Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

23/01/2009 - Expresso Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

2009: o ano de todos os perigos on-line

Mecanismos de ataque cada vez mais sofisticados levam a um grito de alerta: é fundamental proteger a identidade digital, sob pena de perdas irreversíveis.

As previsões são alarmantes: segundo o Les Echos, 2009 pode ser o ano de todos os perigos para os internautas devido a um aumento da cibercriminalidade. O objectivo final: roubar identidades que permitam, em última análise, a obtenção de capital. Os meios? Vírus, cavalos de Tróia e toda uma panóplia de mecanismos cada vez mais sofisticados.

"Podemos dizer que 2008 foi o ano da massificação de ferramentas para copiar vírus capazes de enganar os anti-vírus. Assistimos a um fabrico massificado e automatizado", explica Rui Lopes, director técnico da Panda Software Portugal. "2009 será sem dúvida o ano do malware."

Uma opinião partilhada também por João Quezada de Almeida, responsável de arquitectura de redes e segurança da SIC/Impresa Publishing. "Este ano pode de facto ser mais problemático porque os métodos de ataque passaram a ser cada vez mais sofisticados. Há uns anos atrás atacava-se o sistema operativo, hoje atacam-se os programas utilizados, como o email ou o Messenger, por exemplo."

Nenhum programa está, aparentemente, a salvo: links enviados via email ou pelo Messenger, que levam à instalação automática de software que roube informação; aplicações de redes sociais, como o Facebook ou Hi5, que permitem aceder a informação que deveria ser confidencial; falsos acessos a bancos ou sites fantasma que roubam dados (muitos deles de busca de emprego, uma consequência da actual crise mundial) são alguns dos truques maléficos a que os internautas devem estar cada vez mais atentos.

Os ataques virão não apenas através de computadores, mas também de telemóveis com acesso à Internet, que, com mau software instalado se transformam em zombies, controlados à distância por criminosos cada vez mais especializados e perfeccionistas.

"Quando algo lhe parecer demasiado bom para ser verdade, provavelmente é", avisa Greg Day, analista de segurança da McAfee.

As empresas são os principais alvos destes ataques malévolos, pelo que a segurança das suas redes é, cada vez mais, um imperativo. Mas esta segurança não passa apenas pela instalação de software de protecção, mas pela formação dos colaboradores, pois é das acções destes que tudo depende.

"As pessoas são enganadas e muitas vezes não têm noção dos perigos a que estão expostas, o que pode causar grandes falhas de segurança. Por isso é fundamental investir na formação dos colaboradores. Por cada 1000 euros que uma empresa gasta em tecnologia, 500 deveriam ser gastos em formação", continua João Quezada de Almeida. "É fundamental que as pessoas desenvolvam faro para o que não lhes faz sentido e deixarem de confiar tanto na tecnologia."

O que podem as empresas de anti-vírus fazer? Desenvolver novos produtos que permitam combater estes ataques, que já enganam até os melhores informáticos. O problema é que entre a detecção do problema e a sua solução são feitos estragos, muitos dos quais irreversíveis.

A solução passa por isso por uma mudança de postura na atitude dos cibernautas. Para além da instalação de anti-vírus e firewalls, que são essenciais, é preciso desconfiar do que se desconhece e rejeitar o que levanta dúvidas.

"Temos de nos consciencializar de que todos temos uma impressão digital no mundo tecnológico. É fundamental garantir a segurança dos dados pessoais - caso contrário, em vez de termos criminosos a roubarem os nossos dados, somos nós que lhos entregamos a eles com toda a facilidade", conclui Day.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 278 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal