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05/12/2008 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Documentos falsos são vendidos a motoristas de cargas perigosas

Carteirinha é entregue a profissionais após conclusão de curso especial.Detran diz que anotação sobre curso passou a ser feita na habilitação.

Os motoristas que transportam cargas perigosas (produtos explosivos, inflamáveis e corrosivos) não têm dificuldades para comprar, no Centro de São Paulo, a carteirinha exigida para o exercício profissional. Os que seguem os trâmites legais recebem o documento quando concluem um curso chamado Movimentação de Produtos Perigosos (Mopp).

Em 50 horas de aula, o motorista deve aprender como agir em caso de acidentes. “Cada tipo de carga exige uma ação especifica. O motorista, agindo da maneira correta, vai realmente auxiliar para que aquele problema seja debelado. Caso contrário, pode acabar piorando a situação”, explica o policial rodoviário federal Tibério Freitas.

No curso, o motorista também tem - ou deveria ter - noções de sinalização. Um dos motoristas parado por uma blitz da polícia diz que assistiu às aulas, mas não sabe nem que a placa identifica o produto que ele carrega. A carteirinha dele foi apreendida e o caminhão, carregado com álcool combustível, ficou retido.

Outro caminhoneiro costuma transportar soda cáustica. E acabou contando aos policiais que não fez curso nenhum. Ele comprou a habilitação especial. Questionado, ele admitiu que não assistiu às aulas obrigatórias. O caminhoneiro foi levado a uma delegacia e irá responder por uso de documento falso.

Os motoristas compram a habilitação especial para enganar as distribuidoras de produtos perigosos. Elas exigem o documento antes mesmo que o caminhão seja carregado. E, como cada estado tem um tipo diferente de habilitação especial, fica mais difícil saber qual é verdadeira e qual é falsificada. Comprar a carteirinha não é problema no Centro de São Paulo.

Um produtor do Jornal Nacional conversa com um homem que pede R$ 200 pela carteirinha. No dia combinado, ela é entregue. O documento tem carimbo do Detran de São Paulo, mas foi impresso em papel falso. Comprovada a fraude, a carteirinha foi destruída.

Segundo o Detran de São Paulo, os motoristas habilitados para transporte de cargas perigosas não recebem mais carteirinhas. Para dificultar fraudes, a anotação sobre o curso passou a ser feita diretamente na carteira de motorista.

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