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25/01/2009 - Invertia / New York Times Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Analistas comparam Madoff a criminosos em série


Para alguns, Bernard L. Madoff era um homem afável e carismático, que transitava confortavelmente entre poderosos corretores em Wall Street e em Washington, um financista vencedor que tinha todos os luxos: a cobertura em Manhattan, dois jatos privados, o iate atracado na Riviera Francesa.

Embora não fosse um nome conhecido da casa, ele assegurou uma posição duradoura como antigo estadista de Wall Street, o que lhe permitiu participar de importantes juntas e comissões em que suas opiniões ajudaram a moldar as regulamentações de títulos. Em seu percurso, ele conseguiu um lugar cobiçado como presidente de uma grande bolsa de valores, a Nasdaq.

E seus funcionários dizem que ele os tratava como se fossem da família.

Havia, é claro, outro lado de Madoff, que tem 70 anos. Recluso, às vezes reservado e distante, esse Bernie raramente freqüentava o circuito de coquetéis de Manhattan ou os bailes de Palm Beach. Esse Bernie era quieto, controlado e muito atento à sua imagem, nos menores detalhes.

Ele era, por exemplo, um colecionador ávido de relógios antigos e passava parte das manhãs combinando sua aliança de casamento - ele teve pelo menos duas - ao relógio de platina ou ouro que usaria naquele dia.

Sob suas instruções, a decoração de suas firmas em Nova York e Londres era austera. Preto, branco e cinza - ou "friamente moderno," como um visitante freqüente do escritório de Nova York descreveu.

Apesar de nutrir uma atmosfera familiar em seus escritórios, ele instalou duas câmeras no pequeno piso de transações da firma de Londres para que pudesse monitorar a unidade remotamente de Nova York.

Esse Bernie também teve um negócio de gestão de finanças em paralelo durante décadas, mantendo-o escondido de colegas, concorrentes e reguladores.

Enquanto administrava bilhões de dólares para indivíduos e fundações, ele evitava reuniões particulares com a maioria de seus investidores, se cobrindo de uma aura de Oz, que o tornava ainda mais desejável a aqueles que buscavam ter acesso a ele.

Quem afinal era o verdadeiro Bernie Madoff? E o que o levou a coreografar um esquema Ponzi de US$ 50 bilhões, que ele supostamente teria confessado?

Uma resposta simples seria dizer que Madoff era um charlatão de proporções épicas, um manipulador ganancioso tão ávido por acumular riquezas que não pensou em quem poderia prejudicar para conseguir o que queria.

Mas alguns analistas dizem que uma observação mais complexa e profunda de suas ações envolve uma associação do mundo financeiro dos colarinhos brancos ao mundo dos criminosos em série.

Eles se perguntam se o velho e bom Bernie Madoff teria roubado simplesmente por diversão, explorando cada relação construída em sua vida ao longo de décadas enquanto intencionalmente manipulava os reguladores financeiros.

"Algumas das características encontradas em psicopatas são mentira, manipulação, habilidade de enganar, sentimentos de grandeza e frieza em relação às vítimas," disse Gregg O. McCrary, ex-agente especial do FBI que passou anos construindo perfis de comportamento criminoso.

McCrary salienta que nunca conheceu Madoff, não sendo capaz de fazer um diagnóstico, mas diz que Madoff parece ter muitos traços destrutivos típicos de um psicopata. É por isso, ele diz, que muitos dos que tiveram contato com Madoff ficaram atordoados e confusos quanto aos seus motivos.

"Pessoas como ele são como camaleões. Elas são boas em administrar impressões," McCrary diz. "Elas controlam a impressão que passam a alguém. Elas sabem o que os outros querem e é isso que dão a eles".

Enquanto investigadores vasculham décadas de documentos, tentando descobrir se Madoff estava envolvido em algo que não fosse um elaborado golpe financeiro, seus amigos permanecem chocados - e se sentem profundamente violados.

