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26/01/2009 - AdNews / New York Times Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Sistema de pagamentos com celular pode se consolidar nos EUA


Imagine uma tecnologia que permita que você pague suas compras apenas com um aceno de seu telefone celular diante de um leitor eletrônico.

Pois essa tecnologia já existe e, de fato, pessoas no Japão têm a usado nos últimos cinco anos para pagar por tudo, de bilhetes de trem a doces em máquinas automáticas. E, nos testes em pequena escala ao redor do mundo, o que inclui Atlanta, Nova York e São Francisco, os usuários em geral têm aprovado este tipo de pagamento.

Consumidores dos Estados Unidos, porém, não poderão dispor tão breve do serviço de pagamento via celular: as incontáveis companhias que devem trabalhar juntas para fazer essa tecnologia chegar às massas têm ainda de criar um acordo quanto à divisão dos rendimentos.

– No Japão foi mais fácil. Eram apenas os grandes caras [as grandes empresas] dizendo 'este é o modo como será feito' – explica Gerhard Romen, diretor corporativo para desenvolvimento de negócios da Nokia.

Operadora

No Japão, uma única operadora de telefonia, a NTT DoCoMo, costuma representar, em períodos de pico de produção, mais da metade do mercado japonês. Por isso, tem significativa influência em instituições financeiras e fabricantes.

Mas esse não é caso dos Estados Unidos. Para que esse tipo de pagamento funcione aqui, é preciso que fabricantes de celulares, operadoras, instituições financeiras e varejistas desempenhem todas as funções. Também é necessária a existência de intermediários que garantam para bancos e telefônicas o ativamento do cartão de crédito virtual dentro dos telefones.

Um problema é que qualquer pessoa que use um cartão de crédito dentro de um telefone celular é simultaneamente um cliente de uma instituição financeira e de uma operadora telefônica.

– No fim do dia, a pergunta é: 'Quem paga a quem, e quanto?' – conclui Romen. – As operadoras e os bancos precisam agir em conjunto para definir seu pagamento.

Os pagamentos via celular funcionam assim: uma tecnologia de curto alcance, chamada Near Field Communication (NFC) permite que um telefone se comunique com um leitor eletrônico. O sistema já é amplamente usado, embora, fora do Japão, raramente em telefones.

Em Londres, por exemplo, a tecnologia está inserida nos cartões Oyster, usados para o acesso ao sistema de transportes. E, também, em alguns tipos de cartões Visa e Mastercard.

No caso dos telefones, a tecnologia que armazena dados de forma segura é avançada o suficiente para que vários cartões virtuais possam ser colocados no interior do aparelho. Assim, usuários podem selecionar, na tela, a conta que querem usar.

Informações destas contas podem ser incorporadas no próprio telefone ou em cartões do tipo SIM ou microSD, mas nenhuma

chamada precisa ser feita para o envio de dados. A chave é a proximidade: para o processo de pagamento, o telefone precisa estar a poucos centímetros do leitor eletrônico.

Insegurança?

A idéia de equipar um celular com cartões de crédito virtuais preocupa algumas pessoas. Telefones, afinal, são facilmente perdidos ou roubados. Mas Simon Pugh, chefe do grupo de pagamentos por celular do MasterCard Worldwide, afirma que, se um aparelho for perdido, o consumidor pode ligar para o banco e desabilitar a conta – como já acontece com os cartões de crédito tradicionais. Ele acrescenta ainda que os usuários podem optar por proteger seus pagamentos via telefone com um código de acesso – embora, segundo ele, a transação seria segura mesmo sem essa medida.

Além disso, o risco de fraudes em pagamentos via celular é 'pequeno', diz Kevin Fu, professor de ciência da computação na Universidade de Massachusetts, que em 2006 descobriu várias falhas no sistema de segurança de cartões de crédito, problemas que as empresas garantem já haver corrigido.

Fu está mais preocupado com relação à privacidade, pois afirma que é muito possível obter informações pessoais, como o nome de uma pessoa, a partir de uma conta de cartão de crédito via celular. No entanto, ele acredita que, com o tempo, 'os telefones NFC se tornarão uma das melhores formas de fazer pagamentos móveis'.

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