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24/12/2008 - Brazilian Voice Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha de falsários brasileiros pode pegar 20 anos de prisão


Quatro brasileiros residentes em Danbury, Connecticut, foram indiciados no último 12 de dezembro, um deles sob a acusação de falsificar dólares e os outros três por posse e distribuição. Wesli Camargo, 33 anos, morador na State Street, foi acusado de fazer notas de 100, assim como posse de dinheiro falso e três acusações de ajudar a passar as notas.
Camargo disse aos agentes secretos que vinha produzindo o dinheiro falso há aproximadamente 6 meses o vendia por US$ 30 cada, segundo documentos apresentados à Corte. O Serviço Secreto é o órgão responsável pelos casos de falsificação monetária.
Com a ajuda das polícias estadual e local em Connecticut e North Carolina, o Serviço Secreto descobriu 750 notas falsas de US$ 100 ligadas a Camargo, atestam os documentos da Corte.
Três dos clientes do réu, Epaminondas José Soares, 41 anos, morador na South Street, Joister Pacheco Ataíde, 27 anos, morador na South Street, e Jean de Oliveira, 20 anos, morador na Fairfield Avenue, também foram indiciados.
Tom Carson, porta-voz do escritório da Promotoria Pública, disse que os 4 réus estão presos sem direito à fiança e que o Departamento de Segurança Interna (Imigração) possui ordens contra eles.
Soares e Ataíde enfrentam 4 acusações de posse e distribuição das notas falsas. Eles foram presos em 5 de novembro, depois que a polícia de Roanoke Rapids (NC) encontrou mais de US$ 35 mil em dinheiro falso no interior de um veículo em que os dois se encontravam, durante uma parada de trânsito.
As autoridades também encontraram um laptop, uma carteira de identidade brasileira, uma caneta especial que verifica a legitimidade de notas e uma pequena quantidade de ‘Hydrocodone’, um analgésico controlado, conforme documentos apresentados na Corte.
Soares admitiu ter comprado o dinheiro falso de Camargo e o passou em lojas na Flórida e Connecticut. O réu disse que ele e Ataíde compraram mercadorias com o dinheiro falso e então as retornaram, recebendo dinheiro verdadeiro. Ele também admitiu que pararam em North Carolina com a intenção de passar as notas falsas, quando a polícia descobriu o dinheiro no interior do veículo, atestam os relatórios da Corte.
Agentes do Serviço Secreto em New Haven estavam buscando os dois brasileiros desde 18 de outubro desse ano, quando foram contatados por detetives de west Hartford, Manchester e Departamentos de Polícia de Waterbury, que receberam denúncias de lojas alegando que dois homens compraram mercadorias com notas suspeitas. Os dois foram filmados por câmeras de segurança em vários estabelecimentos comerciais, segundo documentos na Corte.
Quando os agentes compararam o dinheiro utilizado em filiais do BJ’s Wholesale Club e Target, eles descobriram que os números de série eram idênticos.
Quando perceberam que Soares e Ataíde combinavam com a descrição dos indivíduos procurados, a polícia de Roanoke Rapids enviou via e-mail as fotografias dos brasileiros ao Serviço Secreto em New Haven. Então, os réus foram transportados a Connecticut para serem indiciados federalmente.
Oliveira enfrenta a acusação de posse de notas falsas. Ele foi preso em 24 de novembro, depois que David Herstin, residente em Katonah (NY), assumiu ter comprado dinheiro falso do brasileiro. David cooperou com a polícia e pediu que Oliveira encontrasse com ele no New York Sports Club na Mill Plain Road. Quando o brasileiro apareceu, os agentes estavam esperando por ele. As autoridades confiscaram mais de US$ 6 mil em notas falsas com Oliveira e no interior de seu veículo.
Oliveira concordou em cooperar com a polícia marcando um encontro para comprar mais notas falsas e levando as autoridades ao apartamento de Camargo. No local, foram encontrados mais de US$ 22.100 em dinheiro falso. Os agentes também encontraram um computador, scanner, printer, cloro, uma táboa de passar roupa e caixas de papel fotográfico – tudo supostamente utilizado por Camargo para produzir as notas falsas.
Na última segunda-feira (22), Oliveira e Camargo se apresentaram à Corte para ouvirem as acusações que pesam contra eles. A data para Soares e Ataíde ainda não foi marcada.
“Caso Camargo, Soares, Ataíde e Oliveira sejam considerados culpados, cada um pode pegar 20 anos de prisão e uma multa de US$ 250 mil por cada acusação”, explicou Carson.
Além disso, Camargo, Soares e Ataíde correm o risco de serem obrigados a restituirem os estabelecimentos comerciais lesados por eles, concluiu ele.

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