"Ele era um herói para nós. O cabeça da Nasdaq. Tínhamos orgulho de tudo que ele conquistara," disse Diana Goldberg, que costumava pegar o trem com Madoff, de suas residências em Laurelton, Queens, para as aulas no Colégio Far Rockaway. "Agora, o herói desapareceu".

Se, no fim das contas, for determinado que Madoff esteve envolvido em fraudes durante a maior parte de sua carreira, então o herói sequer chegou a existir. Autoridades dizem que o próprio Madoff confessou ser o autor de um golpe financeiro duradouro e de grande alcance. Seu advogado, Ira Lee Sorkin, se recusou a comentar.

Durante as décadas em que Madoff construiu seu negócio, ele assumiu o papel de cruzado, protegendo os interesses de pequenos investidores e disposto a mudar a forma como a negociação de títulos era feita em Wall Street. Com esse fim, ele também ativamente bajulou reguladores que monitoravam seu negócio, como um arrombador que conhece as rotas de patrulha da polícia e consegue ouvir seus sinais de rádio.

"Ele uma vez mencionou que havia passado um terço de seu tempo em Washington no início dos anos 1990 e final dos anos 1980", disse uma pessoa que conhece Madoff há anos, mas que pediu para não ser identificada por não desejar participar do processo em andamento. "Ele tinha muito envolvimento com reguladores. Acredito que eles o usavam como um conselheiro e que ele cuidava deles como um cavaleiro branco".

"Ele foi inteligente ao perceber muito cedo que quanto mais envolvido com os reguladores, mais era possível moldar a regulamentação," esse indivíduo acrescenta. "Mas, se descobrirmos que o esquema Ponzi já acontecia naquele tempo, então ele estava fazendo algo muito mais inteligente. Se você é íntimo dos reguladores, eles não vão olhar tanto por cima de seus ombros. Muito inteligente".

Madoff passou sua juventude em Laurelton, um enclave judeu onde ele e seus amigos tomavam sorvete em uma mercearia local e participavam de atividades no centro comunitário.

"Foi um lugar idílico para se crescer," recorda Vera Gitten, que freqüentou o primário com ele. Ela se lembra dele como um bom aluno, extremamente sociável e "muito magro." Ela se recorda de uma paródia musical que ele e seu melhor amigo escreveram, ensaiaram e apresentaram para a classe na quinta ou sexta série.

"Foi uma peça grande, do tipo Xeique das Arábias, na qual eles usaram fantasias feitas com os lençóis de seus pais, para parecerem xeiques do deserto," Gitten disse. "Eles nos fizeram morrer de rir".

Nenhum dos amigos do primário se lembra da ocupação dos pais de Madoff, Ralph e Sylvia. Segundo documentos da Comissão de Títulos e Câmbio dos anos 1960, sua mãe tinha uma firma de corretagem chamada Gibraltar Securities, registrada em seu nome com um endereço de Laurelton.

Em 1963, a comissão começou a investigar algumas firmas, incluindo a de Sylvia Madoff, para checar falhas na entrega de relatórios financeiros que implicariam na revogação de seus registros. No início do ano seguinte, Sylvia Madoff abriu mão de seu registro e a comissão retirou o processo contra ela.

Embora os amigos de Madoff se lembrem pouco de seus pais, eles têm uma lembrança clara de sua namorada de infância, e futura mulher, Ruth Alpern, uma loira bonita e alegre que foi eleita a aluna com mais chances de sucesso por sua turma do Colégio Far Rockaway.

Madoff, após se formar no colégio em 1956, passou um ano na Universidade do Alabama, onde se juntou a Sigma Alpha Mu, uma fraternidade judia. Um ano depois, ele se transferiu para a Universidade Hofstra, onde se formou em 1960 em ciências políticas. Ele posteriormente se tornou depositário da Universidade Hofstra, mas a instituição nunca fez investimentos com ele.

Madoff passou o ano seguinte na Escola de Direito Brooklyn, freqüentando aulas pela manhã e administrando seu negócio paralelo - instalação de sistemas de controle de incêndio - à tarde e à noite, recorda Joseph Kavanau, que estudou Direito com Madoff. Quando Kavanau se casou com Jane, a melhor amiga de Ruth Madoff no Queens, Madoff foi seu padrinho de casamento.

"Bernie era muito esforçado," Kavanau explica. "Ele estudava e trabalhava ao mesmo tempo".

Segundo Kavanau, Madoff nunca teve interesse em exercer o Direito. Ao invés disso, largou a escola de Direito e, usando US$ 5 mil que juntou como salva-vidas e com seu negócio de sistemas de incêndio, se juntou às fileiras de Wall Street nos anos 1960.

"Por muitos anos, logo que nos casamos, minha esposa e eu íamos à sua casa ou saíamos todos para jantar, talvez duas vezes por mês," disse Kavanau, que conta que a primeira casa de Madoff e sua mulher foi um apartamento modesto de um quarto em Bayside, Queens.

Ao longo dos anos, no entanto, os dois casais se distanciaram. De tempos em tempos, Kavanau disse que ligava a televisão e via Madoff - agora um financista de sucesso - sendo entrevistado, percebendo que ele havia deixado sua marca em Wall Street.

"Na última vez que o vi, o encontrei com Ruth na Worth Avenue em Palm Beach," Kavanau se recorda. "Tínhamos plena consciência de como ele estava vivendo bem".

Ao ser questionado se conseguia entender o que havia acontecido, o que teria motivado ou levado Madoff a acabar assumindo tais riscos após construir um negócio aparentemente de sucesso, Kavanau pausou.

"Não há como. Não consigo entender. Não faz sentido", ele disse, com uma frustração crescente. "Não consigo ver o Bernie que conheci e transformá-lo no Bernie sobre o qual estamos ouvindo 24 horas por dia. Não dá para processar isso".

Quando Madoff chegou a Wall Street nos anos 1960, ele era um forasteiro. Sua pequena firma, Bernard L. Madoff Investment Securities, começou combinando compradores de "ações de centavos" a vendedores do crescente mercado de balcão. Seu mercado ingrato era composto de ações que não estavam listadas nas famosas Bolsas de Valores de Nova York e Americana.

No mercado de balcão, era prática comum - e completamente legal - que firmas como a de Madoff tentassem atrair grandes negócios oferecendo aos clientes um ou dois centavos por cada ação negociada. Sua firma ganhava dinheiro embolsando a diferença entre o preço de oferta e venda das ações.

Em meados dos anos 1970, quando as mudanças de regras permitiram que sua firma e outras similares negociassem ações mais caras e de mais prestígio, Madoff começou a ganhar o mercado da Bolsa de Nova York.

"Ele era um homem com uma boa idéia e também um ótimo vendedor," disse Charles V. Doherty, ex-presidente da Bolsa de Valores do Meio-Oeste. "Ele estava à frente de todos".

Embora completamente legítima, a prática de pagar por ordens de negociação era totalmente reprovada pela nobreza das bolsas de valores estabelecidas, que via tais ações, em última instância, como uma ameaça à sua sobrevivência. Por volta daquela época, Madoff passou a cultivar relações com reguladores.

"Ele era o queridinho dos reguladores, sem dúvida. Ele fazia tudo que os reguladores queriam," diz Nicholas A. Giordano, ex-presidente da Bolsa de Valores da Filadélfia. "Eles queriam que ele fosse um competidor feroz da Bolsa de Valores de Nova York, e era isso que ele estava fazendo".

Atuais e antigos reguladores da Comissão de Títulos e Câmbio foram alvo de críticas, acusados de falharem em supervisionar adequadamente Madoff e de serem íntimos demais dele.

