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22/01/2009 - Jornal A Voz da Cidade Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia prende falso milionário

Acusado de estelionato afirmava que havia ganhado na Mega-Sena.

VOLTA REDONDA. “Andava com um extrato bancário com valor de R$ 18 milhões para me mostrar para amigos”. Essas foram as palavras de Alfredo de Almeida Castro, 47 anos, um falso milionário que foi preso na tarde de ontem por crime de estelionato por policiais do 28º Batalhão de Polícia Militar. Ele é acusado de dar um golpe em uma agência de veículos na Avenida Amaral Peixoto, onde comprou dois carros da marca Ecosport, no valor de R$ 35 mil cada, com cheques sem fundos. Antes de Alfredo ser preso, um policial militar à paisana deteve Ilson Paulo Herdy, 65 anos, por suspeita de ser seu cúmplice e na 93ª Delegacia de Policia foi constatado que ele era vítima.

Tudo começou quando Alfredo disse a Ilson que havia ganhado na Mega-Sena e que queria comprar seu rancho em Piraí, no valor de R$ 80 mil. Porém, ele alegava que o então prêmio recebido estava bloqueado por conta de uma ação judicial trabalhista. Ilson contou aos policiais que vendeu o rancho porque conhecia a família do acusado há 50 anos e também porque Alfredo lhe mostrou um extrato bancário com o valor de R$ 18 milhões. Também pelo fato de a esposa de Ilson ter lhe emprestado R$ 30 mil, Alfredo havia prometido recompensá-lo.

Na semana passada, os dois seguiram até uma agência de carros, onde o dono era conhecido de Ilson. Lá, foi explicado ao proprietário que o suspeito tinha ganhado na Mega-Sena, que compraria dois carros e daria um deles para a vítima. “Cada um me deu um cheque no valor de R$ 35 mil. Como Ilson era um cliente antigo, confiei”, diz o proprietário da agência que preferiu não se identificar. Ele ainda informou que Alfredo lhe pediu um empréstimo de R$ 7 mil para liberar sua “fortuna” no banco. “Emprestei o dinheiro porque, posteriormente, receberia o valor dos carros à vista. Eu não passei nada para o nome dele e só faria isso após o pagamento da dívida”, explica.

Alguns dias após a venda, o proprietário da agência levantou na Internet se existia ganhador da Mega-Sena de Volta Redonda nos últimos três meses e a resposta foi negativa. Em seguida contatou o banco e descobriu que tinha sofrido pela primeira vez crime de estelionato, já que o acusado não possuía o dinheiro. “Nunca perdi uma bicicleta, e desta vez quase perdi dois carros e dinheiro”, lamentou, informando que conseguiu recuperar seu dinheiro e os carros.

Ontem, ao voltar de uma viagem, Ilson passou próximo à agência com o carro comprado. O proprietário ao vê-lo acionou a polícia. Ilson foi abordado próximo ao Posto JK e explicou sua situação levando os policiais até a casa de Alfredo, no bairro Jardim Belmonte.

Todos foram conduzidos até a 93ª DP para prestar depoimento. Segundo o delegado adjunto, Michel Floroschk, Alfredo tinha contas no Banco do Brasil e na Caixa Econômica, onde fazia depósitos de cheques sem fundos. “Ele depositava cheques com valores altos do Banco do Brasil na conta da Caixa. Isso gerava um saldo virtual que ficava bloqueado e, com isso, ele aplicava os golpes”, esclareceu, completando que crime de estelionato e inafiançável, com pena de um a cinco anos.
De acordo com o delegado, o suspeito falsificava assinaturas até de juízes, fazendo com que as pessoas acreditassem que ele estava realmente com o dinheiro bloqueado.

Ilson foi liberado por ser considerado vítima e Alfredo vai responder pelos crimes de estelionato e falsificação de documentos.

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