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11/10/2006 - DCI Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Bancos devem gastar R$ 18 bi em Controle de Riscos Operacionais


Com a resolução do Banco Central que determina a criação de uma estrutura de controle dos riscos operacionais, o sistema bancário pode sofrer mudanças em relação à competitividade e à especialização de mercado de cada instituição financeira. "Este é um processo que já estava em andamento, mas sem dúvida que esta resolução contribui para que ele se acelere", afirma Rodrigo Mendes, sócio da área de Gestão de Riscos Empresariais da consultoria Deloitte, que fez um estudo detalhado sobre os impactos destas mudanças no setor bancário. Segundo este trabalho, os 37 bancos estudados terão de alocar um capital adicional de R$ 18,7 bilhões para cumprir as exigências do BC. Entre elas, estão o diagnóstico sobre o que é preciso ser feito, e também a criação de uma diretoria específica para controle de riscos operacionais. A Deloitte concluiu ainda que 90% deste montante será de responsabilidade das 10 principais instituições financeiras. Mas de acordo com o próprio Mendes, os grandes bancos já estão bem adiantados no processo. "Alguns bancos de médio porte já nos contrataram para fazer esta adequação, e não levou mais de 6 meses. Mas sabemos que alguns ainda não começaram. E para cumprir o cronograma estabelecido pelo Banco Central, estes bancos deveriam começar agora". No entanto, ele acha que todos os bancos vão conseguir se adequar a tempo. A principal preocupação dos bancos de médio porte diz respeito à continuidade da concorrência no sistema. "Quem tem um maior poderio econômico, claro que terá menos dificuldades em relação ao aporte de capital, e também em se adequar à nova realidade que vem depois. Mas estamos estudando, juntamente com o próprio Banco Central, uma maneira de amenizar os efeitos nos bancos de menor porte", afirma Everton Gonçalves, economista-chefe da Associação Brasileira de Bancos Comerciais (ABBC). Em alguns bancos médios, o Índice de Basiléia, que é a relação entre o patrimônio de referência de um banco e o capital alocado em operações de risco, como crédito, ficaria abaixo dos 11%, que é o mínimo recomendado pelo Banco Central. No entanto, os bancos médios esperam ter uma economia na alocação de recursos. "Existem três modelos que podem ser implementados para controle de riscos operacionais. Os filiados da ABBC devem partir para um modelo intermediário. Em todo o País, somente sete ou oito bancos conseguirão partir para o modelo avançado". Estima-se que os bancos que optarem pelo modelo intermediário economizariam cerca de 10% em alocação de capital, em relação ao modelo básico. Já no modelo avançado, chamado de Abordagem de Mensuração Avançada (AMA), a economia seria de 20%. A Deloitte calcula que os bancos que optarem por este modelo vão alocar R$ 546 milhões a menos. Para o analista da Price Waterhouse Coopers Brasil, Ronaldo Nogueira, os bancos devem conhecer bem seus pontos mais vulneráveis. "Quem tiver este conhecimento, terá muito mais sucesso em todo o processo". Mas ele ressalta que os bancos nacionais e os de menor porte podem ter problemas. "Eles não conhecem com detalhes os itens de Basiléia II. Neste ponto, os bancos estrangeiros já possuem uma experiência maior". Ele afirma que a iniciativa do Banco Central é um passo importante para a resolução de alguns problemas que afligem o sistema bancário. "Os bancos perdem muito tempo e dinheiro para resolver reclamações de clientes. Há também questões trabalhistas, principalmente quando acontecem fusões e aquisições. Além da s fraudes eletrônicas. Tudo isso pode começar a diminuir com esta resolução", diz o analista da PWC Brasil. Gonçalves, da ABBC, conta que existe um comitê que reúne representantes de instituições financeiras e também do Banco Central para discutir detalhes sobre a implementação da nova estrutura até o ano que vem.

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