em caso de dúvida, contate o SAC da Lista Sabe

Serviço de Atendimento ao Cliente da Lista SABE

Uberlândia (34) 3218-7666
São José do Rio Preto (17)3212-7300
Demais localidades: 4005-1005

Principais Golpes

1) Cartão

O golpista copia os dados do cartão bancário e de crédito do cliente no ato do pagamento de compras junto a estabelecimentos comerciais. Os bandidos usam máquinas especialmente destinadas a esse fim. A cópia não é perfeita, mas engana. Por isso é importante que as pessoas façam seus pagamentos próximo às máquinas e não entreguem seus cartões para ninguém por simples comodidade.

2) Golpe via internet

O estelionatário passa um email para o internauta, informando que ele foi premiado e basta que digite sua senha para receber o prêmio. O navegador digita sua senha e não recebe prêmio algum. O estelionatário fica com a senha e aplica mais golpes com ela.

3) Celular clonado

O estelionatário, passando-se por funcionário da empresa concessionária de telefonia celular, liga para o telefone celular da vítima dizendo que foi detectado um defeito. E pede à vítima que digite um número por ele fornecido. Com esta simples ação, ele clona o número da linha e o utiliza de forma indiscriminada, realizando ligações interurbanas e internacionais. A vítima somente percebe o golpe quando recebe a conta telefônica.

4) Cartão trocado

O estelionatário, passando-se por cliente, fica na fila do caixa eletrônico e oferece ajuda à pessoa que apresenta dificuldades em operar a máquina. Ensina como operar o caixa eletrônico e memoriza a senha digitada pela vítima. Retira rapidamente o cartão, trocando-o por outro da mesma agência. A troca de cartões só é percebida tempos depois e, nesse intervalo, o estelionatário já efetuou vários saques na conta-corrente da vítima.

5) Cartão com a tela aberta

O estelionatário trava as teclas de operação do caixa eletrônico e quando a vítima se aproxima e introduz o cartão na máquina, digitando a senha e solicitando o serviço desejado, não consegue efetuar a operação.

O estelionatário, de pronto, oferece ajuda, orientando a vítima a retirar o cartão e procurar outro caixa disponível, já havendo memorizado a senha.

A vítima se dirige a outro terminal, não encerrando a operação, deixando a tela do computador aberta, com seus dados bancários. O estelionatário destrava as teclas e efetua saques na conta corrente da vítima.

6) Boa noite Cinderela

Moça ou rapaz falante e de boa aparência se aproxima da vítima, que normalmente está em um bar ou restaurante, iniciando um bom papo. Sugere um encontro mais íntimo, normalmente no apartamento da vítima ou num hotel. Lá, convida para uma bebida e introduz no copo uma droga que provoca sono profundo. Leva tudo o que puder da vítima.

7) Golpe do consórcio sorteado

Os estelionatários anunciam nos jornais vendas de consórcios sorteados, com preços bastante atrativos. É solicitado ao interessado o envio, via fax, de cópia de documentos pessoais para a realização de contrato e o pagamento de uma taxa de baixo valor para a transferência de titularidade do referido consórcio.

As vítimas recebem cópia do suposto pedido do veículo junto à fábrica e da nota fiscal, e efetuam o pagamento, mediante o depósito de certa quantia como pagamento do veículo, em conta-corrente do estelionatário.
Em geral as contas correntes são abertas com documentos falsos.

Os contatos telefônicos são feitos por meio de aparelhos celulares pré-pagos (celular de cartão) e celulares convencionais clonados.

8) Golpe do empréstimo

Estelionatários, por meio de anúncios em jornais, oferecem empréstimos sem burocracia e sem avalistas, passando-se por funcionários de agências bancárias ou financeiras com sede em outros estados. Eles induzem a vítima a encaminhar, via fax, cópias de documentos pessoais para abertura de cadastro.

