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11/12/2008 - Paraná Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpe utilizava cartas de crédito contempladas

Por: Flávio Laginski


Uma megaação realizada ontem em Londrina, norte do Estado, resultou na prisão de seis pessoas no Paraná e outras cinco no Rio Grande do Sul. Batizada de Camaleão, a operação desarticulou um esquema de golpes de cartas de crédito, apurando denúncias de estelionato e lavagem de dinheiro praticados pelo Grupo União Mercantil, com sede na cidade.

Cem agentes da Polícia Militar (PM), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Ministério Público (MP) do Paraná e do Rio Grande do Sul participaram da ação.

Foram expedidos 16 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em Londrina, Assaí e Cambé, no Paraná, e em Porto Alegre, capital gaúcha. De acordo com o promotor do MP do Rio Grande do Sul Frederico Schneider de Medeiros, as investigações iniciaram em janeiro de 2007.

O grupo é acusado de anunciar em jornais de grande circulação, no estado gaúcho e em outros estados, cartas de crédito contempladas. Os interessados no anúncio assumiam, em condições facilitadas, o compromisso de pagar os valores depositados pelos antigos proprietários das cartas.

Após isso, eram induzidos a depositar valores em contas correntes fornecidas pelo grupo, que seriam destinados ao pagamento de taxas que seriam suportadas pela empresa para a efetivação do negócio. Ainda segundo o promotor, os valores dos títulos variavam entre R$ 10 mil e R$ 22 mil.

Para chegar à quadrilha, houve cruzamento de informações repassadas pelas vítimas do golpe e das quebras de sigilo bancário do grupo. Com isso, foi possível mapear as transações financeiras e identificar os envolvidos com o grupo e suas possíveis vítimas, principalmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no Paraná. Segundo Medeiros, porém, o golpe era aplicado também em outras regiões do Brasil.

"A sede da organização, em Londrina, mantém filiais Brasil afora, efetuando sistematicamente os pagamentos pelos serviços prestados por essas filiais, a fim de manter incólume a estrutura da sociedade criminosa, que conta com centenas de integrantes, número que, no momento, ainda é inestimável", ressalta o promotor.

O promotor entende que o golpe praticado pelo grupo União Mercantil configura-se de caráter difuso, classificado como macrocriminalidade, pois "tem potencialidade de malferir os interesses econômicos de todos os brasileiros necessitados de crédito". Medeiros acredita que a movimentação financeira mensal no grupo União Mercantil, considerando não apenas o fluxo bancário, supere os R$ 600 mil.

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