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24/12/2008 - Comunidade News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Esquema de dinheiro falso põe brasileiros em alerta. Saiba como se proteger.

A circulação de notas falsas no mercado tem preocupado autoridades e comerciantes. Veja o que fazer para não ser vítima.

No dia 24 de novembro, o Serviço Secreto estourou uma quadrilha de brasileiros que falsificava e distribuía dinheiro falso na grande Danbury. A notícia da circulação de dinheiro falso na cidade tem provocado mudanças na forma como comerciantes e consumidores aceitam dinheiro. Até bancos receberam e repassaram dinheiro falso sem saber.

Para o Serviço Secreto dos EUA, a expressão “fazer dinheiro” tem um significado bem diferente de apenas ganhar a vida trabalhando. Desde o Século XIX que a prática de falsificar dinheiro é conhecida. Na época, o país não possuía uma cédula única. Milhares de bancos eram autorizados a produzir o próprio dinheiro. Dos 7 mil modelos existentes, cerca de 4 mil eram falsos. Foi apenas em 1863 que o país passou a adotar um modelo único e a combater a falsificação.

A estratégia do governo reduziu signitivamente a quantidade de dinheiro falso no mercado, mas com certeza não eliminou um dos crimes mais antigos da história do país.

Até imigrantes estão entre os que ainda pensam em ganhar a vida fabricando o próprio dinheiro.

Ao fazer um saque no caixa eletrônico de um banco local, há cerca de 45 dias, o comerciante João Francisco teve uma surpresa: uma das notas, segundo ele, era borrada, feia, e tinha a impressão mal feita. O fato foi presenciado pelo gerente do banco, que conferiu a nota e concluiu que se tratava de dinheiro falso.

O gerente teria relatado ao comerciante que, na mesma semana, vários clientes do banco tiveram prejuízo, por conta de notas falsas. Segundo o comerciante, o banco teria encaminhado as notas falsas para o Serviço Secreto.

O mentor do esquema de falsificação era Wesli “Lili” Camargo, 33. No apartamento dele o Serviço Secreto encontrou um verdadeiro aparato para a produção das notas falsas. Epaminondas José Soares, 41, Joister Pacheco Ataide, 27, e Jean de Oliveira, 20, participavam junto do esquema.

Se condenados, os quatro brasileiros integrantes da quadrilha de falsificação podem pegar até 20 anos de prisão, além de ter que pagar uma multa no valor de $250,000 por cada uma das acusações.
Desde 2003, o Serviço Secreto já fez cerca de 29 mil prisões de pessoas ligadas à produção e distribuição de dinheiro falso, sendo que 98% dos casos resultaram em condenação e apreensão de U$295 milhões em notas falsas.

Apesar da prisão da quadrilha, muitas notas acabaram chegando ao comércio local. Uma destas parou nas mãos da ex-atendente da Padaria Pão Gostoso, a qual preferiu o anonimato. No início deste ano ela recebeu uma nota de $20 de um cliente. Ela percebeu que se tratava de uma nota falsa quando passou uma caneta especial, que ficou de cor escura.

Depois de mostrar para uma colega de trabalho, ela avisou o cliente que se tratava de dinheiro falso. Bastante preocupado, ele foi embora.
Já trabalhando na Santos Pastry, ela foi novamente vítima da falsificação, mas desta vez o valor era bem mais baixo: apenas $1. Apesar da cédula ter a cor modificada após a checagem com a caneta, o valor baixo não despertou suspeitas nela. O cliente não foi avisado porque já tinha ido embora. O proprietário do estabelecimento não foi avisado nem a polícia comunicada em ambas as situações. Porém, depois de ter sido vítima mais de uma vez, confidenciou que está mais atenta, e passa a caneta com mais freqüência.

Uma ex-comerciante brasileira, que também preferiu não dizer o nome, recebeu $40 falsos de um cliente. Mesmo tendo checado a cédula com a caneta, só soube da fraude alguns dias depois, quando foi comunicada pelo banco na qual ela efetuou um depósito. Assim como a funcionária da padaria, ela não chamou a polícia. Segundo a brasileira, o fato teria ocorrido em meados de 2007.

