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21/01/2009 - Badaue Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Sindicato nega que conhecia transação de cartões

Por: Henrique Bois


O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Público do Estado, José Rodrigues, afirmou que desconhecia qualquer transação entre proprietários da empresa Gonçalves e o suspeito de fraude Roberval Campos Carvalho, morador da Travessa do Rancho, no centro da cidade, detido na terça-feira com mais de 500 cartões de transporte de trabalhadores. Os créditos dos cartões eram descarregados na empresa Gonçalves, resultado em repasses mensais superior a R$ 50 mil.

Roberval Campos Carvalho foi indiciado por crime contra a Ordem Econômica pelo delegado da Delegacia Estadual de Investigações Criminais, DEIC, Ronilson Moura. Segundo o delegado Moura, Roberval Campos vivia das vendas dos créditos dos cartões e chegava mesmo a empregar pessoas.

Gilson Gonçalves, neto do proprietário da empresa Gonçalves, informou em entrevista à imprensa que ao tomar conhecimento das transações elevadas com cartões, a diretoria da empresa procedeu com demissões de cobradores envolvidos no esquema. Ele não informou à polícia sobre suspeição na transação que percebeu ter se elevado desde o mês de julho do ano passado.

Segundo o sindicalista José Rodrigues todos os dias a empresa Gonçalves demite funcionários."Essas demissões são consideradas pelo sindicato como um ato corriqueiro", comentou Rodrigues.

O sistema de cartões eletrônico de trabalhadores foi adotado em janeiro do ano passado para evitar fraudes com o vale-transporte e passe estudantis. Os cartões encontrados em posse de Roberval Campos eram descarregados no terminal de ônibus urbano em frente a rodoviária Kiola Sarney.

“É interessante pegar o histórico de tudo para entender o caso. O que está havendo é uma operação sobre desvendamento da grande fraude com a falsificação do vale transporte que atingiu R$ 10 milhões”, explicou Gilson Gonçalves.

Segundo Gonçalves o elevado número de cartões abriu uma investigação dentro da empresa no início da operação. De saída foram demitidos cinco cobradores.

Nenhum deles foi enquadrado na justa causa por inexistência de motivos ou crimes imputados. O empresário afirma que com a operação disparou um aumento acentuado do numero de transação com cartões de transportes. Ele disse ter perdido controle, mesmo assim não denunciou na Polícia.

A operação explicada por Gilson Gonçalves consistia no seguinte: com a troca do vale pelo cartão as pessoas que não andam de ônibus e recebem os cartões acumulam saldos e acabam por vendê-los a uma terceira pessoas, uma espécie de agenciador. A troca era feita em valores abaixo do valor real do cartão. Tanto usuário, como agenciador e cobrador tinham lucro. A empresa não tinha prejuízo com a transação.

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