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15/12/2008 - AFP Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Bancos mundiais calculam perdas milionárias com a fraude do caso Madoff


MADRI (AFP) — Os grandes bancos internacionais, tanto na Ásia como na Europa, avaliam em centenas de milhões as perdas potenciais ligadas à suposta fraude do gerente dos fundos nova-iorquinos Bernard Madoff, calculados em 50 bilhões de dólares.

Um atrás dos outros, os grandes nomes das finanças internacionais, como o banco Nomura no Japão, o francês BNP Paribas, e o HSBC e o RBS da Grã-Bretanha anunciaram seu nível de exposição aos produtos da sociedade de investimento de Madoff, corretor de Wall Street até agora muito respeitado, mas agora acusado de uma gigantesca fraude utilizando o famoso "esquema da pirâmide".

O espanhol Santander, segundo maior banco em capitalização bancária da Europa, reconheceu na noite de domingo que os clientes de seu fundo especulativo Optimal estão expostos a perda de cerca de 2,33 bilhões de euros.

O anúncio derrubou a ação do Santander na Bolsa de Madri (-3,21% às 10H45 GMT), que até agora vinha resistindo à crise financeira, conseguindo, inclusive, registrar lucros e comprar bancos nos EUA e na Grã-Bretanha.

O segundo banco da Espanha, o BBVA, admitiu, por sua vez, uma perda líquida potencial máxima de 300 milhões de euros, mas destacou que jamais comercializou produtos" Madoff junto a seus clientes espanhóis.

O britânico HSBC, número três mundial do setor em capitalização financeira, confirmou que pode ter sofrido uma perda de um bilhão de dólares nesta fraude gigantesca avaliada em 50 bilhões de dólares pelo próprio Madoff, segundo o Financial Times.

Outro britânico, o Royal Bank of Scotland (RBS), do qual o governo britânico possui 57,9% das ações, admitiu uma perda potencial de 400 milhões de libras (aproximadamente 460 milhões de euros).

Na França, o Natixis, filial da Caisse d'Epargne e do Banque Populaire, pode perder até 450 milhões de euros, enquanto a seguradora francesa Axa avalia uma exposição nítida bem inferior, de 100 milhões de euros.

O BNP Paribas anunciou perdas potenciais de 350 milhões de euros através de suas atividades de mercados e empréstimos concedidos a fundos que investiram nos "hedge funds" (fundos especulativos) de Madoff.

A ação do primeiro banco francês despencou 8,44% nesta segunda-feira por volta das 10H20 GMT.

Os suíços UBS e Credit Suisse afirmaram que 'não estão expostos materialmente à fraude', enquanto o primeiro banco italiano, o UniCredit, indicou estar ameaçado de perder aproximadamente 75 milhões de euros.

No Japão, o Nomura Holdings reconheceu que pode ter perda de 27,5 bilhões de ienes (225 milhões de euros), mas considerou o impacto "relativamente limitado" considerando as somas geradas.

Detido quinta-feira e depois liberado com pagamento de fiança, Madoff, 70 anos, é acusado de ter montado um gigantesco esquema de pirâmide, pagando juros a seus antigos clientes graças ao capital injetado pelos novos clientes.

Ex-presidente do conselho de administração do Nasdaq, uma das duas grandes Bolsas de Nova York, Madoff era tão respeitado em Wall Street que a autoridade de regulação dos mercados americano, a SEC, o havia nomeado em 2000 membro do conselho de consultores e solicitava frequentemente seus conselhos, segundo o Wall Street Journal.

As repercussões mundiais da suposta fraude de Bernard Madoff são o retrato do "entrelaçamento crescente" das finanças internacionais, comentou segunda-feira o jornal espanhol El Pais.

A crise financeira internacional encontrou em Bernard Madoff "seu homem mau", apesar de a história das finanças internacionais estar cheia de fraudes piramidais, segundo o editorial do jornal.

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