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13/10/2006 - Jornal de Jundiaí Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Dinheiro falso deixa comércio em alerta


Para evitar os prejuízos causados pelo recebimento de dinheiro falsificado e outras fraudes aplicadas no comércio, a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Jundiaí, em parceira com o conferencista Marcelo Pilon, está elaborando uma cartilha para ser distribuída entre os estabelecimentos comerciais da cidade. O objetivo é instruir proprietários e funcionários a identificar os golpes. Segundo a Delegacia de Investigações Gerais de Jundiaí (DIG), ocorrências de notas falsas não são registradas há pelo menos dois meses.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí, Valdemar Bertazzoni, acredita que a cartilha deve ser lançada até o final do ano. O material deve conter explicações de como identificar dinheiro falso, cheques, cartões clonados e outros golpes. "Neste ano já realizamos duas palestras com o tema", diz. "Estamos acertando os últimos detalhes para a publicação do material." Pilon foi convidado a participar do projeto porque é especialista no assunto.

Bertazzoni ressalta ainda que a cartilha será distribuída gratuitamente e fala da dificuldade em identificar os falsificadores. "Essas notas vão passando de mão em mão e muitas vezes acabam sendo identificadas quando estão com pessoas de boa fé."

Superintendente de projetos especiais da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Jorge Higashino explica que é preciso ter cautela ao receber dinheiro, pois na maioria das vezes quem recebe a nota falsa fica no prejuízo. "A primeira coisa a fazer é tentar lembrar de quem pegou a nota", diz. "Como na maioria das vezes as pessoas não lembram, o prejuízo acaba sendo delas. É preciso entender que o banco não troca notas falsas por verdadeiras."

Quanto à possibilidade de uma cédula falsificada ser recebida dentro de uma agência bancária, Higashino acredita que é algo raro. "Nossos caixas são treinados para detectar as falsificações e os equipamentos eletrônicos têm sensores", avisa. "No caso de sacar uma nota falsa do caixa eletrônico o cidadão deve entrar em contato com a agência e informar quando e onde foi feito o saque."

De acordo com o delegado assistente da DIG, Florisval Silva Santos, a unidade não registra ocorrência de apreensão de dinheiro falsificado há pelo menos dois meses. Florisval explica que as notas mais falsificadas são as de R$ 10 e de R$ 50 e que existem pelo menos três tipos de adulterações. "Existe a nota impressa em papel comum ou a fotocópia colorida. São duas falsificações grosseiras, facilmente detectadas", diz. "E tem aquela nota impressa em cima de uma outra nota verdadeira. Nesse caso, a nota falsa conserva todas as características da verdadeira, como a marca d'água. Essa falsificação é mais difícil de ser identificada e necessita de maior atenção."

Ainda segundo Florisval, as adulterações mais corriqueiras são as do tipo grosseiro. O delegado explica que o procedimento correto quando o cidadão percebe que está de posse de uma nota falsa é procurar uma delegacia ou uma agência bancária. "A nota será apreendida e enviada para especialistas. Se for verdadeira volta para o cidadão", conta. "Se não for, é aberta uma investigação para tentar descobrir de onde essa nota veio."

Fabricar, alterar ou falsificar moeda metálica ou papel moeda em curso legal no país é crime previsto no artigo 289 do Código Penal, com punições que variam de três a 12 anos de prisão e multa. Mesmo agindo de boa fé, introduzir na circulação moeda falsa também é crime e a pena pode variar de seis meses a dois anos de prisão e multa. "É claro que é possível investigar e saber se a pessoa tinha conhecimento ou não da fraude", lembra o delegado.

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