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15/10/2006 - Jornal O Tempo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ineficiência gera desperdício de R$ 3 bi

Por: Cynthia Castro


O custo da ineficiência nos atendimentos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) gera um prejuízo anual de cerca de R$ 3 bilhões, conforme dados da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP).

Esse valor poderia ser economizado a partir de medidas como o melhor gerenciamento da fila e a concessão de benefícios somente a quem realmente precisa, na avaliação da direção da associação.

A desorganização nos atendimentos acaba favorecendo a atuação de quadrilhas fraudadoras do INSS, denuncia a entidade. Conforme o presidente da ANMP, o médico Eduardo Henrique Rodrigues de Almeida, em praticamente todas as agências do país há a atuação dos agenciadores.

“E a atuação desses agenciadores, geralmente, é o canal da fraude”, informa. Além da investigação policial, a entidade considera fundamental que a direção do INSS implante uma série de medidas nas agências, com a finalidade de coibir as fraudes. Uma das necessidades urgentes é a desburocratização e organização dos serviços.

“As filas, o tumulto e o sistema informatizado ruim favorecem o acontecimento de fatos irregulares. Assim, com desorganização, fica mais fácil fraudar e fazer favores”, avalia o médico Eduardo Almeida.

Em novembro do ano passado, a direção do INSS anunciou a implantação do Programa de Gestão de Atendimento (PGA), com o objetivo principal de organizar os trabalhos e reduzir as filas do país. No entanto, conforme a associação, ainda é necessário investir mais em ações de otimização dos trabalhos.

Em todo o Brasil, são 1.200 agências e 25 mil perícias por mês. Para o médico perito Maurício Gonçalves Zanon, membro da associação nacional, o mais importante é que a direção do INSS se comprometa com a profissionalização dos funcionários do instituto, tanto do setor administrativo como da parte médica.

“Tem que valorizar o servidor. Com melhores salários e mais condições de trabalho, ele vai trabalhar melhor”, avalia Zanon.

Remarcação
Outro dificultador do trabalho nos postos do INSS, na opinião dos representantes dos médicos peritos do Brasil, é a possibilidade de se fazer perícia de forma indefinida.

A associação explica que pelo sistema atual a pessoa marca a perícia com um médico e, se nesse primeiro exame não for constatada a incapacidade, essa pessoa pode automaticamente marcar uma outra perícia.

“Isso cria uma fila artificial. Há casos de uma mesma pessoa ser avaliada várias vezes ao mês. O aumento da fila se dá sem necessidade e ainda são criados vários outros atritos quando o benefício não é concedido”, comenta um dos médicos, que pediu para não ter o nome revelado.

O Sindicato Administrativo do Trabalhador em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência (Sintsprev) também considera necessária a melhoria das condições para os servidores.

A reforma na área física é uma das intervenções mais urgentes, na opinião da diretora do sindicato, Júlia Maria Vieira. Sobre as fraudes, Júlia disse apenas que é necessário investigar.

Entretanto, a diretora do Sintsprev ressaltou que considera importante uma investigação mais aprofundada e, não, uma apuração “relâmpago”. Ela disse que o sindicato “é contra a execração dos servidores antes da apuração total dos fatos”.

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