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05/01/2009 - Último Segundo / Agência Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

SEC: Caso Madoff pode ser sintoma de problemas disseminados


A direção da Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM norte-americana) disse que planeja ampliar a investigação sobre os motivos de a agência ter falhado repetidamente em descobrir o esquema de pirâmide financeira de Bernard Madoff. A proposta é examinar se a SEC como um todo é eficaz ou não em sua supervisão dos mercados financeiros.

O inspetor-geral da SEC, H. David Kotz, fez esta declaração diante do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara quando um congressista disse que o sistema regulatório havia "falhado miseravelmente" e pediu uma grande revisão.

Na primeira audiência no Congresso desde a revelação do escândalo Madoff em dezembro, Kotz disse que o tratamento da agência no caso Madoff pode ser um sintoma de problemas mais disseminados sobre como a agência trata suas investigações. "Eu acredito firmemente que as circunstâncias ao redor da questão Bernard Madoff podem muito bem impor uma análise mais vasta das operações da Comissão", disse Kotz durante o discurso preparado para a audiência.

"Além disso, é minha avaliação de que, no final daqueles esforços investigativos, será preciso existir mais do que simplesmente a potencial identificação de indivíduos que podem estar engajados em comportamento inapropriado ou potenciais falhas em seguir de forma apropriada as queixas, mas ao invés disso, tentar proporcionar à Comissão recomendações concretas e específicas para assegurar que a SEC tenha sistemas suficientes e recursos que a permita responder de forma apropriada e eficaz as queixas e detectar fraudes através de seus exames e investigações", afirmou.

Kotz também disse que Madoff fez parte no passado de comitês de conselheiros da SEC e que pretende determinar se o papel do investidor naqueles cargos teve qualquer relevância com as inspeções e investigações da Comissão. A SEC tem sido fortemente criticada desde que Madoff foi preso em dezembro e acusado de fraude.

A crise financeira em Wall Street, combinado com o escândalo Madoff, motivou o Congresso a considerar uma radical mudança na estrutura regulatória do país para a indústria de serviços financeiros. A audiência desta segunda-feira tem como objetivo avaliar que tipos de reformas são necessárias para evitar fraudes futuras e proteger os investidores.

"Em consequência desta crise financeira sem precedentes, agora sabemos que nossas agências reguladores não apenas perderam oportunidades para proteger investidores contra perdas massivas de instrumentos financeiros mais complexos como derivativos, mas elas também perderam a chance de se protegerem contra o mais simples escândalo, a pirâmide financeira", disse o deputado democrata Paul E. Kanjorski na abertura da audiência.

Kotz declinou em dar aos congressistas detalhes sobre qualquer de seus achados preliminares, dizendo que isso poderia comprometer a investigação. Contudo, reconhecendo o interesse público no caso, ele prometeu manter os congressistas atualizados do andamento das investigações. Ele também disse que pretende contratar mais quatro investigadores para ajudar a agilizar o processo e que pediu as divisões dos governos que proporcionem documentos específicos para seu departamento até 16 de janeiro.

O inspetor-geral da SEC disse que a investigação vai traçar o caminho de queixas específicas contra Madoff recuando até pelo menos 1999. Ele já agendou uma entrevista com Harry Markopolos, que trabalhou para um rival de Madoff e repetidamente levantou preocupações para a SEC sobre possíveis delitos por anos. Markopolos deveria participar da audiência de hoje, mas alegou problemas de saúde.

Markopolos, ex-executivo-chefe de investimentos na Rampart Investment Management, havia alertado a SEC no início de 1999 de que os resultados financeiros de Madoff não somava. Em 2005, ele enviou uma carta para a SEC descrevendo dois possíveis cenários: que a firma de Madoff ou estava operando em antecipação as ordens de clientes, em um esquema antiético conhecido como "front-running", ou que a "Madoff Securities era o maior esquema de pirâmide financeira do mundo". Markopolos disse na ocasião que o segundo cenário era o mais altamente provável.

Além de entrevistas com Markopolos e outras pessoas relevantes, os investigadores também estão no processo de revisar e-mails de funcionários atuais e ex-funcionários da SEC e contratados que trabalharam na sede da agência ou nos escritório de Nova York e Boston. As informações são da Dow Jones.

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