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26/01/2009 - TI Inside Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

O risco sob controle

Por: Genilson Cezar


A desaceleração global da economia, que inevitavelmente provocará impactos nas empresas brasileiras, está intensificando a adoção de sistemas mais rígidos de controles e de gestão de risco nas áreas financeiras das organizações e aumentando as oportunidades de negócios para os provedores de software. O SAS, por exemplo, um dos principais fornecedores mundiais de sistemas de gestão analítica de negócios, com faturamento total de 2,1 bilhões de dólares em 2007, prevê para 2008 uma taxa de crescimento no Brasil em torno de 40%, maior que a registrada em 2007 (30%). O grupo Sage-XRT, fornecedor europeu de aplicativos, com faturamento global de 2 bilhões de euros e seis milhões de usuários em 70 países, espera crescer 40%, este ano, no mercado brasileiro, e mais 50% em 2009.
A CA, uma das gigantes de software do mundo, acredita ter um portIfólio completo de soluções para atender às necessidades mais críticas das corporações, mesmo em situações de extrema turbulência, pois é exatamente nesses casos que aumentam as exigências por sistemas de gestão de riscos e de gerenciamento de infra-estruturas tecnológicas. Por isso, a companhia mantém a previsão de continuar crescendo em taxas acima da média do mercado global de TI, que registrou 5,7% em 2008, enquanto a CA aponta uma expansão de 13,% na América Latina, este ano, e estima se manter numa faixa acima de 12% até 2011.
Para os analistas de instituições de pesquisa de mercado, as projeções não são despropositadas, apesar do cenário de crise. "Mesmo com o desaquecimento, as perspectivas de investimento das companhias brasileiras nas áreas de TI continuam positivas", diz Mauro Perez, country manager da IDC Brasil, assinalando que os gastos com tecnologia no País devem aumentar 10,6% em 2009 (antes da crise a previsão era de 11,3%), atingindo um montante de 30 bilhões de dólares.
Segundo ele, nesse cenário competitivo mundial, com margens decrescentes, só há uma saída para as corporações: inovar e melhorar a produtividade e a gestão. "As áreas de negócios pressionarão ainda mais de TI para diminuir riscos, reduzir custos, afastar incertezas e complexidade em busca de maior controle, visibilidade e velocidade das operações", afirma.
Para a IDC, com a crise, a área financeira volta a ter maior controle sobre as decisões de investimentos nas empresas, direcionando as oportunidades especificamente para os sistemas que têm impacto direto sobre as vendas, controle de desempenho e de custos. "As mudanças na economia já desenham novos movimentos na indústria de software, com destaque para soluções que possibilitem maior incremento das vendas e controle de custos e despesas, como as funcionalidades de estoque, compras, gestão de ativos e performance financeira dos sistemas de ERP (enterprise resource planning)", indica Julio Pagani, analista de software da IDC para a América Latina.

Crenças
Os provedores de software estão convictos de que as oportunidades de negócios só tendem a aumentar nesse momento de grandes dificuldades na área econômica-financeira. Por uma razão simples: os gestores precisam de indicadores cada vez mais precisos para monitorar e controlar o desempenho de suas operações. "Nosso otimismo está sendo alimentado pelas conversas com executivos de empresas do segmento financeiro", conta Cassio Pantaleone, diretor comercial da filial brasileira do SAS.
Segundo ele, um grande banco, cujo nome não pode ser revelado confidenciou que não pode se dar ao luxo de reduzir os investimentos. A instituição pode até trabalhar na redução dos seus custos operacionais, mas a dimensão dos investimentos tem que se manter na mesma velocidade, ou até superior ao que vinha ocorrendo, em função da fragilidade da economia. Na verdade, o banco precisa de ferramentas de software que aumentem a sua capacidade de navegar num cenário de intranqüilidade.
O foco do SAS, de acordo com o executivo, são as soluções para análise de risco de crédito, gerenciamento de risco operacional e GRC (Gestão de Riscos e Conformidade). "O objetivo é propiciar ao segmento financeiro soluções que permitam analisar situações complexas, por exemplo, análises de risco de mercado ou de crédito, risco operacional e ainda situações de risco como lavagem de dinheiro ou fraudes", explica.
A empresa tem em sua carteira de clientes os maiores bancos brasileiros e tem participado, com suas soluções, intensamente, dos movimentos de consolidação correntes atualmente no mercado bancário do País. "A consolidação dos bancos é uma oportunidade para alavancar novos negócios, pois toda questão de integração de duas instituições financeiras traz riscos em termos de incorporação de culturas diferentes, grandes contingentes de colaboradores, um volume muito grande de informações que estão em bases de dados distintas", diz Pantaleone.

Ciclo da moda
Com um portifólio de clientes mais diversificado, a francesa Sarge-XRT concentra foco na gestão da tesouraria. "Trata-se de um mercado excepcional, principalmente agora que passou a moda da gestão contábil, através de software de ERP, cujo maior foco era a gestão do contas a pagar e a receber. A tesouraria é um mercado novo no País, mas está no sangue do brasileiro, sempre preocupado com a gestão do seu dinheiro”, diz Thierry Giraud, presidente da empresa no Brasil.
A plataforma da Sarge-XRT para tesouraria conta com dois carros-chefes: um software para gestão de fluxo de caixa e outro para gestão das operações financeiras. O Grupo Fiat, em Betim (MG), é um dos clientes dessa plataforma. "A Fiat obteve bons resultados com nossos software, e podemos dizer que a empresa está hoje mais preparada para enfrentar a crise financeira que já atinge o setor automobilístico nacional”, assegura Giraud.
Além do setores de manufatura, editorial e telecomunicações, a Sarge-XRT atua também no mercado imobiliário, um segmento com grandes preocupações na área de gestão de risco. Uma das boas experiências realizadas no setor, segundo Giraud, foi feita pela Klabin Segal, uma das maiores incorporadoras brasileiras, que adquiriu dois módulos da solução Universe de operações financeiras e gestão de caixa. "A eficiência de planejamento da Klabin Segal, a qualidade de seus projetos e a maior capitalização, tem lhe permitido beneficiar-se desse ambiente favorável e acelerar de forma significativa o montante de novos empreendimentos", diz o executivo.

Pirâmide
A Sarge-XRT, de acordo com Giraud, se prepara agora para lançar no mercado uma versão de suas soluções para o middle market, empresas com faturamento de 60 milhões a 400 milhões de reais, e que hoje estão mais propensas a sofrerem os efeitos da crise financeira. "Será uma solução que custará apenas um terço do preço de um sistema vendido para grandes corporações, hoje numa faixa de 400 reais por módulo", diz ele.
Eduardo Schvinger, vice-presidente de vendas técnicas da CA para a América Latina, considera que as soluções da companhia, que estão sob um guarda-chuva Enterprise IT Management (EITM), são hoje uma necessidade incontestável, assim como é hoje o telefone para qualquer empresa. "Não se pode imaginar que uma empresa possa funcionar sem telefone. Da mesma forma, as nossas soluções de gerenciamento de riscos, principalmente, vão continuar sendo necessárias, mesmo para empresas em processo de consolidação ou de fusão de suas operações”, diz.
O executivo explica que surgirão oportunidades para a CA oferecer seus produtos, que podem proporcionar mais performance às aplicações de negócios críticas das empresas. "Esse tipo de oportunidade gerada pela crise financeira também vai ter desdobramentos interessantes para as corporações, que, isoladamente, não percebiam esse novo cenário", pondera.

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