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23/12/2008 - Diário de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Escândalo financeiro em São Tomé e Príncipe

Julgamento sobre o caso do Gabinete de Gestão das Ajudas Externa foi adiado pela segunda vez em 48 horas.

O reinício do julgamento sobre o conhecido caso do Gabinete de Gestão das Ajudas Externa (GGA) foi adiado pela segunda vez esta semana e deverá ser retomado a 29 de Dezembro.

A sessão de hoje que deveria começar às 9 horas, foi marcada por fortes desavenças entre o juiz Frederico da Glória, que preside ao colectivo de juízes no julgamento do mais importante escândalo financeiro de São Tomé e Príncipe, e o advogado de um dos réus, Ademar Carvalho.

O advogado levantou suspeição sobre o juiz, pedindo o seu afastamento do processo e fez considerações na comunicação social consideradas difamatórias contra os outros magistrados.

O juiz Frederico da Glória ameaçou o advogado com ordem de prisão e, num gesto de solidariedade, os advogados de outros réus ameaçaram abandonar o processo.

No fim as partes conseguiram chegar a um consenso e o julgamento foi agendado para o dia 29.

O julgamento sobre o maior escândalo financeiro são-tomense iniciou-se na primeira semana de Novembro, com quatro réus a responderem por crimes de gestão pública danosa, peculato e falsificação de documentos.

Em causa estão quatro mil milhões de dobras (cerca de 16 mil euros), resultantes da venda do arroz doado ao arquipélago, no quadro da ajuda alimentar do Japão.

O Gabinete de Gestão das Ajudas foi criado em 1993 para gerir os donativos que chegavam ao país dos diversos parceiros bilaterais e multilaterais.

Em 2004 foi detido o antigo director do GGA, Diógenes da França Moniz, o responsável financeiro e mais dois funcionários da instituição.

Vários antigos primeiros-ministros, ministros e directores foram arrolados neste processo que parece não ter fim a vista.

O próprio Presidente da República, Fradique de Menezes, não escapou à lista dos dirigentes arrolados neste processo já baptizado no país como "o julgamento que vai ficar na história da república".

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