Simulando a aprovação do cadastro, eles voltam a entrar em contato com a vítima solicitando um pequeno depósito em conta-corrente do estelionatário, a título de cadastro. Efetuado o depósito, a vítima não mais consegue contato com a empresa, aguardando a liberação do empréstimo, que jamais receberá.

9) Golpe do bilhete premiado

Estelionatário, passando-se por um matuto (pessoa de pouco conhecimento), dizendo-se de outro Estado, procura informações sobre o endereço de uma casa lotérica ou banco da Caixa Econômica Federal para receber um prêmio por ter ganhado na loteria.

Aborda uma pessoa, em especial mulher idosa, e mostra o bilhete premiado (falso), juntamente com uma listagem da Caixa Econômica Federal, onde consta o número do bilhete sorteado, sendo a lista também falsa.

A vítima, depois de envolvida na encenação feita pelo falso matuto (estelionatário), o acompanha até a lotérica para receber o prêmio, momento em que lhe oferece o bilhete por um preço irrisório e, logo após, a vítima, de pronto, aceita e saca de sua própria conta bancária o valor combinado e entrega-o em troca do bilhete sorteado.

O estelionatário, após ter efetuado a transação com pleno êxito, deixa imediatamente o local em que se encontra, saindo a vítima à procura da agência da CEF ou casa lotérica mais próxima, onde constata que o bilhete é falso e que foi enganada.
Esse tipo de golpe sempre dá certo quando a vítima quer levar vantagem sobre o suposto matuto.

10) Golpe da venda do toca-fitas

Estelionatário oferece à vítima um belo e barato toca-fitas e, após combinarem o preço e fecharem o negócio, ele diz que vai até o carro para buscar o aparelho ainda lacrado na caixa. Retorna minutos depois e entrega à vítima uma caixa fechada, recebe o dinheiro e sai rapidamente do local. Ocorre que, ao abrir a caixa, a vítima encontra um tijolo ou objeto com peso idêntico ao do aparelho de som que imaginava ter adquirido.

Esse tipo de golpe é dado próximo a locais onde são vendidos toca-fitas contrabandeados.

11) Fraude bancária com transferência eletrônica

O estelionatário liga para um correntista de um determinado banco, passando-se por gerente ou funcionário da tesouraria, informando-o de que existe um saldo a ser creditado na conta da vítima, referente a erros contábeis quando do desconto do CPMF.

O golpista solicita que a vítima digite pelo computador ou no próprio telefone o número de sua conta-corrente e da senha, que é gravada pelo estelionatário. De posse de tais dados, efetua transferências via internet de todo o saldo existente na conta da vítima para uma outra conta-corrente aberta com documentos falsos ou pertencentes a “laranjas” para o recebimento dos depósitos.

12) Transferência “online” entre agências

Ocorre com a participação de funcionários ou ex-funcionários de agências bancárias, conhecedores dos sistemas de computação, que acessando os dados de determinada conta-corrente ou poupança de clientes, efetuam transferências ou saques.

13) Conto do Paco

Os estelionatários observam que determinada pessoa saca elevada quantia em dinheiro em um banco e a seguem.
Um deles deixa propositadamente cair uma folha de cheque de alto valor, ou um pacote de dinheiro falso, visando a chamar a atenção da vítima, que apanha o cheque ou o pacote e devolve ao estelionatário, que segue a sua frente, pensando estar ajudando. O outro estelionatário, que já havia planejado o crime, aproxima-se e diz que também viu o acontecido.

Neste momento, o estelionatário "descuidado" se diz agradecido e oferece uma recompensa à vítima e ao comparsa, dizendo que eles deverão comparecer a um escritório, levando um bilhete para receber a dita recompensa. Entretanto, solicita à vítima que deixe a bolsa com todo o dinheiro que tiver, como garantia de seu retorno. A vítima entrega sua bolsa com dinheiro e vai buscar sua gratificação, ao ser incentivada pelo outro estelionatário que simula a entrega de alta quantia em dinheiro.
Somente percebe que foi vítima de um golpe quando os estelionatários já desapareceram.

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