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13/01/2009 - Diário de Pernambuco Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Preso trio que clonava cartões em supermercado

Por: Aline Moura

Grupo viajou de avião, se hospedou em hotel de luxo e foi preso antes do golpe.

A rotina de férias por tempo indeterminado foi interrompida para um grupo de estelionatários apresentado, ontem, na Delegacia de Boa Viagem. Raimundo Nonato de Lima, 54 anos, Hildeque Santos da Silva, 34, e Francisco Edflávio Leite da Silva, 28, trocaram o hotel de luxo onde estavam hospedados, ao preço de R$ 750 a diária, na Avenida Boa Viagem, pelo Centro de Triagem de Abreu e Lima (Cotel). Eles foram presos em flagrante no último domingo quando tentavam aplicar mais um golpe clonando senhas e cartões de crédito de caixas eletrônicos instalados numa rede de supermercados da Zona Sul. Os três usavam técnicas sofisticadas para lesar os clientes e as instituições financeiras. Eles viajavam o país inteiro de avião para não deixar pistas e voltavam aos lugares que consideravam interessantes para prática de novos crimes.

O caso ficou sob responsabilidade do delegado titular de Boa Viagem, João Gustavo Godoy. O grupo estava sendo investigado há cerca de 60 dias, desde que os três vieram ao Recife pela primeira vez e fizeram estragos em cartões de crédito de valores não estimados. Raimundo é natural de Brasília, Hildeque é baiano e Francisco, paraibano. Eles atuavam juntos há dois anos e supostamente aplicaram os últimos golpes no Rio de Janeiro e em Alagoas.

Raimundo, Hildeque e Francisco chegaram ao Recife no sábado e se hospederam num hotel na Avenida Boa Viagem. Na bagagem, 37 cartões clonados de outros estados, por meio de microcâmeras, chupacabras, máquinas de clonagem e notebooks. O próximo alvo do trio seria uma rede de supermercados onde os caixas eletrônicos têm grande movimentação e fácil acesso.

Segundo João Gustavo, cada um tinha um papel no grupo. Francisco era o mentor intelectual, responsável por toda logística, como compra de passagens aéreas e escolha dos locais de atuação. Hildeque se passava por um técnico de manutenção, instalava microcâmeras e chupacabras nos caixas, o que permitia, respectivamente, a descoberta da senha do cliente eda tarja magnética do cartão.

As câmeras usadas nos golpes filmavam os dados por um orifício um pouco menor que uma cabeça de fósforo e armazenavam as senhas. Depois disso - com a posse dos números secretos e dos dados da tarja magnética -, era possível criar um cartão idêntico ao do cliente numa máquina de clonagem e realizar qualquer operação financeira, desde saques a empréstimos. Quem se passava pelo cliente era sempre Raimundo, único que não é primário e já foi preso anteriormente pelo mesmo crime. Quanto aos outros dois acusados, eles podem até responder às acusações em liberdade a partir de hoje, uma vez que não têm antecedentes e o crime é passível de fiança.

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