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14/12/2008 - JB Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mistério e cerco ao brasileiro que 'ganhou' R$ 531 bilhões

Por: Idelina Jardim


RIO - Numa tarde de outubro deste ano um jovem brasileiro virou o homem mais rico do mundo. Tirou o americano Warren Buffet do topo do ranking, valia mais que todas as obras do PAC do governo e tinha na sua conta poupança o equivalente a um quinto do PIB do país.

Tudo isso faria de Douglas Franco de Mello, 21 anos, um homem mais feliz se não passasse de um erro de digitação numa agência da Caixa Econômica Federal no Sul do Brasil. Douglas, que tinha pouco mais de R$ 1 na conta, depois de um depósito viu entrar mais R$ 431 bilhões no saldo – volume que subiu mais R$ 100 bilhões no dia seguinte.

O susto passou a desespero. Numa situação que imita o cinema, viu sua vida cercada por uma trama que envolveu Polícia Federal, perseguição e até ameaça de morte por anônimos.

O estudante desempregado ficou surpreso quando retirou um extrato de sua conta poupança da Caixa Econômica Federal , um dia depois de fazer um depósito de R$ 700 na cidade de Parobé, onde mora com a família desde fevereiro.

A fortuna no valor de R$ 431 bilhões que constava por engano na conta de Douglas – o valor é 35 vezes o patrimônio da Caixa. No dia seguinte, um novo extrato mostrava que o montante rendeu juros e mais R$ 100 bilhões estariam supostamente `a sua disposição.

O valor ainda confunde os olhos do ex-vendedor de carros: R$ 531.971.248.704,50. Na agência, foi orientado a procurar o gerente do próprio banco onde tem a conta, em Taquara – cidade a 60 km de Porto Alegre – onde morou por 10 anos com os pais e os quatro irmãos.

Sucessões de mistério

Começou então a romaria por explicações e a confusão. A Caixa bloqueou a conta. O desbloqueio ocorreu somente na quinta-feira passada, segundo o estudante . Por motivos de segurança, Douglas sacou o real valor que tinha da conta – R$ 701,79 – que ficou zerada depois da correção do banco.

Antes do ocorrido, o extrato de Douglas mostra que em 21 de setembro ele tinha um saldo de R$ 1,79. Na delegacia de Parobé registrou três boletins de ocorrência: sobre o dinheiro, perseguição e ameaça de morte. O caso foi encaminhado para a Polícia Federal , que conduz a investigação.

Douglas resolveu processar o banco por conta dos problemas.

– Quando procurei a gerente de minha agência para pedir explicações ela disse que era eu quem deveria me explicar – diz Douglas

– Fiquei assustado. Imagine eu ter que declarar toda essa quantia ao Imposto de Renda? Registrei um B.O. na polícia porque tive meus cartões bloqueados sem condições de usar o meu dinheiro. Soube do bloqueio quando tentei pagar com o cartão uma conta num posto.

Douglas conta o inferno que viveu depois disso:

– Perdi a fome, o sono e a tranquilidade – conta.

– Depois de dois meses finalmente meu dinheiro foi liberado, mas ainda me sinto inseguro porque estou sendo seguido por carros com placas de fora. As perseguições começaram em outubro. Uma moto encostou no meu carro e o carona sacou uma arma. Me escondi num posto de gasolina, os frentistas são testemunhas. Parece que a PF está me investigando. Querem saber se eu sou laranja de alguma situação.

Caso de polícia

O delegado de Parobé, Rosalino Constante Ceara, contou que nunca registrou ocorrência desse tipo. Os casos mais comuns são arrombamentos e violência contra a mulher. Ele trabalha com três hipóteses:

– As investigações aqui não procedem por se tratar de um órgão federal, que é a Caixa. Encaminhei o caso para a Polícia Federal . Sobre a ocorrência de ameaça, as testemunhas que o Douglas citou não confirmaram a versão dele. A gente tem que buscar a verdade. Vejo três linhas de pensamento: O rapaz pode estar falando a verdade; pode estar com problemas mentais, achando que está sendo seguido e ameaçado ou uma manobra para tentar pedir um dinheiro à Caixa. Eu sigo pela hipótese da verdade – salienta o delegado Rosalino.

Sobre os transtornos que o jovem sofreu durante o período de bloqueio de seus cartões, a Caixa informa que “O surgimento deste número não trará qualquer problema futuro para o cliente ou para o banco, tanto em relação a um possível rastreamento por parte da Receita Federal quanto à cobrança de tributos. Qualquer problema que o cliente possa ter tido com sua conta, não está relacionado ao saldo contábil do citado extrato”.

O advogado de Douglas, Adenir Compana, contou que o estudante o procurou em seu escritório no intuito de orientação. Ao analisar a causa observou que o rapaz teve prejuízos com o bloqueio dos cartões - que o impediu de fazer pagamentos. Também frisou que o valor depositado pelo jovem somou ao suposto valor disponível na conta , que ao ser bloqueada o impediu de sacar o próprio dinheiro.

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