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09/01/2009 - A Tribuna Digital Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Flanelinhas fraudam os cartões do ER com canetas de tinta removível

Por: Andrea Rifer


Os já conhecidos flanelinhas (guardadores de carros) estão variando suas atividades em Santos. No Gonzaga, um dos bairros mais movimentados da Cidade, agora além dos que ficam atormentando os motoristas exigindo dinheiro para tomar conta dos veículos que são estacionados, há os que agem nas ruas em que o uso do cartão de estacionamento regulamentado é obrigatório. Eles vendem o produto por valor acima do oficial, preenchem os dados (placa do carro, dia, mês e ano e horário do estacionamento) com caneta esferográfica de tinta a base de água e, depois, reutilizam o cartão.

Sem se identificar A Tribuna esteve ontem no Gonzaga e constatou como acontece a fraude. Em duas ruas ­ Pereira Barreto e Alagoas ­ os homens trabalham com tranquilidade. Quandoum automóvel se aproxima procurando vaga, o flanelinha avança e oferece o cartão. Se o motorista aceitar o valor ­ R$ 2,00 para o que permite uma hora de estacionamento e cujo preço oficial é R$ 1,10 ­, o flanelinha faz questão de preencher o documento com a caneta que pode ser apagada.

A facilidade dos homens é tanta que nem a presença da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) é suficiente para impedir o comércio. Ontem pela manhã enquanto abordavam os motoristas e vendiam os cartões, um agente da CET trabalhava na Rua Pereira Barreto e chegou a cumprimentar um dos flanelinhas com um tapa no ombro do homem.

Na Rua Alagoas, um rapaz aguarda os clientes chegarem sentado em uma cadeira de praia. Enquanto comercializa os cartões de estacionamento regulamentado, o flanelinha tem a companhia de sua cadela de estimação. Para isso mantém próximo à cadeira duas vasilhas com água e comida para o animal.

A presença do flanelinha naquele trecho da via é tão comum que os comerciantes já conhecem sua rotina. "Ele lava os cartões na rua e depois coloca para secar em cima dos muros", explicou um homem que trabalha naquele trecho da via, mas que preferiu não se identificar.

O mesmo acontece na Rua Pereira Barreto. Para 'reciclar' os cartões, os homens não se escondem. Segundo um comerciante que também não se identificou, eles lavam o material na rua e depois deixam secando.

CET

A CET informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a venda dos cartões é feita em cabines no Gonzaga, Centro e Boqueirão, pelos operadores de tráfego e por mais de 100 estabelecimentos credenciados ­ todos pelos preços oficiais (R$ 1,10, uma hora; R$ 2,20, duas horas). A companhia desaconselha a obtenção do produto por pessoas não autorizadas.

Segundo a CET, o crime de reutilização só pode ser coibido pelos órgão policiais competentes, mas o próprio operador de tráfego, ao notar qualquer alteração ou falsificação, pode autuar o veículo.

A infração, prevista pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), vale 3 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e acarreta multa de R$ 53,20.

A companhia esclarece, ainda, que o motorista que quiser fazer reclamações ou denúncias sobre venda irregular de cartões deve se dirigir a um distrito policial, se possível com testemunhas.

Os cartões de estacionamento regulamentado rotativo podem ser adquiridos em vários estabelecimentos comerciais da Cidade e em três cabines da CET:

Esquina das ruas Marechal Deodoro e Bahia (Gonzaga)
Praça José Bonifácio (Centro)
Rua Lôbo Viana (quase esquina com a Rua Oswaldo Cruz Boqueirão)

A Tribuna não esquece

12 de maio de 1998
Esta não é a primeira vez cartões de estacionamento usados são revendidos em Santos. Há dez anos, A Tribuna publicou matéria relatando a fraude na Cidade. A prática de lavar os cartões com produtos químicos para reutilização, obrigou a CET a trocar o material. A partir de fevereiro de 1999, um novo modelo de cartão regulamentado começou a ser vendido.

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