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16/12/2008 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresária cai em golpe e seqüestro virtual vira realidade na Baixada Fluminense


SÃO PAULO - Uma empresária de Santos, de 64 anos, caiu no golpe do seqüestro virtual e se tornou refém de bandidos na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Segundo a polícia, o golpe começou às 8h do dia 9 de dezembro, quando a mulher recebeu uma ligação de alguém dizendo ter seqüestrado uma de suas filhas. Ao seguir as orientações, ela viajou mais de 500 quilômetros sozinha em seu carro ao encontro dos criminosos em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Só foi liberada às 16 horas do dia seguinte. No total, foram 32 horas sob domínio da quadrilha.

Após cumprir uma série de exigências, entre as quais realizar depósitos e transferências bancárias, comprar dois relógios Bulova e adquirir seis recargas de telefone celular prefixo 021 (Rio de Janeiro), a empresária foi orientada a buscar com o seu carro, em São Paulo, a filha que imaginava estar sob o poder de seqüestradores.

Porém, quando já estava na capital paulista, a empresária recebeu nova ordem por telefone dos golpistas. Deveria prosseguir viagem até o município de Duque de Caxias e parar com o pisca alerta ligado na frente do Restaurante Popular, no centro.

Segundo ela, um homem aparentando 40 anos e com cabelos grisalhos entrou no carro e indicou o itinerário a ser seguido. Não demorou muito, a mulher estava em um quarto, nos fundos de uma casa, e o desconhecido lhe pediu os números de telefone de suas duas filhas. Nesse momento, a empresária percebeu que, na realidade, a seqüestrada era ela.

Na tentativa de obter mais dinheiro, desta vez dos familiares da empresária, o homem realizou uma teleconferência com celulares, permitindo que a vítima falasse com os genros e as filhas. Mas o diálogo foi breve e logo o marginal interrompeu a ligação.

Filhas e genros da empresária procuraram a polícia e o delegado Renato Mazagão Júnior, titular da Delegacia Especializada Anti-Seqüestro (Deas) concluiu que a empresária havia sido vítima de um golpe.

Para a polícia, os próprios bandidos desistiram de mantê-la em cativeiro porque não estavam preparados para fazer um seqüestro tradicional.

- Acho que nem eles acreditaram e terminaram por libertar a vítima, porque a especialidade deles é o estelionato e não tinham estrutura para manter um cativeiro e estabelecer uma negociação de resgate. Sequer o carro dela roubaram - disse Mazagão.

Durante o período em que foi mantida em cárcere privado, a vítima pediu ao desconhecido que a vigiava que lhe comprasse um remédio anticoagulante para a sua válvula cardíaca. Ele saiu da casa, deixando-a trancada. Depois, surgiu outro homem, que a libertou e a instruiu sobre como sair da cidade.

Os prejuízos da empresária totalizaram R$ 17.306,00, mas poderiam ter sido maiores. Desconfiada de algo errado, uma gerente do Banco do Brasil, em Santos,não permitiu que a cliente sacasse R$ 20 mil. Além disso, foram bloqueados R$ 9 mil que ela transferiu para uma conta de uma agência do município de Mesquita (RJ).

Do dinheiro perdido, R$ 2.256,00 foram usados para a compra de dois relógios da marca Bulova. Outros R$ 1.050,00 foram empregados na aquisição de seis recargas de celular. A empresária ainda realizou quatro saques, no valor de R$ 12 mil, e duas transferências: uma de R$ 2 mil e a outra de R$ 9 mil, que foi bloqueada.

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