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05/01/2009 - Midiamax News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Carcereiros estariam cobrando até para transferir presos de cela

Por: Celso Bejarano Jr.


A Gisp (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário), braço da Agepen (Agência de Administração Penitenciária), de Mato Grosso do Sul abriu investigação contra um suposto esquema de corrupção envolvendo agentes penitenciários que atuam ou já atuaram no IPCG (Instituto Penal de Campo Grande), onde ficam 1.020 presos, embora construído para abrigar 280. Os agentes estariam arrecadando quantias em dinheiro para favorecer encarcerados que seriam os líderes da unidade.

Denúncias ainda apuradas dão conta que nessa prisão havia até um mês atrás 70 DVDs, equipamentos apreendidos nas celas, uma fábrica de bebidas artesanais, o livre comércio de drogas, transações em dinheiro e até uma academia clandestina freqüentada pelos presos tidos como chefes dos pavilhões da penitenciária.

As acusações caíram na redação do Midiamax por meio de uma carta escrita a mão pelos presos e ainda por dois telefonemas disparados por detentos que estariam sofrendo represálias ou ameaçados de mortes.

O diretor do presídio, Tarley Barbosa, não quis comentar o caso. Já o diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração Penitenciária), coronel Deusdeth Souza de Oliveira, confirmou que a Gisp e a Polícia Civil apuram a suposta denúncia, mas também não quis adiantar nada.

Ele disse que é “normal” investigar as denúncias envolvendo o sistema carcerário estadual.

Os chefes

O IPCG possui 43 celas separadas por seis pavilhões. Chefiariam o presídio, afirmam os denunciantes, entre seis a dez presos, alguns deles, ex-integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital), a facção criminosa comandada por detidos que cumprem pena em diversas partes do país.

No IPCG, sustenta a queixa, os líderes dos pavilhões negociam em dinheiro a transferência de cela, emprego e até autorizações para entrar na prisão em dias de visitas.

O comandante da Agepen quis amenizar a denúncia dizendo que ao menos 70% dos 1.020 presos da unidade ou estudam ou trabalham dentro do presídio, dando a entender que isso favorece o comportamento dos internos da unidade.

Nessa unidade penitenciária os detentos trabalham em serviços de mecânica, padaria, cozinha, informática e cursam até o ensino médio.

Os acusadores sustentam que para conseguir uma “boa” colocação no presídio, o detento desembolsa de R$ 50,00 a R$ 100,00, dinheiro entregue de maneira obrigatória aos conhecidos “índios”, que seriam os comparsas dos líderes dos pavilhões.

A divisão

Parte do recurso arrecadado, segundo a queixa dos presos, seria entregue aos agentes penitenciários envolvidos na corrupção. Outro negócio que dá lucro aos líderes presos, até R$ 3 mil mensais, seria a venda de autorização que permite a entrada no presídio.

São autorizadas as visitas de parentes de primeiro grau dos presos ou então aqueles que recebem autorização do comando do presídio.

Essas autorizações, segundo a denúncia, são administradas por dois agentes da unidade penitenciária e vendidas por até R$ 200,00.

Os favorecidos com essa prática seriam garotas de programas ou parentes dos chefes de pavilhões que não precisariam ficar na fila de espera em dias de visita.

Familiares próximos da população carcerária enfrentam até seis horas de espera para entrar na penitenciária. Se pagassem a ‘taxa’, não precisariam enfrentar a maratona, diz a denúncia proposta.

Briga

Grupos rivais que teriam promovido a rebelião na véspera de Natal, teriam se enfrentado pelo controle da cantina da penitenciária.

Mandar na cantina, segundo os denunciantes, favorece os negócios, como a compra e venda de drogas, bebidas e celulares.

Ainda de acordo com a denúncia, até o detento que carrega o lixo produzido no presídio sofre influência dos chefes de cela.

A missão do carregador seria o de transportar a droga de fora para dentro do presídio. O esquema teria o controle de agentes penitenciários, que receberiam um tanto em dinheiro pelo tráfico.

O detento Cleber Lemes da Conceição, conhecido como Clebão, ex-integrante do PCC seria um dos fortes líderes da prisão.

Ele seria rival de um certo Juninho e uma briga entre os dois teria provocado a rebelião na véspera do Natal. Emerson Gordo seria outro líder.

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