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28/01/2009 - Expresso da Notícia / The Times Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

SEC tem poucos recursos para detectar fraudes em fundos de investimento


Foram anos e anos de aparente sobriedade e solidez. Mas a recente crise econômica expôs a fragilidade da Comissão de Valores Mobiliários dos Estaduos Unidos (Securities and Exchange Commission). A instituição reconhece agora que não possui recursos necessários para detectar fraudes, como o rombo de US$ 50 bilhões, conhecido como "esquema Ponzi", conduzido por Bernard Madoff.

Em depoimento para o Comité Bancário do Senado, Linda Thomsen, diretora da SEC, afirmou que a instituição consome praticamente todos os seus recursos para "apagar incêndios". "Recursos adicionais proporcionariam a capacidade de uma atividade mais abrangente", garantiu.

A SEC tem sido criticada por não ter descoberto a enorme fraude financeira articulada por Madoff, apesar dos numerosos avisos dos sistemas de denúncia existentes e de várias investigações feitas sobre o gestor do fundo, ao longo de mais de dez anos.

Thomsen afirmou que a SEC recebeu centenas de milhares de relatórios a cada ano e que, na sua divisão, de 1000 investigadores se restringem a uma leitura superficial dos informes. Thomsen, que chefia a divisão de fiscalização da SEC desde 2005, também disse que o Governo deve rever o quanto antes o sistema de regulamentação do mercado financeiro.

A SEC supervisiona a atividade dos corretorres e dos conselheiros de investimento, mas a Financial Industry Regulatory Authority (Finra) é um organismo de auto-regulação para os corretores.

Existem também os órgãos reguladores federais e estaduais, de outras organizações que permitem auto-regulação para setores que envolvem bancos e seguradoras. A auto-regulamentação nessas áreas é considerada muito permissiva com práticas predatórias. Além disso, eventuais distorções captadas por essas instituições não resultam empunições graves.

Neste contexto, hoje o complexo sistema de regulamentação financeira dos EUA é criticado por permitir aos fraudadores escapar das punições.

Lori Richard, diretora de inspeções da SEC desde 1995, e Stephen Luparello, o diretor interino da Finra, foram chamados para prestar depoimento à comissão do Senado.

Mary Schaprio, ex-diretora executiva da Finra, foi nomeada como nova presidente da SEC pelo presidente Obama.Ela irá substituir Christopher Cox e assumiu o cargo esta semana.

Como a SEC, Finra também realizou várias investigações sobre as atividades de Madoff e de sua corretora, mas não analisou as operações paralelas da corretora Bernard L Madoff Investment Securities.

Christopher Cox, o ex-presidente da SEC, reconheceu que a SEC falhou repetidamente desde 1999 ao investigar as atividaddes de Madoff, apesar dos alertas.

David Kotz, o inspetor-geral da SEC, foi designado para determinar onde está localizada a fraude. Sua investigação abrangerá as operações lideradas por Thomsen e Richard.

Stephen Harbeck, presidente da Securities Investor Protection Corporation, também é esperado no Senado para informar aos congressisitas sobre o pagamento de indenizações às vítimas de Madoff.

Santander

Enquanto isso, o Santander, o proprietário do Abbey and Alliance & Leicester, está sendo processado nos EUA por sua participação no caso Madoff.

Os investidores do fundo Optimal, do banco espanhol, que perdeu 2.3 bilhões de Euros por causa do esquema Ponzi, move uma ação coletiva na Flórida. A ação visa recuperar o dinheiro que investidores americanos colocaram no fundo em Optimal.

Os investidores alegam que o Santander e o Optimal foram negligentes, pois o banco e os seus fundos não fizeram as diligências necessárias para fazer negócios com Madoff.

O processo foi movido pelo escritório de advocacia Cremades & Calvo-Sotelo, em parceria com o escrtiório Labaton Sucharow, firma de advocacia americana é especialista em ações coletivas. O escritório espanhol assegura que os prejuízos aos investidores podem ser estimados em milhares de milhões de dólares.

Madoff confessou a fraude no dia 10 de dezembro. Ele admitiu ter provocado um rombo da ordem de US$ 50 bilhões aos investidores da Bernard L Madoff Investment Securities. Madoff admitiu ter utilizado o dinheiro aplicado em seu fundos pelos novos investidores para restituir o investimento dos clientes já existentes, produzindo um efeito "bicicleta".

O gestor do fundo foi preso no dia 11 de dezembro e, atualmente, permanece 24 horas sob prisão domiciliar em uma mansão de Manhattan. Procuradores federais ainda trabalham no processo que irão propor contra o investidor.

Paralelamente, comenta-se que o Santander está propondo acordos atender os advogados que representam os investidores que perderam dinheiro no escândalo Madoff.

O envolvimento do banco espanhol no escândalo Madoff causou embaraços a Emilio Botín, presidente do Santander, que impulsionou a abordagem conservadora do banco para as empresas, e sempre enfatizou a experiência do banco em matéria de "gestão de risco".

O Santander tinha escapado do "arrocho do crédito" relativamente incólume. Mas a situação mudou, depois da revelação de que o banco tinha perdido 17 milhões de Euros depois de aplicar dinheiro com Madoff.

Um acionista do banco, durante a última reunião de acionistas na Espanha, manifestou sua irritação com Botín, questionando sobre o envolvimento do Santander com os fundos mirabolantes de Madoff.

O acionista Ignacio Quirós criticou Botín por uma "absoluta incompetência" por permitir aos investidores a confiar as suas poupanças ao senhor Madoff.

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