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27/01/2009 - Canal Rio Claro / Gazeta de Limeira Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpe do sequestro volta com novas estratégias

Por: Érica Samara da Silva


Com novas estratégias, o golpe do "sequestro" por telefone voltou a assustar limeirenses nos últimos dias. Segundo o delegado João Batista Vasconcelos, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), a orientação é manter a calma e não fazer depósito bancário ou comprar cartão telefônico. Como a escolha dos números é aleatória, qualquer pessoa pode ser a próxima vítima.

O golpe pode fazer vítimas de qualquer classe social, e a qualquer momento do dia ou da noite. A polícia não tem estatísticas, porque a maioria não chega a registrar boletim de ocorrência. No entanto, a Gazeta ouviu relatos de tentativas ocorridas nos últimos dias. Com receio, as vítimas pediram anonimato. Com apenas uma filha de 26 anos, uma manicure recebeu o telefonema suspeito no seu serviço, na tarde de sábado. A ligação não foi a cobrar, como os golpes normalmente começavam. "Atendi o telefone e uma pessoa chorava muito. Devido ao choro, foi muito difícil identificar a voz. Foi desesperador", resume.
A vítima suspeitou do golpe quando o interlocutor começou a chamá-la de mãe. "Ele dizia: mãe, fui assaltado e os bandidos estão pedindo mais dinheiro". Desconfiada que a voz não era da filha, a mulher desligou o telefone, que tocou dois minutos depois. O bandido dizia as mesmas palavras e a manicure questionava quem estava do outro lado da linha. "Ele disse ‘é o seu filho, mãe’. Não tenho filho, e desliguei".
Outra vítima recebeu a ligação na manhã de quinta-feira. Seu filho estava trabalhando em Campinas, e o medo foi maior. Segundo ela, a voz que chorava no telefone era de homem. A pessoa pedia depósito em dinheiro em conta correntes para supostamente libertar o filho. "Minha reação foi desligar o telefone. Não tenho identificador de chamadas. Tenho problemas de pressão alta e fiquei muito nervosa". O nervoso aumentou quando a mulher começou a discar os números do celular do seu filhos e ouviu mensagem da caixa postal. A calma só voltou depois de meia hora, quando a vítima realmente conseguiu falar com o filho.
Coincidentemente, essas e outras três vítimas entrevistadas pela reportagem moram ou trabalham no mesmo bairro.

ESTRATÉGIA

Segundo o delegado João Bastista Vasconcelos, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), na maioria das vezes os bandidos escolhem os números de telefones aleatoriamente. "Isso significa que qualquer pessoa pode ser vítima", explica.
Os golpistas normalmente exigem compra de cartões telefônicos, para recarga de celular ou depósito em conta corrente. Segundo o delegado, o celular é facilmente destruído depois, o que dificulta a identificação da autoria do golpe. Muitos bandidos utilizam ainda contas-correntes abertas, muitos vezes com documentos falsos, somente para a prática de crimes.
Apesar da encenação do outro lado da linha, alguns indícios podem afastar a possibilidade de sequestro. Quadrilhas especializadas geralmente não ligam quando o sequestrado está chorando e normalmente se comunicam com a família com calma, muitas vezes até dois dias após o desaparecimento da vítima. "Quando o sequestrador faz o contato pedindo o resgate, normalmente a família já percebeu a ausência da vítima", esclarece. Além disso, normalmente os valores pedidos para resgates são mais elevados.
O delegado acredita que as pessoas estão mais conscientes e não caem com tanta facilidade nestes golpes, mas uma das principais preocupações é o estado emocional de quem recebe o telefonema. Em Americana, há cerca de dois anos, uma aposentada de 70 anos sofreu enfarte e morreu depois de sofrer a tentativa de golpe.

CALMA

Vasconcelos enfatiza a importância de manter a calma desde o início da ligação, porque é exatamente o desespero da vítima o ponto mais explorado pelos estelionatários.
Estar atento aos detalhes e adotar uma postura firme diante do golpista são as melhores alternativas para não cair no golpe. Como a maioria das ligações são feitas de dentro dos presídios, os bandidos não sabem detalhes sobre a vítima. Em vez de fornecer essas informações no momento do telefonema, quem recebe a ligação deve inverter e fazer as perguntas. Deve-se perguntar para o bandido qual a cor dos olhos do meu filho ou da vítima citada, o comprimento do cabelo ou o nome. Certamente essas indagações não serão respondidas. No entanto, em caso de dúvidas e medo, a recomendação é acionar a polícia.

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