Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

05/01/2009 - Tribuna do Interior Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Presa quadrilha que causou rombo de R$ 7,5 milhões à Brasil Telecom


Policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) colocaram atrás das grades uma quadrilha acusada de usar o sistema da empresa de telefonia Brasil Telecom para anular ou diminuir em até 95% o valor das contas telefônicas de residências e empresas nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Cerca de 200 policiais civis começaram, às 6h de ontem, a Operação Espectro, para cumprir 73 mandados de prisão e de busca e apreensão, expedidos pelo juiz da Vara de Inquéritos Policiais, Pedro Luis Sanson Corat, nos três estados do Sul. A polícia estima que a quadrilha gerou prejuízos de mais de R$ 7,5 milhões para a empresa telefônica.

“Um trabalho extremamente profissional, com uso das mais modernas técnicas de inteligência policial foi realizado pelos policiais do Cope. O que prova mais uma vez que o uso da tecnologia no trabalho de investigação só faz com que a sociedade ganhe com isso. O combate ao crime organizado é uma das políticas mais fortes da Secretaria de Segurança desse governo. Esse combate tem obtido sucesso também graças à mão forte do Poder Judiciário, principalmente da Vara de Inquéritos Policiais”, disse o secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari.

Dentre as fraudes cometidas estão alteração de cadastros, retirada de bloqueio de clientes inadimplentes e, principalmente, retificação indevida de faturas, reduzindo os valores originais em até 95%. A quadrilha era composta por Vandré de Oliveira Araújo, acusado de ser o mentor do grupo, nove co-autores, funcionários da empresa e centenas de beneficiários.

“Essa é a primeira etapa da Operação Espectro. Futuramente vai haver outros desdobramentos que serão investigados. Essa fraude só foi possível devido ao grande conhecimento de Vandré de Oliveira Araújo, que já trabalhou em uma empresa que prestava serviços para a Brasil Telecom”, explicou o delegado chefe do Cope, Miguel Stadler.

Investigação – O esquema estava sendo investigado pelo Cope, desde dezembro de 2007, quando o Centro de Operações foi procurado pela Brasil Telecom, que detectou a fraude. Segundo a polícia, a quadrilha era comandada por Vandré, que já trabalhou em empresas especializadas em telefonia, e agia nos três estados do sul, por meio de uma rede de pessoas de confiança. Nove conhecidos de Vandré - incluindo sua sogra e alguns amigos – eram os responsáveis por angariar pessoas que quisessem se beneficiar com a fraude da quadrilha. O serviço começou sendo oferecido para pessoas próximas.

Todas as fraudes eram possíveis, graças a funcionários da Brasil Telecom que o próprio Vandré e pessoas de sua confiança aliciavam. “Eles recebiam uma espécie de aluguel semanal de suas senhas de acesso e de segurança do sistema da empresa”, explica Francisco Alberto Caricati, delegado-chefe da Subdivisão de Operações do Cope, que comandou as investigações. De posse delas, o mentor da quadrilha conseguia entrar a qualquer hora no sistema, abrir ordens de serviço e autorizar as mudanças solicitadas pelos clientes. “As modificações nos valores das contas eram bastante significativas, chegando a ser diminuídas para R$ 0,02”, explicou o delegado.

Os beneficiários com o golpe da quadrilha pagavam 50% do valor devido para os aliciadores, que repassavam na maioria das vezes a metade deste valor para Vandré. Essa quantia era negociada entre o mentor e as pessoas de confiança.

“Telemarketing” – Segundo policiais, a quadrilha funcionava há cerca de cinco anos e foi iniciada por Jeanete Zilli, ex-funcionária da Brasil Telecom, já falecida. O delegado Caricati afirma foi ela que passou todas as informações para que Vandré iniciasse sua trajetória criminosa em sua própria residência, que de acordo com a polícia, funcionava como um verdadeiro call-center.

De acordo com delegado Miguel Stadler, a Brasil Telecom começou a desconfiar do golpe, depois de perceber que grande quantidade de retificações nos valores de diversas contas eram feitas por um mesmo funcionário.

Participaram do cumprimento dos mandados de busca e apreensão e de prisão no Paraná, policiais de Ponta Grossa, Paranaguá, Divisão da Capital, Divisão Especializada, Delegacia de Furtos e Roubos e Estelionato. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, colaboraram policiais do Departamento de Investigações Criminais.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 228 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal