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28/01/2009 - Jornal de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fármacos falsos para a impotência sexual chegam por correio

Por: Eduarda Ferreira


As autoridades alfandegárias apreenderam no segundo semestre de 2008 quase 30 mil unidades de medicamentos suspeitos de contrafacção. A maior parte provinha da Índia e China e teria alegadas propriedades contra a impotência.

Os lotes mais significativos das 626 encomendas postais apreendidas pela Alfândega do Aeroporto de Lisboa, entre Junho e Dezembro do ano passado, eram compostos por caixas com as inscrições Viagra e Ciális que, no mercado legal, se destinam a combater a disfunção eréctil. Também foi feita a apreensão de Rimonabant, cujas indicações clínicas são o tratamento da obesidade. Por outro lado, no conjunto dos 29 223 comprimidos confiscados foram encontrados oito mil das categorias dos antidepressivos, anti-asmáticos, laxantes e anti-hipertensores.

Encomendadas através da Internet, as embalagens dos medicamentos falsificados têm, no interior, dois potenciais perigos para o consumidor : os comprimidos tanto podem ser uma espécie de farinha, como ter na sua fórmula substâncias como arsénico, ácido bórico, tinta com chumbo, graxa de sapatos ou cera para soalhos, pó de talco, giz, níquel e mesmo anfetaminas. Quem os toma arrisca-se, por um lado, a não tratar a doença de que padece ou a ficar mais doente por ingestão de compostos tóxicos. Pode ser fatal.

Um cardiologista inglês, director da revista "International Journal os Clinical Practice", alertava ontem num seu editorial para a necessidade de os consumidores se consciencializarem dos riscos que correm. Graham Jackson lembra que os sítios da Internet podem esconder o local de fabrico. Por exemplo, uma "farmácia" on-line, anunciada como canadiana, tinha, afinal, o seu domínio registado na Coreia do Sul. Jackson vai mesmo ao ponto de afirmar que, num dado esquema de comercialização, muitos americanos compraram Viagra sem saber que estavam a contribuir com fundos para o terrorismo. A maior parte dos fármacos fabricados em contrafacção tem origem em países onde as autoridades sanitárias têm pouco ou nenhum controlo dos produtos farmacêuticos, garante ainda o especialista, que lembra estar calculado em 80 mil milhões de euros o volume de negócios deste mercado ilegal em 2010. Um estudo da Agência do Medicamento do Reino Unido indica que 62% dos fármacos à venda na Internet são contrafeitos.

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