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17/12/2008 - Paraná Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Clonagem de cartões é mais comum do que se imagina

Por: Luciana Cristo


Ter o cartão de débito ou crédito clonado em caixa eletrônico ou em máquinas para efetuar o pagamento pode ser mais comum do que se imagina. Os campeões nas estatísticas desse crime são postos de gasolina, de acordo com o professor de Tecnologia da Informação do Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas (Isae/FGV) Fernando Arbache.

O procedimento de clonagem, também chamado de “chupa-cabra”, é relativamente fácil pela fragilidade do sistema, segundo Arbache. Por meio de um aparelho falso, o estelionatário faz o escaneamento do cartão e obtém dados do usuário, como nome e número do cartão, além de ficar de olho na senha digitada, no caso de cartões de débito. “Nós, clientes, somos muito distraídos e liberamos informação de uma forma muito rápida”, alerta.

Essa dor de cabeça pode ser evitada com cuidados simples, como não entregar o cartão na mão do atendente. “A regra básica para o consumidor é que ele próprio passe o cartão na máquina, que é o point-of-sale (POS). Um erro muito comum é entregar o cartão dentro da caderneta de cobrança, junto com a conta”, indica.

Um cuidado importante é evitar pagar contas com cartão em lugares desconhecidos, seja posto de gasolina, restaurante ou bares mais afastados. “Como é relativamente fácil encontrar emprego como frentista, muitos estelionatários entram no emprego já com a intenção de clonar cartões”, comenta Arbache.

Outra forma de clonagem é praticada por quadrilhas no caixa eletrônico, por meio da troca de sensores. A tarja magnética dos cartões permite gravação e leitura de informações.

No caso de cartões com chip, a clonagem é um pouco mais trabalhosa, mas também considerada fácil por estelionatários especializados nesse tipo de crime. Ocorrências como essa já apareceram em aeroportos, por exemplo.

Débito

Preocupadas em impedir a fraude, as empresas que fornecem cartões tentam sofisticar seus equipamentos, sem criar muito alarde. Por isso, quando o cliente é prejudicado, geralmente a empresa assume o débito.

“A partir do momento em que a empresa assume o problema, o cliente não vai alardear a situação e não desperta o caso para que outros consumidores parem de usar o cartão”, afirma.

A Delegacia de Estelionato de Curitiba confirmou que tem recebido diversas denúncias envolvendo cartões de crédito e débito. As queixas são repassadas ao Núcleo de Investigação de Crimes Cibernéticos (Nuciber). A reportagem não conseguiu entrar em contato com o delegado responsável pelo Nuciber, Demétrius de Oliveira, para comentar as ocorrências.

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