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10/10/2006 - Última Instância Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Operação da PF prende 92 pessoas acusadas de comércio ilegal de cigarros


A Polícia Federal prendeu 92 pessoas nesta terça-feira (10/10), na operação Bola de Fogo, que tem o objetivo de desmontar uma organização supostamente criminosa acusada de comércio clandestino de cigarros. Entre os presos estão advogados, empresários, contrabandistas, laranjas e servidores públicos.

A ação tenta cumprir 116 mandados de prisão e 135 de busca e apreensão em onze Estados (Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná, Goiás, Rio Grande do Norte, Pará, Mato Grosso, Maranhão, Ceará e Rio de Janeiro) e conta com a participação de 750 policiais federais, além de servidores da Receita Federal.

De acordo com a assessoria da Polícia Federal, a operação é resultado de dois inquéritos policiais instaurados no Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. As investigações apontaram a existência de um esquema de falsificação envolvendo fábricas de cigarros no Brasil e no Paraguai, além de grupos que realizavam a distribuição do produto em todo o território nacional.

A PF afirma ter apreendido, nos últimos dois anos, mais de 23 mil caixas de cigarros pertencentes ao grupo, avaliadas em aproximadamente 13 milhões de reais. A instituição acusa a organização de crimes de contrabando, descaminho, sonegação fiscal, corrupção ativa e passiva, exploração de prestígio, falsidade ideológica, evasão de divisas, lavagem e ocultação de ativos ilícitos.

O esquema

A apuração da Polícia Federal afirma ter detectado a existência de três grandes organizações criminosas envolvidas no esquema. A primeira, segundo a PF, seria chefiada por Hyran Georges Delgado Garcete, responsável pela introdução em território nacional de grande quantidade de cigarros contrabandeados, além de armas e substâncias entorpecentes.

Com a ajuda de parentes e funcionários que faziam o papel de laranjas, ele teria aberto várias empresas no ramo da construção civil, importação e exportação, e transportadoras, como forma de acobertar transações comerciais ilícitas.

Boa parte do cigarro negociado por Garcete era de propriedade de outra organização, encabeçada pela empresa Sudamax Indústria e Comércio de Cigarros, que está instalada na cidade de Cajamar. Ela comercializa no país as marcas US, U5, Dollar, Campeão, Vanguard e Dunas, e para exportação os cigarros das marcas como Mack e Red Fox. A Sudamax possui uma fábrica espelho no Paraguai chamada de Tabacalera Sudan SRL. Esta fábrica paraguaia é responsável pela produção dos cigarros da marca US Mild, de grande aceitação no mercado nacional.

Durante as investigações constatou-se que os cigarros US Mild também são produzidos na própria Sudamax em Cajamar, num processo conhecido dentro da empresa como Operação Dunas. Nesta operação o objetivo seria dissimular a origem do produto, colocando no mercado nacional como se ele tivesse sido contrabandeado do Paraguai.

A PF cita como prova da irregularidade a apreensão de 8.200 caixas dos cigarros US Mild feita por policiais federais no último dia 12 de maio, no interior da empresa, em Cajamar. O dinheiro ilícito seria investido em empresas do grupo que atuam no setor imobiliário e empresas offshore sediadas no Uruguai, configurando assim o crime de lavagem de dinheiro.

O acompanhamento das atividades da empresa Sudamax indicaram a existência de uma terceira organização criminosa, encabeçada pela Distribuidora de Alimentos e Produtos de Consumo Dunas, sediada em Natal. Os sócios-proprietários da empresa coordenam um esquema especializado na distribuição atacadista de cigarros ilícitos, adquiridos no Paraguai (tanto da Tabacalera Sudan quanto em outras tabacaleras) e na Sudamax (cigarros US Mild). Outra empresa que teria o cigarro distribuído pelo grupo era a Tabacalera Central, pertencente aos irmãos Roque e Roni Silveira.

O esquema de distribuição usava como base as cidades de São Paulo e Anápolis, e envolvia uma "rede de proteção" das atividades criminosas (normalmente corrompendo policiais, fiscais e outras autoridades públicas). A suspeita da PF é que esta organização criminosa tenha substituído Roberto Eleutério da Silva, o Lobão, no comércio ilegal de cigarros. Lobão foi preso pela Polícia Federal em setembro de 2003 sob a acusação de ser o maior contrabandista de cigarros do Brasil.

Além dos integrantes destas organizações, a operação Bola de Fogo prendeu policiais federais, servidores da Receita Federal e advogados suspeitos de envolvimento com a compra de sentenças judiciais.

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