Arthur Levitt Jr., que foi presidente da comissão de 1993 a 2001, reconheceu que ocasionalmente recorria a Madoff para obter conselhos sobre o funcionamento do mercado. Mas Levitt nega veementemente que Madoff possuía uma influência indevida sobre a comissão ou que a equipe de fiscalização da agência se submetia a ele.

Levitt diz que sequer tinha ciência de que Madoff possuía um negócio de gestão de investimentos, e que Madoff nunca teve acesso especial a ele ou a qualquer oficial da comissão. Ele também salientou que ele e Madoff discordavam em várias questões centrais do setor.

"A noção de que Madoff vinha ao meu escritório várias vezes é uma ficção," Levitt disse. "E a noção de que ele fazia o que eu mandava é tão fantasiosa que é inacreditável".

A firma de Madoff adotou desde cedo os novos negócios tecnológicos. E, durante o início dos anos 1990, ele comandou em três períodos de um ano a Nasdaq, uma bolsa de valores eletrônica que tem competido vigorosamente com bolsas como a de Nova York, ganhando parte de seu mercado.

Embora tivesse faro para experimentos, Madoff rotineiramente pedia que seus funcionários adotassem o mantra "simplifique". Ele era, afinal, um homem de hábitos precisos e controlados. Ele fumava charutos Davidoff e, em Londres, fazia seus ternos na Kilgour da Savile Row e comprava muitos relógios na Somlo Antiques.

Associados e outros conhecidos disseram que sua meticulosidade às vezes beirava um comportamento obsessivo-compulsivo. Seu escritório, por exemplo, sempre tinha de estar impecável.

Segundo um ex-funcionário, que pediu condição de anonimato por causa do processo em andamento e porque os reguladores requisitaram aos funcionários de Madoff que não se pronunciassem à mídia, Madoff andava pelo escritório atrás de sujeira. Uma vez, quando um funcionário comia uma pêra em sua mesa em Nova York, Madoff viu que a fruta estava respingando líquido no carpete cinza.

"O que você pensa que está fazendo?", questionou Madoff. Comendo uma pêra, o funcionário respondeu. Madoff arrancou a parte manchada do carpete, correu para um armário e apanhou um novo retalho para substituí-la.

Julia Fenwick, gerente do escritório de Madoff em Londres de 2001 até o fechamento da unidade em dezembro, disse que "tudo tinha que estar perfeito" e que "você nunca deveria deixar papel na mesa - nunca".

Embora visitasse o escritório de Londres apenas algumas vezes por ano, geralmente a caminho de sua casa de férias na França, Madoff ainda tinha prazer em micro-gerenciar tudo por lá, incluindo a decoração do escritório.

A unidade de Londres recentemente gastou cerca de US$ 700 mil em uma reforma que recriou a paleta preta e cinza do escritório de Nova York e de seu jato privado, Fenwick disse. O resultado foram móveis de escritório pretos, detalhes pretos em paredes cinzas, computadores pretos, mouse pads pretos e até mesmo uma geladeira preta no piso de transações.

Mas os antigos funcionários e amigos de Madoff dizem que sua obsessão por ordem e controle de seu ambiente nunca os levou a acreditar que havia problemas mais profundos.

"Ele parecia acreditar em família, lealdade e honestidade", disse um antigo funcionário de Madoff sob condição de anonimato devido ao processo em andamento e às investigações. "Nunca imaginaríamos que ele era um fraudador".

Apesar de todo o dinheiro fácil que circulou na firma de Madoff durante a maior parte de sua existência, pressões financeiras começaram a emergir nos últimos anos, após Wall Street mudar a forma como os títulos eram precificados e com o surgimento de uma nova concorrência.

Em seu negócio de gestão de bens, no entanto, Madoff continuou a levar grandes somas de dinheiro de investidores ingênuos, ávidos pelos belos retornos que ele registrava ano após ano, sem perder o ritmo.

