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07/01/2009 - Comunidade News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Envolvidos em esquema de falsificação de dinheiro continuam detidos

Por: Angela Schreiber

Um dos acusados, Jean de Oliveira, se declarou inocente em audiência.

Em audiência realizada no dia 22 de dezembro último, em Hartford, Connecticut, o brasileiro Jean de Oliveira, 20, se declarou inocente. Ele é acusado de posse e distribuição de dinheiro falso juntamente com Wesli Camargo, o “Lili”, Epaminondas José Soares e Joister Pacheco Ataide.

Segundo Tom Carson, porta-voz do Departamento de Justiça Americano – Sessão Connecticut, a corte de Jean foi de acusação formal. O brasileiro está sob a custódia das autoridades federais. Lili, responsável pela fabricação das notas falsas, portanto mentor do esquema, ainda não teve audiência para formalizar a acusação.

Ainda conforme o porta-voz, o Promotor Estadual é quem vai confirmar se serão apresentadas acusações estaduais contra Jean.

Os quatro brasileiros foram presos após cerca de dois meses de investigação comandada pelo Serviço Secreto Americano (USSS). Os primeiros a serem detidos foram Epaminondas e Joister. A dupla realizou várias compras em grandes lojas de Connecticut, pagando as mercadorias com dinheiro falso. Depois, voltava para devolver os bens e assim ficar de posse de dólares verdadeiros.

Flagrados pelas câmeras de segurança da BJ’s Wholesale Club de West Hartford, os dois passaram a ser investigados pelo agente do USSS, Luke Yacovou. Epaminondas e Joister foram presos na Carolina do Norte, quando seguiam para a Flórida, possivelmente para continuar aplicando o golpe.

No carro, a polícia encontrou $35,200 em cédulas falsas e $2,614 em dólares verdadeiros, junto com um laptop, uma caneta para identificar dinheiro falso, identidades brasileiras suspeitas de serem falsificadas e uma pequena quantidade de pílulas de hidroconona. O analgésico é vendido somente mediante receita médica. Os brasileiros confessaram à polícia que compravam as notas falsas de Lili.

A investigação chegou até Jean através de David Herstin, morador de Katonah (NY), o qual confessou ter comprado dinheiro falso do brasileiro. Ele foi preso em flagrante na noite do dia 24 de novembro, quando as autoridades armaram uma cilada. Jean estava de posse de cerca de $7,000 em notas falsas, também adquiridas de Lili, conforme depoimento dele à polícia.

“Fábrica” de dinheiro

Na mesma noite em que Jean foi preso, a polícia entrou no apartamento de Lili, onde existia um verdadeiro aparato para falsificação de dinheiro: uma tábua de passar roupas, um computador, um scanner, equipamento para clarear cores e papel para revelar fotografias.

Lili confessou que conhecia Epaminondas e Jean. Segundo a investigação, ele vinha fabricando dinheiro falso há aproximadamente 6 meses. Para cada $100 dólares falsos ele recebia a quantia de $30 verdadeiros. O USSS encontrou ainda no apartamento de Lili cerca de $22,100 em dinheiro falso e $7,000 em dólares verdadeiros.

Através de documento oficial do Departamento de Justiça Americano foi informado que todos os 4 brasileiros estão sujeitos a pegar até 20 anos de prisão cada um. Além disso, cada um deles ainda terá que pagar uma multa de $250,000 por cada acusação recebida.

Segundo a Procuradora Geral Nora R. Dannehy, o indiciamento dos quatro brasileiros é somente uma acusação, e não uma evidência de culpa. Caberá ao governo decidir se eles são culpados ou não.
Os quatro estão sob custódia federal e podem ainda ser submetidos a procedimentos imigratórios junto ao ICE (agência de imigração) e ao Departamento de Segurança Interna (DHS).

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