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17/12/2008 - Comunidade News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha brasileira que falsificava e distribuía dinheiro é presa em Danbury

Quatro brasileiros foram presos acusados de fabricação e distribuição de dólares falsificados. Se condenados eles podem pegar até 20 anos de prisão.

Após quase dois meses de investigação, o Serviço Secreto Americano (USSS) desbaratou uma quadrilha brasileira que falsificava e vendia dinheiro. Wesli Camargo, o “Lili”, 33, Epaminondas José Soares, 41, Joister Pacheco Ataide, 27 e Jean de Oliveira, 20, todos residentes em Danbury, CT, foram presos sob a acusação de fabricação, posse e distribuição de dinheiro falso. Cada um dos brasileiros, se condenado, poderá pegar até 20 anos de prisão.

Segundo o porta-voz do Departamento de Justiça Americano – Sessão Connecticut - Tom Carson, a investigação teve início em 18 de outubro último, quando Epaminondas e Joister foram flagrados pelas câmeras de segurança do BJ’s Wholesale Club de West Hartford, com $2,300 em notas suspeitas. A partir daí, a investigação passou a ser comandada pelo Agente Especial do USSS de Connecticut, Luke Yacovou.

No mesmo dia, a dupla gastou mais $700 no Home Depot de Manchester, e $2,400 no BJ’s de Manchester. Ainda neste dia, os dois brasileiros pagaram compras feitas na Waterbury Sears Store, em Waterbury, com $1,200 em notas falsas, usadas também na Waterbury Target Store, onde as compras custaram $3,600. De acordo com a investigação, as notas de $100 usadas no BJ’s de West Hartford e na Target de Waterbury tinham o número de série idêntico. A Target de Bethel também teria recebido notas falsas.

A polícia da Carolina do Norte prendeu Epaminondas e Joister no dia 7 de novembro, quando eles seguiam para a Flórida. No veículo foram encontrados $35,200 falsos e a quantia de $2,614 em notas verdadeiras, além de um laptop, identidades brasileiras suspeitas de serem falsas, uma caneta para identificar dinheiro falso e uma pequena quantidade de pílulas de hidrocodona, analgésico vendido somente mediante receita médica.

Epaminondas e Joister confessaram à polícia que devolviam as mercadorias compradas com o dinheiro falso, a fim de ficar com dólares verdadeiros. No depoimento, os dois também confirmaram que as notas falsas eram compradas de Wesli. Segundo Epaminondas, os dois pagavam $30 por $100 falsos.

Desbaratando o esquema

Cerca de dois dias antes da prisão dos brasileiros, David Herstin, residente em Katonah (NY), foi preso sob a acusação de vender substância controlada. Ele confessou à polícia do estado de Nova York que comprou dinheiro falso de Jean, nos últimos meses, pagando $50 por cerca de $1,000 em notas falsas de $100.

A pedido da investigação, Herstin marcou um encontro com Jean no estacionamento do New York Sports Club em Danbury, na noite do dia 24 de novembro. A polícia encontrou cerca de $7,000 em notas falsas com o brasileiro. A exemplo de Epaminondas e Joister, Jean também adquiria o dinheiro falso de Lili.

Os agentes prenderam Lili na mesma noite. No apartamento do brasileiro foram encontrados aproximadamente $22,100 em dinheiro falso, juntamente com um computador, impressora, scanner, equipamento para clarear cores e uma tábua de passar roupas. Todo o material encontrado, usado possivelmente para fabricar o dinheiro falso, incluía papel para revelação de fotografias. Foram também encontrados $7,000 em notas verdadeiras.

Lili confessou que vinha fabricando dólares falsos há aproximadamente seis meses, e que a cada $100 dólares falsos ele recebia $30 verdadeiros. O brasileiro confirmou que conhecia Epaminondas e Jean.
Segundo o brasileiro Marconi Maia, Lili teria pedido para passar cerca de duas noites no apartamento dele, antes de embarcar para o Brasil. A viagem estaria marcada para o dia 26 de novembro. Marconi, disse ainda, que não sabia do esquema de falsificação de dinheiro em que Lili estava envolvido. “Só sabia do boato que estava correndo”, disse Marconi, que se colocou à disposição dos investigadores para eventuais declarações.

Acusações

Pesam sobre Wesli “Lili” Camargo uma acusação de falsificação, três acusações de ajudar e induzir a distribuição de dólares falsos, e uma acusação de posse de dinheiro falso. Epaminondas e Joister tem, cada um, quatro acusações de posse e distribuição de dólares falsos. Jean recebeu uma acusação de posse de dólares falsos.

De acordo com a informação oficial do Departamento de Justiça Americano, cada um dos quatro pode pegar até 20 anos de prisão, além de ter que pagar uma multa de até $250,000 por cada uma das acusações recebidas. Além disso, Lili, Epaminondas e Joister podem ser solicitados a restituir às lojas que foram lesadas pelo esquema.
A Procuradora Geral, Nora R. Dannehy, esclareceu que o indiciamento dos quatro brasileiros é somente uma acusação, e não uma evidência de culpa. Cada um dos brasileiros pode ser submetido a julgamento, cabendo ao governo decidir se eles são ou não culpados.

Ainda segundo a informação oficial, todos os quatro brasileiros estão agora sob custódia federal, e ainda podem ser submetidos a procedimentos imigratórios, que serão efetuados pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) e pelo ICE (imigração).
A acusação formal de Lili e Jean ocorrerá no dia 22 de dezembro, perante o Juiz Thomas P. Smith, em Hartford. Epaminondas e Lili foram transferidos da Carolina do Norte para Connecticut, mas ainda não tem audiência marcada.

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