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12/12/2008 - O Barriga Verde Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Crise financeira abre brecha para os criminosos virtuais

Por: Bruno Ferrari


A festa dos cibercriminosos

A crise faz muita gente perder (dinheiro, emprego, saúde etc) e é bom tomar cuidado. Um estudo divulgado pela McAfee esta semana mostra como os criminosos virtuais podem se aproveitar da ansiedade e instabilidade financeira em tempos de crise para dar golpes pela internet. Saiba também como empresas trocaram o tradicional boleto do táxi de papel por um simples SMS e que tem muita gente que acessa o e-mail corporativo durante as férias. Você é um desses?

Não são raros os casos de gente se aproveitando de momentos difíceis para a humanidade. Basta ver criminosos que enviaram e-mails com contas falsas para receberem as doações aos desabrigados das enchentes em Santa Catarina, no mês passado. A conclusão do estudo anual de segurança feito pela McAfee é justamente essa em relação à atual crise financeira mundial: criminosos virtuais lucram com a queda na confiança dos consumidores e com o desvio da atenção dos governos, aproveitando o clima de medo e ansiedade.

Segundo o relatório da empresa de segurança, é necessário que esforços do governo para conter as atividades fraudulentas na internet. Corre-se o risco de que o crime virtual afete a confiança dos consumidores, e a recuperação da economia mundial pode ser ainda mais lenta. A McAfee separou algumas situações que devem se acontecer nos próximos meses com a economia digital:

Cuidado com o crédito

A promessa de dinheiro fácil pode levar as pessoas a clicarem em mensagens que contenham códigos mal-intencionados. Apesar de velho e conhecido, um golpe assim acaba sendo eficiente em tempos de instabilidade. Além disso, tende a aumentar o número de pessoas que perderam emprego e estão em situação financeira crítica. Essas acabam aceitando atuar como laranjas, emprestando as suas contas bancárias para criminosos virtuais lavarem dinheiro. Muitas vezes, os internautas são enganados por propostas para serem representante internacional de vendas de alguma companhia, quando na verdade são apenas “mulas de dinheiro”.

Falta de fiscalização

Segundo o relatório, os governos estarão, em boa parte do seu tempo, criando soluções para enfrentar a recessão econômica. Com isso, o combate a crimes virtuais – que vinha ganhando bastante importância na agenda dos governantes - acaba ficando em segundo plano entre as prioridades dos países. Da mesma forma, as forças policiais carecem de mão-de-obra especializada. A ausência de treinamento e de um plano de carreira transparente está fazendo com que os espiões virtuais sejam atraídos pelo setor privado ou por economias clandestinas.

Criminosos blindados

Países como Rússia e China se transformaram em baías seguras para os criminosos virtuais atracarem seus negócios ilícitos. Já o Brasil pertence ao grupo de países vistos como “bodes expiatórios”. Nossas terras virtuais são alvos de redirecionamento de tráfego. Isso gera dificuldade na identificação da origem dos crimes virtuais.
Estudo da McAffe diz que criminosos virtuais lucram com a queda na confiança dos consumidores, aproveitando o clima de medo e ansiedade

Mundo virtual, fronteiras físicas

Apesar de os problemas estarem se espalhando pelo mundo e tomando proporções cada vez maiores, as autoridades policiais permanecem restritas a atuar dentro dos limites físicos nacionais. Enquanto isso, os criminosos virtuais agem e colaboram entre si rapidamente de maneira intercontinental. De acordo com o relatório, questões locais têm prioridade sobre os esforços globais e as leis internacionais, apesar de estarem sendo implementadas, têm restrições regionais que impedem uma ação de combate mais rigorosa.

Para Dave DeWalt, CEO da McAfee, é preciso que os governos se comprometam com o financiamento dos recursos necessários para combater o crime virtual, aplicar leis, racionalizar esforços e coordenar ações policiais entre as fronteiras. O executivo acredita que esta “batalha virtual” está apenas começando, mas continuará por muitos anos se não for conduzida de forma certeira.

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