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11/01/2009 - INFO Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Três executivos da Satyam vão para cadeia

Por: Felipe Zmoginski


SÃO PAULO - Três diretores da empresa indiana de outsourcing em TI Satyam foram presos acusados de fraudes bilionárias.

O escândalo financeiro descoberto no início da semana passada envolvendo a quarta maior empresa de outsourcing em TI do mundo, a indiana Satyam, terminou sua primeira semana com três altos executivos atrás das grades.

O fundador da corporação, Ramalinga Raju, e seu irmão Rama Raju foram presos junto com um terceiro membro do conselho diretor da empresa. O trio é acusado de fraudar balanços da empresa para obter maiores bônus e atrair novos investidores.

Ramalinga Raju, um dos dez homens mais ricos da Índia, passou o final de semana em uma cela comum com outros 40 presos e um único banheiro, numa prisão na cidade de Hydeabad, no sudoeste do país.

No início da semana passada, o fundador e chairman da companhia, Ramalinga Raju, renunciou aos cargos que ocupava na Satyam, alvejado pelas denúncias de fraude.

A Satyam apresentou, nos últimos meses, resultados espetaculares e só no último trimestre de 2008 teria acumulado US$ 1,04 bilhão em lucros para compartilhar com seus acionistas, já que desde 2001 a empresa tem capital aberto e seus papéis são negociados na bolsa de Nova York.

Numa carta de quatro páginas e meia, o ex-chairman Raju disse ao mercado que os lucros anotados nos balanços de 2008 simplesmente não existem.

Além de fraude nos balanços, a direção da empresa é suspeita de planejar a compra de duas construtoras indianas que têm como sócios principais executivos da própria Satyam. O negócio não atenderia aos interesses dos acionistas da empresa, mas apenas aos objetivos particulares de alguns diretores.

A companhia indiana é a quarta maior empresa de outsourcing do mundo num ranking da Forbes, atrás apenas de Infosys, TCS e Wipro e tem entre seus clientes bancos de investimento, planos de saúde ou indústrias como General Eletric, GM e Ford, para quem presta serviços terceirizados de TI.

Governo intervém na companhia

O escândalo financeiro fez o principal índice da bolsa de valores de Mumbai recurar 7,25% num só dia. Para efeito de comparação, nem os atentados terroristas que vitimaram Mumbai no final de 2008 geraram um abalo tão grande no mercado financeiro.

Para tentar reverter a perda de confiança internacional no mercado indiano, o governo local agiu rapidamente e interveio na companhia, destituindo diretores e indicando especialistas para tocar funções estratégicas até que o conselho de acionistas aponte novos executivos para o cargo.

Com 53 mil funcionários espalhados por 66 países, a companhia era auditada pela Pricewaterhouse Coopers. Autoridades indianas e americanas investigam se a empresa teve ajuda de fiscais na Índia ou nos Estados Unidos para ocultar as fraudes financeiras.

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