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03/12/2008 - Decision Report Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Internet banking: ataque cresce, mas fraude diminui

Por: Ceila Santos


Época de natal é também o período mais fácil dos criminosos virtuais atingirem suas vítimas com a estratégia de enviar cartões de natais com vírus. "Não existe estratégia nem pesquisa de público-alvo para bandidagem virtual, os hackers trabalham com escala para prática do texto dentro de um contexto", ensina Guilhermino Domiciano de Sousa, integrante da comissão de fraudes eletrônicas da Febraban. Ou seja, o hacker não sabe o dia certo do seu aniversário ou se a pessoa está entre as suspostas vítimas traição amorosa - eles apenas distribuem em alta escala o vírus dentro do email para acertar numa quantidade considerável.

Sousa explica ainda que a proteção mudou bastante com a disseminação de banda larga: os emails com vírus não são enviados mais por desconhecidos e com anexo. Agora, ensina Sousa, os criminosos roubam as identidades e enviam emails para rede de amigos e sem anexo. Basta clicar para infectar a máquina da vítima. Essas evoluções do crime virtual deverão tornar-se uma cartilha da Febraban para educar os clientes, os quais são a parte ainda vulnerável nas transações online.

O índice de segurança nos bancos é de 99,999 Então, por que as instituições ainda lideram os investimentos em tecnologias de segurança? Não só porque a prática dos criminosos evolui, mas principalmente porque segurança tornou-se um valor para cliente. Sousa explica que o correntista pode gastar mais com banco que lhe oferece mais segurança. "Há uma mudança de paradigma cultural na sociedade que sabe que os bancos são seguros, mas que quanto mais segurança, melhor para ele", observa Sousa.

Segurança x consciência

O fato de o cliente valorizar segurança não significa necessariamente que ele tenha consciência da realidade dos crimes virtuais. A sociedade ainda confunde ataques de hackers com fraudes eletrônicas e atribui aos hackers uma imagem romântica, semelhante à glamuralização que já se fez de alguns bandidos. retratados como heróis.

Sousa ressalta que enquanto os ataques cresceram de forma exponencia desde 2006, as fraudes reduziram muito desde aquela época. Ou seja, a tentativa é imensa, mas a execução nem tanto. A Febraban informa que as fraudes caíram 27% em termos de valor e 29% em número de ocorrências entre janeiro e outubro de 2008, enquanto os ataques aumentaram 20%. "Podem atacar o quanto quiserem, mas nós não vamos deixá-los que tenham êxito", comenta Sousa.

Por essas e outras razões é que os bancos continuarão investindo alto em segurança e tudo indica que o próximo passo será a abertura de contas e o monitoramento cada vez mais intensivo do histórico de cada cliente - a ponto de impedí-lo de comprar um produto quando o sistema de segurança baseado em rede neural alerta a área financeira do banco sobre aquele comportamento atípico do cliente.

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