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23/12/2008 - Monitor Mercantil Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

EUA - A "pirâmide" de US$ 2,2 trilhões de Ben Bernanke

Por: Mary Stassinákis

Fed deposita suas esperanças no dinheiro "grátis".

Bruxelas - Editorial do jornal Wall Street Journal insinua que a feição da "pirâmide" que o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, está montando, empalidece frente à pirâmide dos investimentos de Bernard Madoff.

O mais conservador dos jornais norte-americanos denuncia que o custo da política que o presidente do Fed pretende adotar com a impressão generosa - e sem limites - de dinheiro atingirá US$ 2,2 trilhões, com dolorosas conseqüências futuras.

A crise da economia norte-americana, também cercada pelos tentáculos do pesadelo de deflação, obrigou o Fed a reduzir a nível quase zero a taxa de juros norte-americana, e levou-o a informar que pretende mantê-la baixa por um longo período.

O Fed derrubou a taxa básica de juros (cuja importância é decisiva, já que define o custo do dinheiro na economia) a níveis historicamente baixos, que oscilam entre 0 e 0,25%, e inaugurou o regime de taxa de juros flutuante.

Na ocasião, Bernanke declarou que usará "todas as ferramentas disponíveis" e que está examinando "a eventualidade de adquirir bônus de longo prazo do nosso Tesouro".

Agora, o Fed deposita suas esperanças de salvar a economia dos EUA, as empresas e as famílias norte-americanas super endividadas no dinheiro "grátis".

Em seu clássico comunicado, o Fed deixa transparecer sua forte preocupação com a evolução da economia, justificando a adoção de métodos heréticos e radicais para enfrentar a pior crise após a Grande Depressão de 1930. Que decadência...

Hoje, muitos fazem um paralelo entre a política Bernanke com a bancarrota da pirâmide de investimentos de Bernard Madoff, que a cada dia que passa traz novos prejuízos para os maiores bancos e hedge funds do mundo.

A "novidade" provoca inúmeras perguntas sobre a segurança e a proteção dos investimentos e arrasta a comissão que regula o mercado de capitais dos EUA, a Securities and Exchange Commission, à maior das humilhações.

Na prática, o jogo de Madoff se transformou na maior fraude mundial, cerca de US$ 50 bilhões, pois se tratava de um investimento aparentemente gigantesco, mas que registrava desempenhos ilusórios.

Este esperto e atualíssimo investimento "tipo Ponzi" evidentemente é um delito criminoso. A forma de Carlo Ponzi investir é um dos golpes mais antigos e famosos: nela, os recursos dos novos investidores são usados para pagar os desempenhos aos antigos investidores.

Em 1960, o agora septuagenário Madoff constitui a empresa de investimentos Bernard Madoff Investment Securities, que em janeiro deste ano administrava cerca de US$ 17 bilhões.

Voltando: até há pouco, Fed e Bernanke estavam extremamente apavorados com a perspectiva de um aumento galopante da inflação. Agora, sob o estado de pânico, travam uma batalha para evitar o duplo pesadelo de recessão com deflação, algo que parece já ter contaminado a economia real.

Contudo, a conjunção de queda dos preços com manipulação em excesso se provará economicamente mortal, porque criará uma deflação de endividamento.

Esta expressão foi utilizada pela primeira vez pelo economista norte-americano Irvin Fischer, em 1933. Neste cenário, os consumidores super onerados com os empréstimos e as empresas endividadas se apressam para resgatar seus empréstimos, enquanto as linhas de crédito secam.

Mas a queda de preços significa que os empréstimos são mais caros. O resgate "apressado" afeta a demanda e resulta em novas reduções de preços. Paralelamente, a deflação continua fazendo com que o custo real dos empréstimos torne-se mais caro.

E porque as taxas reais de juros não podem ter feição negativa, encontram-se - de uma forma ou de outra - em nível não desejável. Isto provoca calotes ainda mais rápidos, e o resultado, como disse Fischer, é que "a liquidez vencerá a si própria".

O interessante na teoria de Fischer não é só acadêmico. Diz respeito a todos.

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