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16/12/2008 - Gazeta Brazilian News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresa de remessas é acusada de fraude


Do dia para a noite, o carioca Carlos Freire, que vive nos Estados Unidos há 20 anos, perdeu $62 mil. Depois de muito insistir, conseguiu recuperar $6 mil e, há seis meses, tenta, sem sucesso, fazer com que o então proprietário da empresa de remessas Planeta Brasil, Paulo César Silva, lhe devolva os outros $54 mil. Além dele, pelo menos outras duas pessoas afirmam ter sido lesadas por Silva, em transações de remessas de dinheiro para o Brasil. Silva teve a loja fechada, há cerca de dois meses, por falta de pagamento do aluguel. Seus credores, agora, acreditam que ele tenha voltado para o Brasil.

Freire conta que, em junho deste ano, procurou a loja de remessas Planeta Brasil, que funcionava dentro da lanchonete Avenida Paulista, em Deerfield Beach, também de propriedade de Silva, para fazer o envio do dinheiro para o Brasil. Ele guarda até hoje dois recibos nos valores de $10 mil e $50 mil. “O combinado era que o dinheiro chegaria na minha conta em três dias. Fui para o Brasil e fiquei lá esperando durante três meses e nada”, diz Freire.

Ao perceber que havia algo errado, Freire voltou para a Flórida e procurou a esposa de Silva, Jéssica, que, após muita insistência, segundo Freire, devolveu a ele $6 mil, em peguenas parcelas. “Tive que pegar um freezer como parte do pagamento”, lembra Freire.

Durante todos esses meses, Freire cobrou a dívida e diz que se sentia “enrolado” por Silva. “Ele me enviava text messages pelo telefone, tentando me enrolar para que eu não tomasse providências. De maio a dezembro, ele me enviou mais de 30 mensagens, sempre dando uma desculpa diferente”, lembra Freire.

Marcelo Andrade, proprietário da empresa de cartões telefônicos Olá Brasil também afirma ter sido lesado por Silva. “Ele ficou me devendo $4 mil. Como ele sempre enrolou, mas acabou pagando, eu dei um tempo, mas desta vez ele simplesmente fechou as portas e sumiu”, diz Andrade.

Andrade afirma ter entregue a Silva cartões telefônicos no valor correspondente a $4 mil, para que fossem vendidos na padaria Avenida Paulista. “Ele pegou os cartões em setembro. Tenho uma invoice de setembro, outra do início de outubro e outra do final. Fui à casa dele, e ele me disse que havia fechado a loja, que tinha sido injustiçado pelo dono do mall e que estava preparando o dinheiro para pagar todo mundo na semana seguinte. Saí de lá sabendo que não receberia mais o dinheiro. Vi nos olhos dele”, diz Andrade.

Natural do Paraná, Roseni Tavares afirma que já se considerou amiga de Silva. Essa amizade custou a ela $35 mil. “Nós éramos amigos e sempre enviei dinheiro com ele. Nunca tinha acontecido nada de errado, até que um dia fiz um negócio no Brasil e enviei a quantia de $35 mil, no dia 21 de janeiro. E ele nunca enviou esse di-nheiro para o Brasil”, lembra Tavares.
Ela conta que chegou a contratar dois advogados. “Fiquei quase louca porque o dinheiro era para eu terminar de fazer o pagamento de um investimento no Brasil. Gastei mais de $3 mil com advogados, e nunca resolveram nada”.

Desesperada, Tavares chegou a fazer um cartaz, que afixou na porta da Avenida Paulista, depois que a padaria fechou as portas. “Fiz um cartaz e deixei na padaria informando o caloteiro que ele é, e pedindo, por favor, para as pessoas não fazerem remessas com ele”, conta Tavares, que teve que voltar para o Brasil para fazer um tratamento de saúde.

Johny Rodrigues cometeu o mesmo erro. No dia 7 de março, foi à loja de remessas enviar $400 de presente de aniversário para a irmão no Brasil. O presente nunca chegou. “Depois de cinco dias comecei a ligar para reclamar, e a ir lá quase todos os dias. Primeiro me disseram que a pessoa que recebia o dinheiro no Brasil tinha morrido, depois começaram a dar várias desculpas diferentes”, conta Rodrigues.

Somente quase um mês depois, ele concluiu que não tinha mais jeito. “Percebi que ele estava de má fé depois de um mês. Foi quando soube que a minha amiga Roseni tinha tido o mesmo problema”, lembra.

Anteriormente responsável pela empresa de cartões telefônicos GlobalNova, Dilson Rocha também afirma ter sido vítima de Silva. Segundo ele, há cerca de quatro meses ele teria entregue a Silva cartões telefônicos no valor de $5 mil, e nunca recebeu o pagamento. “Ele me deu um cheque que voltou, sem fundos. Tentei cobrar várias vezes. Fui lá na loja dele e os funcionários diziam que ele nunca estava”, conta Rocha.

Aluguel

A loja onde funcionavam a padaria Avenida Paulista e o negócio de remessas da Planeta Brasil, na, Hillsboro Boulevard, em Deerfield Beach, está fechada há cerca de dois meses. De acordo com alguns credores de Silva, a loja teria sido retomada pelo proprietário por causa de uma dívida de $30 mil. O proprietário da loja confirmou que o imóvel teria sido retomado por causa de uma dívida, mas pediu para não ser identificado, e não quis dar entrevistas.

A reportagem do Gazeta tentou localizar Silva para entrevista, mas todos os seus telefones de contato foram desconectados.

Antecedente

Em janeiro do ano passado, o Gazeta publicou denúncia de Cícero Cruz, morador de Deerfield Beach, que procurou a redação do jornal afirmando ter feito, no dia 29 de dezembro de 2006, duas remessas para o Brasil, nos valores de $1 mil e $300, respectivamente, na loja da Planeta Brasil Remessas. Ele afirmou, na ocasião, que o dinheiro jamais havia chegado à sua conta no Brasil. Na ocasião, a empresa informou que o feriado de final de ano havia atrasado a remessa.

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