Funcionários antigos dos escritórios de Nova York e Londres tinham a possibilidade de investir com Madoff, segundo pessoas que trabalhavam na firma. Alguns funcionários teriam dado a Madoff uma grande parte de suas economias - agora aparentemente perdidas por completo.

Como muitos dos que investiram com ele, seus funcionários não foram atraídos por seus fundos simplesmente pela promessa de grandes retornos. Na verdade, eles buscavam a segurança de investir com um homem que eles conheciam e em quem confiavam. O Bernie que eles pensavam conhecer.

Para J. Reid Meloy, um psicólogo forense, a confiança de Madoff lembra alguns criminosos que ele estudou.

"Tipicamente, pessoas com personalidades psicopatas não têm medo de serem pegas," explica Meloy, autor de um livro de 1988, "The Psychopathic Mind." "Elas tendem a ser muito narcisistas e com um forte senso de merecimento".

Tudo isso levou alguns psicólogos forenses a ver algumas similaridades entre Madoff e assassinos em série como Ted Bundy. Eles dizem que enquanto Bundy assassinou pessoas, Madoff assassinou carteiras, contas bancárias e o senso de confiança e segurança financeira das pessoas.

Como Bundy, Madoff usava uma mente afiada e um comportamento afável para criar uma persona que não existia, segundo sua visão, e criava nas pessoas uma falsa sensação de segurança. Quando acusado publicamente, ele não pareceu mostrar nenhum remorso.

Imagens televisivas de Madoff entrando em seu apartamento na Park Avenue após autoridades federais o terem acusado de fraude em dezembro não mostram um homem aflito ou arrependido. Com uma bateria de jornalistas perguntando se ele sentia remorso, Madoff se recusou a responder e forçou sua entrada no prédio. (Até agora, seu único pedido de desculpas público parece ter sido as cartas aos vizinhos que sofreram com o circo da mídia do lado de fora de seu prédio).

Até certo ponto, dizem analistas de comportamento criminoso, definir Madoff é complicado devido à ampla variedade de possíveis explicações para seu esquema: o desejo de acumular uma grande fortuna, a necessidade de dominar os outros e de provar que era mais esperto do que todos. Isso se mostrou, eles dizem, em sua habilidade de enganar investidores e reguladores durante anos.

Como McCrary, o ex-agente do FBI, Meloy salienta que não conheceu Madoff e que não pode realizar um diagnóstico clínico. Mesmo assim, ele diz que indivíduos com personalidades psicopatas tendem a acreditar veementemente que são especiais.

"Eles pensam, 'estou acima da lei,' e acreditam que não podem ser pegos," Meloy diz. "Mas o calcanhar de Aquiles do psicopata é seu senso de impunidade. É isso que o acaba derrubando".

Ele diz que faz total sentido Madoff ter bajulado reguladores, mesmo correndo o risco de expor suas próprias ações. "Em um esquema como esse, é muito importante manter aqueles que o ameaçam bem perto de você", Meloy explica. "Você quer desenvolvê-los como aliados e moldar a forma como eles atuam e suas atitudes em relação a você".

De fato, se for constatado que Madoff enganou reguladores por décadas, isso teria sido uma experiência "emocionante e embriagante" que alimentou seu senso de merecimento e grandiosidade, McCrary diz.

E ao atrair pessoas da comunidade judia, de instituições públicas e de caridade e redes de investidores importantes e sofisticadas, Madoff criou caos em muitas vidas.

É por isso que McCrary não acha exagerado comparar Madoff a assassinos em série. "Os assassinos em série têm controle sobre a vida e a morte das pessoas", McCrary explica. "Eles brincam de Deus. Essa é a grandiosidade que se cumpre. A sensação de ser superior. Madoff conseguia a mesma coisa. Ele brincava de Deus financeiro, arruinando essas pessoas e levando seu dinheiro".

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