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06/06/2005 - Globo / Jornal Nacional Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpes milionários


Policiais estão a caminho de imóveis de alto padrão - segundo eles - as bases de uma quadrilha de golpistas: homens bem formados, especialistas em mercado financeiro.

A operação é simultânea em São Paulo e no Rio de Janeiro. As vítimas são donos de empresas. Herdeiro de uma indústria, um empresário de São Paulo, como tantos outros, precisava expandir os negócios. Mas resistia à idéia de pedir dinheiro ao banco, por causa dos juros de quase 50%. Foi então que surgiu o que parecia ser a solução.

"Foi apresentada uma empresa que fazia assessoria de captação de recursos internacionais. E foi uma coisa muito atrativa, com taxa de juros de 5,5% ao ano, 12 meses de carência, 60 meses para pagar, ou seja, então quer dizer que para nós seria o ideal pra começarmos a fazer a empresa tomar uma produção maior", conta o empresário, que não quer se identificar.

Entre os que se apresentaram como captadores de recursos internacionais estão Edson Luiz Anacleto e José Severino Sousa, o Zé Baiano. Os dois, donos de uma diversificada ficha policial: Edson é acusado de falsa identidade, formação de quadrilha, furto, roubo. Zé Baiano, de extorsão, estelionato, receptação, homicídio.

Eles é que intermediariam o empréstimo junto a um suposto fundo de investimentos ligado a um banco europeu - de onde sairiam 2 milhões de euros, mais de R$ 6 milhões. É o valor do contrato assinado.

Certa de que receberia o dinheiro, a vítima seguiu as instruções. Primeiro depositou R$ 90 mil para abertura de uma suposta conta em Nova York. Em seguida, fez mais um depósito de R$ 120 mil para despesas com seguro. E tudo parecia andar bem.

"Foi passado o nome do banco, a conta e a senha para que nós tivéssemos acesso. Então, era como se você entrasse em banco aqui, nacional, qualquer um que seja, e acessasse sua conta. Você veria seu extrato lá e os saldos depositados", conta o empresário.

Mas nunca houve transferência para o exterior. Mais tarde a polícia apurou que os golpistas alugaram um escritório em um prédio em Nova York, dando a entender que se tratava de uma agência bancária, só que o banco nunca existiu de fato.

Do empresário de São Paulo, o grupo arrancaria mais dinheiro, com o argumento de que o empréstimo sairia por um novo fundo de investimentos.

"Eu teria que depositar uma diferença de risco de seguro-fiança, que chegou a 49 mil euros. Eu paguei".

Foram mais 147 mil. O total passou dos R$ 350 mil. E, veio, enfim, a última parte do golpe: a suspensão do empréstimo, com o falso argumento de que a empresa devia impostos, o que comprometia o crédito. Mas o empresário já havia assinado promissórias como garantia. E chegou a cobrança.

"Eles levaram a protesto uma nota promissória de R$ 7,678 milhões. Eu de vítima passei a ser acusado".

A interceptação telefônica, autorizada pela Justiça, captou a preocupação de um empresário do Paraná, interessado no empréstimo. Ele telefonou para Edson porque soube de um golpe no mercado.

Empresário: Foi exatamente, mais ou menos assim o que está acontecendo com a gente, né? Eles fizeram o depósito do seguro e acabaram tendo problema, porque o negócio era na verdade um golpe.

Ele queria detalhes sobre a Creditfin, a intermediária do empréstimo:

Empresário: Agora, vocês com a Creditfin vocês já operaram?
Edson: E não tem problema nenhum. Não teve nenhum tipo de irregularidade.

O empresário acabou sendo mais uma vitima. Perdeu R$ 180 mil de uma vez só. Autoridades americanas confirmaram: Creditfin é um banco fictício.

Com base nas provas recolhidas, a justiça determinou a busca e apreensão de documentos na casa e nos escritórios dos principais acusados. A polícia acredita que, em cinco anos, eles tenham feito mais de 300 vítimas pelo Brasil afora. Segundo a investigação, os golpes chegaram a R$ 250 milhões.

Edson Anacleto, apontado como o chefe do grupo, saiu de casa algemado. E pediu que o delegado cobrisse o rosto dele.

Cleyton de Castro Dias, consultor da organização, também foi preso. E os dois carros que ele tinha na garagem foram apreendidos.

"O problema do estelionatário é que ele acredita que pode enganar todo mundo, inclusive a polícia", diz o delegado Alberto Matheus Jr.

No aeroporto, a terceira prisão: José Severino Sousa, o Zé Baiano, voltava de uma viagem de negócios. Foi revistado e algemado no desembarque.

Impossibilitado de dirigir o próprio carro, Zé Baiano seguiu para a delegacia na companhia do amigo Edson.

O quarto preso é outro consultor, suspeito de colaborar com o esquema.

No Rio, policiais revistaram o apartamento de Bruno Taranto Alvin, acusado de criar os falsos bancos na internet. Bruno está no Chile, onde os golpistas têm mais um escritório. Documentos e arquivos de computadores foram recolhidos.

Para o empresário de São Paulo, atolado em dívidas, ficou a frase que ouviu de um dos golpistas no dia em que assinou o trágico contrato de empréstimo.

"Quando ele me cumprimentou após a assinatura do contrato lá, que seria o primeiro dia do resto da minha vida. E eu espero que assim que a polícia resolva tudo isso seja o primeiro dia do resto de toda a vida dele também", deseja o empresário.

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Comentários


Autor e data do comentário: silvio ricardo - 26/02/2011 10:48

As autoridades deste nosso brasil, este indevidou conhecido como JOSE SEVERINO DE SOUSA, O ZE BAIANO, ainda esta na ativa, e o pior sendo protegido pela POLICIA DO RIO DE JANEIRO, os seus seguranças sao policias civis da cidade maravilhoza do grime,ele esta agindo no coraçao da cidade, na AV, RIO BRANCO no empresarial mais caro da cidade, usando uma empresa VENTURE BUSINESS,como fachada, esta empres nao tem nada ha ver com seus golpes muito possivelmente seus diretores nao tem ideia de quem e este indevidou, aautoridades como pode este vagabundo esta a solta a solta e com a segurança do nosso BRASIL, dando segurança a este bandido, os seus golpes sao os mesmos que eu acabara de ver no google, sempre oferecendo coisas inexistentes, roubando a conciencia de pessoas inocentes, ele esta nos numeros,21-97800461,residencia,21-35949953 e24331582, escritorio.21-25888070-25888071e8072, eu vou cobrar uma resposta da policia do rio de janeiro, estou fazendo esta denuncia a REDE GLOBO E OUTAS EMISSORAS, isso e uma vergonha.nos temos que dar um basta neste estelionatario.


Autor e data do comentário: Fatima gadelha - 12/10/2009 20:55

Eu fui vitíma por quase um ano desse golpe aplicado por esse Jose Severino de Souza o Zé Baiano. Atraves de um comparsa dele aqui em Fortaleza conseguiram me extorquir mais de 20.000,00 (vinte mil reais) e eu precisando e esperando sair o tal emprestimo de 50.000,00 que ele prometia que estaria na minha conta todo dia e ate hje nada.Tenho certeza que se trata do mesmo bandido mencionado na materia. A unica coisa que fiz foi denuciar e abrir um BO. Pois nada mais poderia ser feito, por isso peço que alerte as pessoas sobre esses bandidos. obrigado



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