No entanto, o Serviço Secreto recomenda não devolver o dinheiro e comunicar imediatamente a polícia, além de anotar a placa do carro da pessoa e escrever na própria nota a data em que ela foi recebida.

Nilton Coelho, o Niltinho, proprietário do Restaurante Banana Brasil, disse que sempre confere as notas com a caneta. Segundo o comerciante, ele está mais “esperto”, depois da descoberta do esquema. O dono do Terra Brasilis, Darci Viana, já recebeu uma nota de $100 falsa, há cerca de dois anos. Se recebesse dinheiro falso hoje em dia, de um cliente já conhecido, o aconselharia a falar com quem passou o dinheiro a ele. “Mas se eu receber dinheiro falso de alguém estranho, chamo a polícia”, disse ele.

Honestos arcam com o prejuízo
Segundo o Capitão Robert Myles, porta-voz da polícia de Danbury, as pessoas devem conferir o troco, antes de sair do comércio. “Se você suspeitar que recebeu dinheiro falso, não aceite e alerte o caixa ou o gerente do comércio”, disse Myles, aconselhando ainda tanto consumidores quanto comerciantes a comprarem a caneta especial que identifica notas falsas.

Myles disse também que as notas de $50 e $100 requerem mais atenção, pois parecem ser as preferidas dos falsificadores. O policial disse que as pessoas que receberem dinheiro falso podem denunciar à polícia, que por sua vez comunicará o fato ao Serviço Secreto. “Se uma pessoa souber que a nota é falsa e tentar repassá-la, pode ser presa”.

Saiba o que fazer para evitar prejuízo com dinheiro falso
Como detectar dinheiro falso

Olhe o dinheiro que você recebe. Compare a nota suspeita com uma nota verdadeira através da mesma denominação e números de série, dando especial atenção à qualidade da impressão e às características do papel.

Retrato
O retrato em uma nota verdadeira se parece com a pessoa viva, ao passo que o retrato de uma nota falsa se assemelha a uma pessoa morta. Os detalhes ficam mais nítidos quando se olha a nota por trás: o retrato estará bem mais escuro e com várias cores.

Selos do Tesouro Nacional e do Banco Central Americanos
Numa nota verdadeira, as espécies de dentes e os selos, indicando que são notas do Banco Central Americano e do Tesouro Nacional, são claros, distintos e afiados. Os selos falsos podem ter os dentes desiguais, quebrados ou ainda sem corte.

Borda
Numa nota verdadeira, as finas linhas da borda são claras e inteiras. Já na nota falsa, estas mesmas linhas na margem exterior e no trabalho ornamental das bordas podem ser borradas e indistintas.

Números de série
Os números de série originais tem um estilo totalmente distinto e tem também mais espaço entre si. Outro detalhe importante é que os números de série são impressos na mesma cor do selo do Tesouro Nacional.

Papel
No papel moeda verdadeiro as minúsculas fibras vermelhas e azuis fazem parte do papel. Os falsificadores tentam simular, com muita frequência, estas mesmas fibras, imprimindo minúsculas linhas vermelhas e azuis no papel deles.

Se você receber uma nota falsa
· Não a devolva a quem lhe entregou
· Se possível analise a fisionomia de quem deu a nota falsa
· Observe a descrição de quem passou o dinheiro falso, assim como dos companheiros da pessoa (se houver), e das placas de um veículo eventualmente utilizado.
· Contate o departamento de polícia local ou o escritório do Serviço Secreto (United States Secret Service) de seu estado. Os números de telefone estão disponíveis na primeira página da lista telefônica.
· Escreva suas iniciais e a data na borda branca da nota suspeita.
· Guarde a nota num envelope, evitando assim que mais pessoas a toquem.
· Entregue a nota ou a moeda suspeita somente para um policial ou um agente especial do Serviço Secreto devidamente identificados.

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