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18/12/2008 - Gazeta Mercantil / Investnews Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Denúncia sobre esquema é antiga, diz SEC


Washington, 18 de Dezembro de 2008 - O presidente da Securities and Exchange Commission (SEC), a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, Christopher Cox, disse que o órgão deixou de agir por quase uma década com relação a "denúncias convincentes e específicas" de possível delito cometido por Bernard Madoff - que, segundo as autoridades, espoliou os investidores em até US$ 50 bilhões.

Denúncias que remontam a pelo menos 1999 "foram reiteradamente apresentadas à equipe da SEC, mas não tiveram ação recomendada à comissão", disse ontem Cox. Ele anunciou uma investigação interna para apurar as revelações, que considerou "profundamente inquietantes".

"Ele está revoltado com o que descobriu, mas também está no interesse dele se revoltar", disse James Cox, professor de direito em valores mobiliários da Universidade Duke, em Durham, no Estado norte-americano da Carolina do Norte, que não tem qualquer parentesco com o diretor da SEC. "Ele tirou muita pressão da função de fiscalização da SEC."

A SEC, já responsabilizada por casos como o colapso do Bear Stearns e do Lehman Brothers, enfrenta críticas agora por não ter detectado o que Madoff qualificou de "um gigantesco esquema piramidal". O presidente da Comissão do Setor Bancário do Senado, Christopher Dodd, instou na terça-feira o órgão a explicar como a "enorme fraude" passou despercebida. Madoff foi preso no dia 11 de dezembro, depois de supostamente ter dito aos seus filhos que sua empresa, fundada em 1960 e que leva o seu nome era "uma grande mentira", disse a SEC.

Em vez de usar seus poderes e intimar Madoff para obter informações, a equipe da SEC "pautou-se por informações fornecidas voluntariamente por Madoff e sua empresa", disse Cox.

Eric Swanson, ex-diretor-assistente de fiscalização e investigações da SEC, é casado com a sobrinha de Madoff, Shana, que era advogada da área de conformidade jurídica da empresa de Madoff. Swanson saiu da SEC em agosto de 2006 e é atualmente o chefe do departamento jurídico da Bats Trading, a terceira maior bolsa de valores dos Estados Unidos por volume negociado.

A Bats defendeu Swanson. "Eric Swanson trabalhou na SEC por dez anos e não participou de qualquer investigação sobre a Bernard Madoff Securities ou suas afiliadas quando estava envolvido num relacionamento com Shana, a quem ele conheceu por meio do trabalho dela na associação de classe do setor", disse Randy Williams, porta-voz da Bats, em comunicado. "Ao longo de sua carreira, Eric mostrou possuir os mais elevados padrões éticos e sua reputação foi, e continua a ser, ilibada."

Prisão

Bernard Madoff foi submetido ao regime de prisão domiciliar. Ele será monitorado eletronicamente e terá de obedecer ao toque de recolher às 19h, enquanto sua esposa, Ruth, concordou ontem em abrir mão de suas residências em Montauk, no Estado norte-americano de Nova York, e Palm Beach, na Flórida, em caso de fuga de seu marido. Madoff foi preso no dia 11 depois de dizer aos seus filhos que sua empresa era "uma grande mentira".

Os desdobramentos de ordem judicial ocorreram após as declarações do presidente da SEC. O caso Madoff estará no centro das audiências agendadas para o Congresso dos EUA sobre a reforma da SEC, disse um alto funcionário do Senado, sob a condição de não ter seu nome divulgado.

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